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EF89LP14Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar, em textos argumentativos e propositivos, os movimentos argumentativos de sustentação, refutação e negociação e os tipos de argumentos, avaliando a força/tipo dos argumentos utilizados.

LeituraArgumentação: movimentos argumentativos, tipos de argumento e força argumentativa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF89LP14 da BNCC com os meninos do 8º ano é um desafio que eu abraço com vontade, porque é ali que a gente começa a ver eles pegando jeito de analisar textos argumentativos de um jeito mais profissional, sabe? Essa habilidade, na prática, é fazer eles entenderem o que é um argumento bom ou não num texto, como o autor tá sustentando as ideias dele, se ele tá refutando algum ponto e como ele negocia as ideias diferentes. Tipo, eles têm que aprender a perceber se o argumento do texto é forte ou só tá enchendo linguiça. E isso se conecta bastante com a tal da leitura crítica que eles já começaram a desenvolver no 7º ano, quando falávamos de identificar opinião e fato, essas coisas.

Pra começar, eu sempre explico pros meninos que analisar um texto argumentativo é como ser um detetive. Eles têm que achar as pistas que vão mostrar se o autor tá falando uma coisa que faz sentido ou se tá só enrolando. Quando a gente fala de sustentação, refutação e negociação, eu sempre dou o exemplo de uma discussão entre amigos: quando alguém quer convencer o outro de alguma coisa, tipo qual filme assistir ou se o lanche deve ser pizza ou hambúrguer, eles apresentam motivos (ou argumentos) pra sustentar a opinião deles. E aí tem as refutações: "Ah, mas hambúrguer não é tão saudável quanto pizza!" E negociação é quando chegam num meio termo, tipo "A gente come pizza hoje e hambúrguer na próxima."

Agora, bora falar das atividades. A primeira atividade que eu faço é a análise de comerciais de TV. É bem legal porque eu trago uns vídeos curtos de propagandas que passam na TV mesmo. A galera adora porque foge um pouco daquela coisa só de ler texto no papel. Eu divido eles em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos e cada grupo fica com um comercial diferente. Eles assistem e têm uns 20 minutos pra discutir entre eles quais são os argumentos usados ali pra convencer a gente a comprar o produto. Depois cada grupo apresenta as conclusões pro resto da turma. Teve uma vez que a Ana Clara percebeu que um comercial de refrigerante usava muita emoção com imagens de família reunida pra sustentar que aquele refri traz felicidade. Ela mandou muito bem!

Outra atividade bacana é a roda de argumentação. Eu levo uns textos curtos sobre temas polêmicos da atualidade, tipo assim: redes sociais fazem mal ou bem pra saúde mental dos jovens? Eu divido a turma em dois grupos: um tem que defender o tema e o outro tem que refutar. Eles têm meia hora pra ler os textos e preparar seus argumentos. Depois disso, cada grupo apresenta seu ponto de vista e tenta rebater os argumentos do outro grupo. É engraçado porque eles começam meio tímidos, mas depois todo mundo quer falar ao mesmo tempo. O Pedro foi ótimo uma vez defendendo que as redes sociais são boas porque ajudam na comunicação com amigos distantes, enquanto a Luísa refutou dizendo que isso não vale a pena se prejudicar nosso sono à noite.

E tem uma atividade mais individual que faço às vezes que é o diário argumentativo. Eu peço pra cada aluno escrever um texto defendendo uma opinião sobre um tema livre (pode ser qualquer coisa: futebol, escola, música). Eles têm uma semana pra fazer esse texto em casa e depois trazem pro dia da leitura em sala. Cada um lê seu texto em voz alta pros colegas e recebe sugestões sobre como melhorar os argumentos apresentados. É uma experiência muito rica porque eles veem outros pontos de vista sobre suas próprias ideias. Uma vez o Paulo defendeu no diário dele que videogames ajudam no raciocínio rápido e memória e ficou super feliz quando os colegas sugeriram formas de fortalecer ainda mais seus argumentos.

No geral, as reações da turma são bem positivas. Claro que tem sempre aquele aluno mais tímido ou menos interessado, mas com essas atividades mais dinâmicas consigo engajar boa parte deles. A chave é fazer eles perceberem como essa análise crítica dos argumentos tá em tudo ao nosso redor – desde uma propaganda até uma conversa com os pais sobre qual roupa comprar pro próximo evento.

Enfim, trabalhar essa habilidade é preparar os meninos não só pra escola, mas pro mundo lá fora também. E a gente vai caminhando junto nesse aprendizado!

Olha, saber se o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é quase como ter um sexto sentido, sabe? É uma mistura de observação e ouvir a galera. Quando eu tô circulando pela sala, vendo eles trabalhando em grupo, dá pra perceber quem já pegou o jeito. Tipo, outro dia, passei perto do Miguel e da Ana discutindo um texto que a gente tinha lido. Miguel falou algo como "esse argumento não faz sentido aqui porque ele só repete o que foi dito antes." Aí eu pensei "ahá, ele entendeu!" Porque ele não só identificou a repetição como soube contextualizar no texto.

Aí tem as conversas entre eles, que são um termômetro bom demais. Quando um aluno explica pro outro e faz isso de um jeito simples e direto, é sinal de que entendeu mesmo. Teve uma vez que a Júlia tava explicando pro João sobre como identificar uma falácia num texto. Ela disse "Olha, João, isso aqui é tipo quando alguém quer te convencer de que comprar esse produto vai resolver todos os seus problemas, mas não traz nenhuma prova de verdade." E o João fez cara de quem entendeu! Essas situações são ouro puro.

Mas nem tudo são flores, né? Os erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo geralmente têm a ver com a pressa ou com a superficialidade na leitura. O Pedro, por exemplo, adora ir direto ao ponto. Mas às vezes ele passa batido em nuances do texto. Outro dia ele disse que um texto estava "fraco" porque não tinha muitos dados. Mas na verdade, o texto era uma crônica argumentativa, e nem precisava disso tudo. Daí eu expliquei pra ele que cada tipo de texto tem suas exigências e nem sempre precisa de montanhas de dados pra ser forte.

Esses erros acontecem porque é difícil largar mão daquele pensamento de que mais é sempre melhor. Pra corrigir na hora, eu costumo devolver com uma pergunta do tipo "O que exatamente você sentiu falta aqui?" ou "Como você justificaria essa ideia?", assim eles param pra pensar e refazem o raciocínio.

E aí tem o Matheus e a Clara que têm suas particularidades. Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Uma coisa que funcionou bem foi dividir as tarefas em passos menores com intervalos pra discussão ou movimento. Tipo, depois de ler um parágrafo, ele marca palavras-chave numa folha separada e discutimos rapidinho antes de seguir pro próximo.

Com a Clara, que tem TEA, eu adaptei o material visualmente pras necessidades dela. Uso gráficos simples e cores pra destacar partes do texto pra ajudar na compreensão das ideias principais. Além disso, procuro dar exemplos concretos que ela possa relacionar com situações do dia a dia dela. Outra coisa é que dou mais tempo pra ela concluir as atividades sem pressão.

O que não funcionou foi tentar fazer tudo ao mesmo tempo ou usar materiais muito complexos com detalhes demais. Isso acaba confundindo tanto o Matheus quanto a Clara. Tive que ajustar isso rápido e voltar pro básico às vezes.

Bom, é isso aí pessoal! A gente aprende junto com os alunos todos os dias e vê-los progredir é sempre gratificante. Espero que essas dicas ajudem alguém por aí! Se tiverem dúvidas ou quiserem trocar experiências, tô por aqui! Até mais!

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