Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF89LP36Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos, ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de recursos sonoros e semânticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como relações entre imagem e texto verbal e distribuição da mancha gráfica), de forma a propiciar diferentes efeitos de sentido.

Análise linguística/semióticaConstrução da textualidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF89LP36 da BNCC é bem interessante, porque ela pede que os meninos e meninas do 8º ano mexam com poesia, mas não de um jeito quadradão. Eles têm que aprender a brincar com as palavras, criar paródias de poemas que já conhecem e até inventar coisas novas como haicais ou poemas concretos. A ideia é explorar não só o som das palavras — tipo aquelas rimas bacanas ou aliterações — mas também como elas aparecem no papel, em conjunto com imagens e formatos diferentes.

Quando a gente fala em "parodiar", é pegar algo que já tá aí, tipo um poema famoso, e dar uma cara nova pra ele. Imagina um aluno pegando "No meio do caminho tinha uma pedra" de Drummond e transformando num poema sobre o tanto de vezes que a internet cai aqui na escola. Eles vão precisar chamar a criatividade pra cena, mas também entender o que faz uma paródia funcionar: o humor, a crítica ou só a brincadeira mesmo. E isso tudo se conecta com o que os meninos já viram lá no 7º ano, onde a gente trabalhou com figuras de linguagem e construção de textos mais simples. Agora é hora de subir o nível.

Bom, vou contar como eu trabalho isso na minha turma. A primeira atividade que faço é uma roda de poesia. Trago alguns poemas impressos — dos clássicos aos mais modernos — e distribuo pra galera em grupos pequenos. Cada grupo fica com um poema diferente e tem um tempinho pra ler e entender juntos, tipo uns 20 minutos. Depois, peço pra eles pensarem numa paródia daquele poema. Aí é que mora o desafio: manter a estrutura ou o ritmo, mas mudar as palavras pra criar outro sentido. É bem legal ver como eles se envolvem — lembro da Ana Clara e do João Gabriel juntando as cabeças pra transformar um soneto numa "ode ao recreio". A gente termina com uma apresentação rápida dos trabalhos.

Outra atividade que curto muito são os ciberpoemas. Nessa aí usamos os laptops da escola, quando funcionam — ou então os celulares mesmo, com permissão especial. A ideia é criar poemas multimodais, usando texto e imagem juntos. Deixo uns 30 minutos pra eles explorarem programas básicos ou aplicativos como o Canva, onde podem adicionar imagens ao lado dos versos ou brincar com a tipografia. Um dia desses, a Beatriz fez um ciberpoema sobre a chuva usando umas fotos incríveis que ela mesma tinha tirado do temporal no bairro dela, ficou show! Esse tipo de atividade dá um gás na criatividade deles e conecta muito com o mundo digital onde eles já estão mergulhados.

A terceira atividade envolve os haicais, aqueles poemas curtinhos de origem japonesa. Primeiro, explico rapidinho como são os haicais: três versos só, com cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro. Aí levamos a turma pro pátio da escola — sim, o famoso "aula ao ar livre"! Eles observam o ambiente por uns 15 minutos e depois começam a escrever seus haicais sobre o que viram ali mesmo: árvores, passarinho, colegas brincando... Cada um lê seu haicai em voz alta para a turma no final. Essa parte é sempre divertida porque eles às vezes ficam envergonhados no começo, mas geralmente rola uma palminha carinhosa de incentivo da turma toda. O Lucas mandou bem demais com um haicai sobre formigas carregando folhas — sério, parecia até coisa de artista!

O bacana dessas atividades é ver como cada aluno reage de um jeito diferente: tem aqueles que se jogam sem medo e aqueles que precisam ser puxados um pouquinho mais devagar. Lembro do Gustavo na roda de poesia; ele era quietão mas se soltou todo quando viu que podia brincar com as palavras. Ver essa evolução deles ao longo das aulas é gratificante demais.

E aí, galera? Como vocês trabalham essa habilidade nas turmas de vocês? Qualquer troca de ideia é sempre bem-vinda! Até mais!

Aí, gente, olha só, perceber que os meninos realmente entenderam a habilidade EF89LP36 sem aplicar prova formal é um negócio mais de feeling mesmo, sabe? É aquele olhar atento enquanto você circula pela sala, escuta as conversas e vê as interações entre eles. Eu gosto de observar quando a galera tá discutindo entre si, tipo quando o João vira pra Maria e fala assim: "Ah, mas se a gente trocar essa palavra aqui por essa outra, fica mais engraçado, né?" Aí você percebe que eles já tão pegando a ideia de brincar com as palavras, de dar um sentido diferente só mudando um detalhe. Outro dia tava rolando uma atividade em dupla e ouvi a Letícia explicando pro Pedro: "Isso aqui é tipo na música que a gente escuta, só que ao invés de cantar, a gente escreve." Ali eu pensei: "Pô, esses dois tão entendendo o espírito da coisa."

Agora, sobre os erros mais comuns que eles cometem nesse conteúdo, tem uns clássicos aí. O Gabriel, por exemplo, sempre quer rimar tudo. Tipo, tudo mesmo. Ele acha que todo poema precisa ter rima do começo ao fim. Aí eu mostro pra ele que o importante é o jogo das palavras e como elas soam juntas, não só a rima propriamente dita. Já a Ana costuma se perder no formato e esquece do conteúdo. Ela faz aqueles poemas concretos lindos visualmente, mas às vezes o texto em si não diz nada. Ela foca tanto no desenho que esquece da mensagem. Esses erros são comuns porque eles ainda estão aprendendo a equilibrar forma e conteúdo. Quando pego um erro na hora, eu tento mostrar exemplos que eles gostam — tipo letras de música ou quadrinhos — pra apontar como podem melhorar.

E aí tem o Matheus e a Clara, né? Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso manter as atividades bem dinâmicas e curtas. Ele precisa de pausas frequentes pra não perder o foco. Então faço as atividades em etapas pequenas e uso muito recurso visual e auditivo pra ajudar ele a se concentrar. E sabe o que funciona bem? Deixar ele usar fone com música baixinha enquanto escreve. Ele diz que isso ajuda a focar e realmente dá pra ver uma melhora.

Com a Clara, que tem TEA, eu tenho que ser bem claro nas instruções. Uso bastante suporte visual — cartazes com exemplos, esquemas no quadro — e ela se dá muito bem com isso. A Clara gosta de previsibilidade, então eu sempre aviso qual vai ser o próximo passo da atividade antes mesmo de terminarmos o atual. O que não funcionou foi tentar atividades muito abertas ou sem estrutura clara pra ela; isso deixava ela meio perdida. Então sempre preparo um roteiro escrito bem detalhado do que vamos fazer.

Bom, é isso aí pessoal. Cada dia na sala é um aprendizado tanto pra mim quanto pros meninos. Essa troca acaba enriquecendo todo mundo e ver eles desenvolvendo essa habilidade é muito gratificante. Qualquer coisa, tô por aqui no fórum! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF89LP36 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.