Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF09LP04Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Escrever textos corretamente, de acordo com a norma-padrão, com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período.

Análise linguística/semióticaFono-ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF09LP04 da BNCC é um baita desafio, mas eu gosto de pensar que é um passo importante pra deixar os meninos mais afiados na escrita. Essa habilidade fala sobre escrever textos corretamente, seguindo a norma-padrão, mas também sobre usar estruturas complexas nas frases. É como pegar tudo o que eles aprenderam sobre concordância, regência, pontuação e juntar num texto com cara de profissional.

Imagina assim: no 8º ano, os alunos se acostumaram a fazer frases mais simples, tipo "O menino foi ao mercado". Agora, no 9º ano, a ideia é que eles consigam escrever algo como "O menino, que já havia feito sua lista de compras, foi ao mercado para aproveitar as ofertas da semana". Viu a diferença? Tem que colocar uma oração subordinada ali, encher de detalhes e ainda tudo tem que estar certinho com a norma-padrão. Então é uma questão de ampliar os horizontes deles pra que consigam se expressar de forma mais rica e precisa.

Agora vou contar um pouco das atividades que faço na minha sala pra ajudar a galera nisso. A primeira coisa que gosto de fazer é uma oficina de reescrita. Aí, eu levo um texto simples pra sala, geralmente uma notícia ou uma crônica curta, e a gente lê junto. Depois, dou uma cópia do mesmo texto todo bagunçado: com erros de concordância, sem pontuação direito e tal. Divido eles em grupos de três ou quatro - grupo pequeno é melhor pra todo mundo participar. A tarefa é reescrever o texto da maneira correta. Isso costuma levar uns 40 minutos. Da última vez que fizemos isso com uma crônica sobre um cachorro perdido, a Letícia e o João estavam discutindo qual era o melhor jeito de reescrever um parágrafo pra ficar claro quem estava falando no diálogo. Foi legal porque eles perceberam sozinhos que precisava de umas vírgulas ali pra separar as falas.

Outra atividade que funciona bem são os debates escritos. Eu dou um tema polêmico – tipo mudanças climáticas ou redes sociais – e cada aluno tem que escrever um parágrafo argumentando contra ou a favor do tema. Depois trocamos os textos entre eles sem identificar quem escreveu e cada um faz um comentário sobre o texto do colega: sugestões de melhoria tanto na norma quanto na argumentação. Uso folhas impressas mesmo e deixo uns 30 minutos pra essa troca. Uma vez o Pedro escreveu um argumento tão bem estruturado sobre redes sociais que até a Mariana, que geralmente discorda de tudo dele só por discordar, teve que admitir que ele fez bons pontos. Aí a galera aprende a criticar construtivamente e ainda fortalece as próprias habilidades.

A terceira coisa que faço é usar músicas ou poesias pra explorar a complexidade das estruturas. Levo sempre algo conhecido deles pra aumentar o interesse – Legião Urbana funciona bem demais! A gente lê ou escuta junto e analisa as letras ou versos: como é feita a construção das frases, quais figuras de linguagem aparecem e como essas frases poderiam ser reescritas em prosa sem perder o sentido. Dá pra fazer em 50 minutos tranquilamente numa aula só. Fiz isso com "Eduardo e Mônica" e aí dava pra ver os olhinhos brilhando quando eles percebiam como transformar aquela história cantada num texto narrativo bacana. O Lucas me surpreendeu quando apontou como o uso de orações adjetivas dava aquele toque especial nos versos.

Pra fechar, eu diria que o mais importante mesmo é mostrar pros meninos que escrever usando a norma-padrão e frases complexas não é bicho de sete cabeças se for feito com prática e paciência. Cada vez que eles trabalham uma atividade dessas, eles ficam mais confiantes na própria escrita. E o legal é ver como eles vão se apropriando disso aos poucos e começam a usar sem perceber em outras disciplinas também.

Aí é isso, galera! Espero que essas ideias possam dar uma luz aí na rotina de vocês também. Qualquer coisa tamo aí pra trocar figurinhas!

Olha só, quando eu percebo que a galera tá pegando a habilidade EF09LP04 na prática, é mais questão de observar o comportamento deles no dia a dia do que aplicar uma prova formal. Quando eu tô circulando pela sala, dá pra perceber bastante coisa. Tipo, tem aquela hora que eu passo pelas duplas ou grupos e ouço as conversas. Se eles tão discutindo sobre qual tempo verbal usar ou se a pontuação encaixa bem naquela frase mais longa, isso é um bom sinal de que tão começando a entender. É diferente quando eles só chutam sem critério.

Um exemplo concreto foi com a Ana, outro dia. Ela tava explicando pro Lucas porque num texto argumentativo é melhor usar uma estrutura um pouco mais complexa pra dar clareza ao ponto de vista dela. Ela falou algo como "Se eu colocar essa oração subordinada aqui, fica mais claro que eu tô justificando meu argumento". Aí eu pensei: “Ah, essa entendeu!”

Agora, sobre os erros mais comuns, vou te contar que tem uns clássicos na turma. O Pedro, por exemplo, vive esquecendo de concordar sujeito e verbo nas frases mais longas. Ele começa certo, mas aí põe um monte de ideias e no final tá tudo misturado. Outro dia ele escreveu assim: "A menina que estavam na porta da sala ouviu o barulho". E não é porque ele não sabe fazer, mas porque quando a frase vai ficando complexa ele se perde no meio do caminho.

A Mariana costuma se enrolar com regência verbal. É comum ela usar "assistir o filme" em vez de "assistir ao filme". Quando eu pego isso na hora, geralmente paro tudo e chamo atenção de um jeito leve, tipo: "Mariana, você quer assistir o filme ou assistir ao filme? Porque assistir o filme fica meio esquisito se você pensar bem."

Olha, trabalhar com o Matheus, que tem TDAH, exige algumas adaptações nas minhas atividades. Eu percebo que funciona melhor quando eu divido as tarefas em etapas menores e dou intervalos frequentes pra ele não perder o foco. Por exemplo, se estamos numa aula de produção textual, eu divido a tarefa em brainstorm, rascunho e revisão. E entre cada parte dou uns minutinhos pra ele se alongar ou mexer um pouco no corpo. Outra coisa que ajuda é deixar ele usar fones de ouvido com música instrumental pra ajudar na concentração.

Já com a Clara, que tem TEA, o negócio é mais sobre clareza e rotina. Tudo o que funciona pra ela precisa ser muito bem estruturado e previsível. Se vou mudar alguma coisa na aula, sempre aviso antes. E uso muitos recursos visuais pra ajudar na compreensão dos textos e das instruções. Outro dia mesmo trouxe um gráfico pra explicar como se estrutura um parágrafo argumentativo e ela se saiu super bem.

Uma coisa que não funcionou foi tentar deixar a Clara em grupos aleatórios sem um preparo prévio. Ela precisa saber exatamente com quem vai trabalhar, então agora sempre aviso antes e dou espaço pra ela se familiarizar com os colegas do grupo.

No fim das contas, ensinar é isso aí: observar, adaptar e celebrar os pequenos avanços dos alunos. Cada um aprende de um jeito e no seu tempo, né? E acho que esse desafio constante é o que me mantém animado todos esses anos na sala de aula.

Bom pessoal, acho que por hoje é isso! Espero que essas experiências possam ajudar outros professores também. E vocês? Como andam lidando com esses desafios em sala? Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF09LP04 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.