Olha, essa habilidade EF89LP11 da BNCC é uma daquelas que eu curto bastante trabalhar com os meninos do 8º Ano. Quando a gente fala de produzir e editar peças publicitárias, parece uma coisa super complexa, mas na prática é uma baita oportunidade de desenvolver várias competências neles. A ideia é que os alunos consigam pegar um tema importante pra escola ou comunidade e criar uma campanha publicitária completa. E isso envolve pensar desde o cartaz até o spot de rádio, por exemplo. Tem que saber qual o público-alvo, quais peças vão fazer, e quais estratégias vão usar pra convencer as pessoas.
Do ano anterior, eles já vêm com uma bagagem de criação de textos de opinião e argumentativos. Então, o que a gente faz é meio que pegar essa base e transportar pro mundo da publicidade. É mostrar pra eles que, no fundo, fazer uma propaganda é como argumentar: você tem que convencer alguém de alguma coisa — só que aqui usa imagens, sons, tudo junto e misturado. E mais: eles já têm contato com publicidade todo dia, né? Estão sempre no celular vendo anúncios. Então, digo pra eles que agora é a vez deles criarem esses anúncios.
Bom, a primeira atividade que faço é a “Escolha do Tema e Público-Alvo”. Pra isso, uso cartolina e canetões coloridos. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo tem uns 30 minutos pra escolher um tema importante pra escola — tipo reciclável, bullying ou alimentação saudável — e definir quem são as pessoas que eles querem atingir com a campanha: alunos do ensino fundamental, professores ou pais, por exemplo. Aula passada, o grupo da Ana Paula escolheu falar sobre bullying. Ela e o Marcos defenderam a ideia com tanto entusiasmo que os outros membros simplesmente abraçaram a causa na hora! No fim, cada grupo apresenta suas ideias pro restante da turma em um bate-papo bem descontraído.
Depois dessa fase inicial, passamos pra “Criação das Peças Publicitárias”. Pros materiais, só computador com acesso à internet e revistas velhas pra recorte mesmo. Os grupos têm duas aulas pra criar pelo menos duas peças diferentes: um cartaz e um anúncio pra rádio ou internet. O interessante é ver como eles dividem as tarefas entre si: uns cuidam do texto, outros das imagens e alguns da parte técnica de montagem. Lembro que o grupo do João e da Mariana ficou tão empolgado criando um jingle pro anúncio de rádio que não queriam mais parar! No final dessa atividade, cada grupo apresenta suas peças pra turma, recebe feedback dos colegas e faz ajustes.
Por último, chego na etapa de “Revisão e Divulgação”. Aqui uso papel kraft grande e cola. Cada grupo revisa suas peças com base no feedback recebido. É importante que eles aprendam a aceitar críticas construtivas e vejam como isso melhora o trabalho deles. Depois disso, organizamos um evento pequeno na escola onde expomos os cartazes nos corredores e transmitimos os spots de rádio na rádio escolar durante o recreio. No último evento, foi bacana ver os alunos do turno da tarde comentando sobre as campanhas feitas pelos meus meninos do 8º Ano da manhã! O professor de matemática até disse que os alunos estavam debatendo sobre as campanhas na aula dele.
As reações dos alunos variam bastante: tem aqueles que se jogam nas atividades logo de cara e outros que são mais tímidos no início. Mas o legal é que ao longo do processo todo mundo se envolve. Já vi alunos como a Juliana se transformar durante essas atividades: ela entrou quietinha no grupo dela e saiu liderando a criação do anúncio pro Instagram!
Esse tipo de trabalho não só desenvolve habilidades em língua portuguesa como também em outras áreas: eles precisam colaborar em grupo (habilidade social), lidar com ferramentas digitais (tecnologia) e ainda passam a refletir sobre questões importantes pra sociedade (cidadania). Eles terminam o projeto não só sabendo mais sobre publicidade mas também sobre como fazer diferença com seu trabalho.
É isso aí! Se algum colega aí tiver mais dicas ou experiências parecidas pra compartilhar, tô sempre aberto pra ouvir novas ideias!
E aí, gente! Continuando aqui a conversa sobre a habilidade EF89LP11, gosto de observar como os meninos vão entendendo o que a gente tá trabalhando sem ter que aplicar aquela prova formal, sabe? Porque a real é que a gente percebe no dia a dia mesmo se eles sacaram ou não. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e vejo aquele grupinho discutindo qual imagem vai ser mais impactante pra campanha deles, ou quando eu escuto o Samuel explicando pro João por que uma frase de efeito pode ser mais persuasiva do que um bloco de texto enorme. Aí eu penso "ah, esse entendeu".
Teve um dia que a Luana tava super empolgada mostrando pro grupo o storyboard que ela fez pro vídeo da campanha sobre o meio ambiente. Ela explicava como cada cena ia se conectar com a outra e qual era a emoção que eles queriam despertar em quem assistisse. Nesse momento, ficou claro que ela tinha sacado o lance de contar uma história visualmente, algo fundamental numa peça publicitária.
Agora, sobre os erros mais comuns, vejo muito os alunos querendo usar texto demais nos cartazes. Aí vira aquele bloco de leitura que ninguém vai parar pra ler no mural. O Lucas, por exemplo, fez um cartaz tão carregado de informação que mais parecia uma página de livro. Tive que mostrar pra ele que menos é mais nesse caso. A ideia é ser direto e chamar atenção, né? Outro erro comum é a escolha inadequada das cores. A Ana fez um pôster com cores tão vibrantes e misturadas que até doía o olho de olhar. Expliquei pra ela sobre a importância de ter contraste e harmonia nas cores pra garantir uma boa leitura visual.
E quando eu pego esses erros na hora, tento dar aquele toque rápido: olho pro cartaz deles junto e falo algo tipo "E se ao invés disso você tentasse mudar essa fonte aqui ou essa cor ali?", sabe? Não é pra criticar, e sim pra incentivar a reflexão.
Agora, lidar com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, traz desafios mas também muita satisfação. Pro Matheus, o lance principal é segmentar as atividades em partes menores. Então se ele tá trabalhando num conceito mais complexo tipo como criar uma narrativa persuasiva numa peça publicitária, eu divido isso em pequenas tarefas. Primeiro ele vai pensar só no personagem principal da campanha dele. Depois na mensagem central e assim por diante. Assim ele não se sente sobrecarregado e consegue manter o foco numa coisa de cada vez.
Com a Clara, gosto de usar muitos recursos visuais e estrutura na aula. Ela responde muito bem quando tem um roteiro visual do que vai ser feito: primeiro vamos criar o texto do anúncio, depois procurar as imagens, então montar no computador... Isso dá segurança pra ela saber o que esperar em cada etapa. Ah, e também procuro sempre dar um pouco mais de tempo quando eles precisam apresentar algo pro resto da turma.
Lembro de uma vez que pedi pro Matheus fazer um storyboard e dei uns cartões em branco pra ele desenhar cada cena num cartão separado. Ele adorou poder mover os cartões pra mudar a ordem das cenas até achar um jeito que ele achava bacana. Já com a Clara, usei um app de montagem de imagens onde ela podia testar diferentes combinações até achar uma que fazia sentido pra ela sem ter que começar tudo do zero se não gostasse do resultado.
O que não funcionou bem foi tentar fazer com que o Matheus seguisse a mesma linha de tempo dos outros alunos. Ele precisa desse tempo extra pra processar as coisas no ritmo dele. Já com a Clara, percebi que atividades muito barulhentas ou onde a sala estava muito agitada dificultavam sua concentração. Então tento sempre garantir um ambiente mais calmo quando ela tá focada em tarefas importantes.
Bom gente, acho que por hoje é isso! Espero ter dado uma visão legal de como rola esse trabalho todo na sala com essa habilidade EF89LP11. E vocês? Como têm trabalhado isso aí? A gente se vê por aqui! Um abraço!