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EF89LP24Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Realizar pesquisa, estabelecendo o recorte das questões, usando fontes abertas e confiáveis.

Produção de textosCuradoria de informação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP24 da BNCC é super importante e, na prática, é assim: a gente tem que ajudar os meninos a aprender como fazer uma pesquisa de verdade. Não é só jogar um termo no Google e sair copiando o que aparecer, sabe? Eles têm que conseguir escolher um tema específico pra pesquisar, saber onde procurar, o que é uma fonte confiável e entender como colocar tudo isso de forma organizada.

Por exemplo, se o tema é as mudanças climáticas, o aluno precisa estabelecer um recorte tipo "como as mudanças climáticas afetam a agricultura no Brasil". Aí, ele precisa procurar em fontes confiáveis: pode ser um artigo científico, um estudo de uma universidade, não só um blog qualquer ou Wikipédia. Isso se encaixa com o que eles já aprenderam na série anterior, onde começamos a trabalhar a diferença entre uma fonte confiável e uma que não é. No sétimo ano, a gente faz isso de forma mais básica, tipo comparar uma reportagem de revista com uma post em rede social.

Na turma do oitavo ano, eu faço umas atividades bem legais pra essa habilidade. A primeira que faço é a “Caça às Fontes”. Eu chego na sala com um monte de revistas velhas, jornais e acesso à internet lá na escola. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Passo um tema geral pra todo mundo, tipo "alimentação saudável". Cada grupo tem que encontrar pelo menos três fontes diferentes sobre o mesmo tópico e depois discutir entre eles qual é a mais confiável e por quê. Isso leva umas duas aulas de 50 minutos.

Numa dessas vezes, o grupo da Letícia achou uma receita num blog e achou que era super confiável porque tinha muitas curtidas. Quando começaram a comparar com um artigo da revista Superinteressante que falava sobre os nutrientes dos alimentos, perceberam que só muitas curtidas não bastam. A Letícia até comentou depois: "Nossa, professor! Nunca tinha pensado nisso!". Ver esse estalo é muito gratificante.

Outra atividade é o “Jornal do Oitavo Ano”. A ideia é que cada aluno vire "repórter" por um tema que escolhem dentro do grande tema da atualidade. Pode ser sobre educação, ciência ou cultura. Eles precisam fazer uma pesquisa para escrever uma matéria curta. Aqui uso folhas de papel sulfite onde eles rascunham suas matérias e depois digitam no laboratório de informática. O processo todo leva umas três aulas inteiras. Primeiro eles pesquisam, fazem entrevistas se quiserem (até mesmo com familiares ou professores), depois escrevem.

O Matheus, por exemplo, escolheu falar sobre como os jogos eletrônicos podem ajudar no desenvolvimento cognitivo dos jovens. Ele entrevistou o irmão mais velho e usou um artigo da UFG como base pra argumentar que jogar pode ser benéfico em certas condições. No final, ele ficou super orgulhoso do resultado e disse que queria mostrar pros pais dele.

A última atividade é mais prática ainda. Chamo ela de “Projeto Investigativo”. Dou liberdade total pra eles escolherem um tema qualquer que gostem muito, mas com a condição de fazerem uma apresentação para a turma mostrando tudo o que descobriram. Essa atividade geralmente leva umas quatro aulas inteiras: duas pra pesquisa e duas pra preparação e apresentação. A divisão dos grupos fica por conta deles mesmos.

Na última vez que fizemos isso, o grupo do João decidiu investigar sobre as energias renováveis no Brasil. Eles acharam dados interessantes no site do IBGE e até usaram gráficos nas apresentações deles! O João ficou empolgado porque disse que queria estudar engenharia ambiental no futuro. As apresentações são sempre um momento legal onde eles aprendem muito com os colegas.

Os alunos reagem muito bem a essas atividades porque saem daquela rotina de só ficar copiando do quadro ou fazendo exercícios no caderno. Eles ficam mais curiosos e motivados quando percebem que são capazes de investigar e aprender sobre assuntos que realmente interessam a eles mesmos. E é isso que essa habilidade EF89LP24 quer desenvolver neles: essa capacidade de serem investigadores críticos do mundo à sua volta.

Bom, por hoje é isso! Espero ter ajudado alguém aí a entender melhor como trabalhar essa habilidade tão importante da BNCC!

Como a gente percebe que o aluno realmente aprendeu essa habilidade sem aplicar uma prova formal, é uma coisa que eu gosto bastante de observar no dia a dia. Quando a gente tá circulando pela sala, dá pra perceber muito pela conversa entre eles. Tem aquele momento que você passa perto de uma rodinha e escuta um deles explicar algo pro colega. Lembro de uma vez que o João tava explicando pra Maria como escolher uma fonte confiável pra pesquisa. Ele falou algo tipo “olha, site de notícia grande, tipo a BBC ou a Reuters, é mais seguro porque tem revisão” e aí eu pensei “ah, esse entendeu!” É nesse tipo de troca que você vê que eles tão captando o recado.

Outra coisa legal é quando você vê a organização do trabalho deles, sabe? A Ana, por exemplo, pegou um tema sobre desmatamento e não só pesquisou em sites confiáveis mas também organizou tudo numa linha do tempo! Quando eu vi aquilo, pensei comigo mesmo que ela tinha sacado a importância de estruturar bem as informações. Esse tipo de percepção vem do dia a dia mesmo, de observar as interações e a forma como eles lidam com as informações.

Sobre os erros mais comuns, olha, acontece bastante. O Pedro, por exemplo, sempre comete o erro de pegar qualquer coisa que acha na internet sem verificar se é uma fonte confiável. Já peguei ele usando blog pessoal como se fosse enciclopédia! Acontece porque a galera tá acostumada com essa rapidez da internet e aí não para pra pensar duas vezes. Quando eu pego isso no ato, dou um toque na hora: "Pedro, dá uma olhada aí se esse site tem algum peso". Aí a gente faz um caminho juntos pra checar a fonte.

Outra confusão comum é nas citações. A Júlia tem dificuldade de entender como referenciar as fontes corretamente. Várias vezes ela esquece de colocar o autor ou até inventa uma citação direta sem o contexto original. Nessas horas dou uma pausa rápida e mostro como corrigir ali mesmo no trabalho dela. Acho que esse erro vem da pressa e da falta de prática mesmo.

E sobre o Matheus e a Clara, bom, com eles eu uso algumas estratégias diferentes pra ajudar na inclusão. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento nas atividades. Então, sempre que posso, coloco ele em tarefas que permitem mais interação ou em jogos educativos onde ele possa se mexer um pouco mais enquanto aprende. Já percebi que ele funciona melhor quando divido as tarefas em partes menores e dou pausas entre elas.

Com a Clara, que tem TEA, ajustes são importantes também. Ela fica mais confortável com atividades previsíveis e bem estruturadas. Então eu costumo dar o material dela de antemão, explicando passo a passo o que vamos fazer na aula. Isso ajuda muito. Uma vez fizemos um mapa conceitual sobre reciclagem e antes da aula eu já tinha preparado uns cartões com imagens e palavras pra ela ir montando à sua maneira. Funcionou super bem!

O que não funcionou foi quando tentei usar muito do improviso ou atividades sem estrutura clara com a Clara. Ela ficava visivelmente desconfortável e isso não ajudava em nada no aprendizado. Com o Matheus, percebi que atividades muito longas ou sem intervalos acabavam desconcentrando ele totalmente.

Enfim, é isso aí pessoal! A prática vai mostrando novos caminhos e cada dia é uma oportunidade pra ajustar a rota se preciso for. Se vocês tiverem mais dicas ou experiências pra compartilhar sobre essa habilidade ou essas situações específicas com alunos como o Matheus e a Clara, vou adorar ouvir!

Valeu por lerem! Até o próximo post!

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