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EF89LP26Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir resenhas, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o manejo adequado das vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e, se for o caso, também dos autores citados na obra resenhada), por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações.

OralidadeEstratégias de escrita: textualização, revisão e edição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF89LP26 da BNCC na turma do 8º Ano, estamos falando de ajudar os meninos a produzirem resenhas que saibam lidar com diferentes vozes. Vou explicar isso de um jeito mais claro. A ideia é que o aluno consiga escrever uma resenha e, ao mesmo tempo, consiga identificar e usar a voz dele como resenhador, a voz do autor da obra que ele tá analisando e, se tiver, a voz de outros autores que são citados na obra. Isso significa que eles precisam saber usar paráfrases, fazer citações diretas e indiretas e saber diferenciar o que é opinião deles do que é informação do texto original ou de outro autor citado.

Se você pensar bem, isso conecta com o que eles já aprenderam nos anos anteriores sobre interpretação de texto e escrita de opinião. Eles já vinham trabalhando com leitura crítica e produção de textos argumentativos. O desafio agora é afinar essa habilidade de brincar com as vozes no texto. Precisam saber quando devem usar uma citação direta pra reforçar um ponto ou uma paráfrase pra resumir uma ideia sem perder o sentido original.

A primeira atividade que faço em sala é uma leitura compartilhada com os meninos. Escolho um livro ou artigo que seja interessante pra idade deles. Na última vez, escolhi um conto do Machado de Assis. Li trechos em voz alta e depois dei algumas cópias pra eles lerem entre si. Divido a turma em grupos pequenos, geralmente quatro ou cinco alunos, pra facilitar a discussão entre eles. Cada grupo tem um porta-voz que depois vai apresentar as ideias discutidas. Eles têm uns 20 minutos pra leitura e discussão e depois mais uns 10 minutos pra apresentação. A galera costuma reagir bem, mas sempre tem aquele João ou Maria que começa a devanear e acaba falando sobre outra coisa. Você tem que puxar de volta pro tema.

Na segunda atividade, a gente trabalha com resumos esquemáticos. Depois de discutirem sobre o texto, peço pra fazerem um esquema com as ideias principais do texto lido. Dou umas folhas de papel pardo e canetas coloridas pra eles deixarem os esquemas bem visuais. Isso ajuda muito visualmente quem tem mais dificuldade com texto linear. Leva mais ou menos uns 40 minutos pra eles fazerem isso direito. Na última vez, a Júlia fez um esquema cheio de desenhos, mas tava tudo bem amarradinho nas ideias principais do conto. Depois pedi pra cada grupo explicar o esquema deles pros outros grupos.

Pra finalizar, fazemos a produção da resenha. Aí cada aluno faz sua própria resenha usando os esquemas como base. Eles têm que incluir citações diretas e indiretas e deixar claro quais são as opiniões deles em relação ao texto original. Isso leva uma aula inteira porque eles escrevem um rascunho primeiro, revisam e depois passam a limpo. É legal ver como eles lidam com isso, o Lucas sempre tenta usar palavras difíceis pra parecer mais formal, mas acaba se enrolando todo na hora de explicar o que ele quis dizer. Essa atividade também me dá oportunidade de trabalhar a revisão e a edição do texto deles.

O desafio maior é garantir que todos consigam diferenciar bem qual parte vem de onde: se é opinião deles ou do autor original, ou ainda se foi citado por outro autor na obra analisada. Uma coisa interessante aconteceu quando a Clara percebeu que tinha copiado várias partes do livro quase sem mudar nada nas palavras dela durante a revisão em dupla com o colega dela, o Pedro. Ela disse "Nossa, parece até que não sou eu que tô falando!" Isso foi ótimo porque ajudou ela a ver por si mesma onde precisava mudar.

Essas atividades sempre ajudam a galera a entender melhor como manejar as vozes diferentes numa resenha e ainda desenvolvem outras habilidades importantes como trabalho em grupo, leitura crítica e escrita criativa. Claro que cada turma tem seu tempo e seu jeito de aprender isso tudo, mas eu sempre tento dar espaço pra cada aluno encontrar sua própria voz nesse processo todo.

Bom, acho que é assim que tenho trabalhado essa habilidade por aqui. Se alguém tiver outra sugestão ou quiser trocar ideia sobre como funciona em outras escolas, tô por aqui!

Continuando nessa linha de raciocínio, uma das maneiras que eu percebo que os alunos entenderam a habilidade EF89LP26 é quando eu tô ali, circulando pela sala, e escuto um aluno explicando pro outro. Tipo assim, teve um dia que a Luiza tava ajudando o Pedro. Ela falou assim: "Pedro, você precisa deixar claro quando tá usando a sua opinião ou quando tá falando da ideia do livro. Sabe? Senão fica tudo misturado e a gente não entende quem tá dizendo o quê." Aí eu pensei comigo: "Ah, essa menina já entendeu o recado."

Outra situação foi quando a turma tava em grupos e eu fiquei ouvindo as conversas deles. Um dos grupos tava discutindo sobre como fazer uma citação indireta de um autor. O Lucas disse: "Cara, na citação indireta, você não precisa colocar as aspas, mas precisa falar do autor do mesmo jeito, tipo 'segundo fulano', sabe? Senão parece que é você quem tá falando." Esse tipo de fala mostra que eles tão sacando a diferença entre usar a própria voz e a de outros autores.

Agora, os erros mais comuns acontecem quando os meninos tão começando a prática. O João, por exemplo, sempre confunde paráfrase com citação direta. Ele acha que pode mudar só umas palavrinhas aqui e ali e já tá valendo como paráfrase. Aí eu paro ele e explico: "João, paráfrase é você reescrever com suas próprias palavras mesmo! Se não muda praticamente nada, aí é citação direta e precisa dar crédito pro autor do jeito certo." Outro erro recorrente é da Maria, que sempre esquece de indicar de onde vem a opinião dela e de onde vem a do autor. Ela escreve tudo na sequência como se fosse uma coisa só. Isso acontece porque eles ainda tão pegando o jeito da prática de separar essas vozes claramente.

Quando pego esses erros na hora, eu procuro resolver com exemplos. Tipo, peço pro aluno ler em voz alta e vou perguntando: "De quem é essa ideia? Sua ou do autor?" E vou ajudando eles a perceberem onde precisam fazer ajustes. Eu vejo que quanto mais eles praticam, mais eles vão se corrigindo sozinhos. É um processo mesmo.

E sobre o Matheus e a Clara, bem, cada um tem suas necessidades específicas e eu tento adaptar o máximo possível. O Matheus, com TDAH, se dá muito melhor com atividades que são fragmentadas em passos menores. Então eu dou pra ele as tarefas em partes: primeiro ele faz o rascunho das ideias principais, depois pensa nas citações que vai usar e só depois começa a montar a resenha inteira. Já percebi que funciona bem dar tempo extra pra ele também. Ele se distrai fácil com barulho então senta mais perto da minha mesa ou uso fones com música instrumental pra ajudar a concentração.

Com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente. Ela precisa de rotina e previsibilidade. Então sempre aviso com antecedência sobre as atividades e dou exemplos visuais pra ela saber o que esperar. De vez em quando uso roteiros mais visuais pra ela organizar as ideias — tipo um esquema com caixinhas pra encaixar cada parte da resenha. Isso ajuda muito! Mas nem sempre acerto de primeira; já tentei usar exemplos muito abstratos e vi que isso não funcionou bem pra ela. Com o tempo aprendi a ser mais direto e concreto.

Bom, gente, é isso por hoje. O importante é ir ajustando conforme as necessidades de cada aluno e prestando atenção nos sinais que eles dão no dia a dia. A gente vai aprendendo junto com eles também! Qualquer dúvida ou sugestão, tô por aqui! Abraço!

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