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EF89LP28Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Tomar nota de videoaulas, aulas digitais, apresentações multimídias, vídeos de divulgação científica, documentários e afins, identificando, em função dos objetivos, informações principais para apoio ao estudo e realizando, quando necessário, uma síntese final que destaque e reorganize os pontos ou conceitos centrais e suas relações e que, em alguns casos, seja acompanhada de reflexões pessoais, que podem conter dúvidas, questionamentos, considerações etc.

OralidadeProcedimentos de apoio à compreensão Tomada de nota
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP28 da BNCC, pra mim, é sobre ensinar os meninos a verem um vídeo ou uma apresentação e conseguirem tirar dali o que é mais importante. Tipo assim, eles têm que pegar as principais ideias, e às vezes ainda fazer uma síntese que destaque o que é central. E não só isso, eles também devem refletir sobre o que assistiram. Pode ser uma dúvida, um questionamento ou até uma consideração pessoal. Na prática, é como se a gente estivesse preparando eles pra vida mesmo, porque hoje em dia, a gente vê vídeo pra tudo: aprender receita, entender um conceito na internet, ou até coisa de escola. Então, é importante que eles saibam tirar o máximo de proveito disso.

Imagina que no ano anterior eles já começaram a ver isso de um jeito mais simples. Eles tinham que pegar a informação básica dos textos e vídeos e entender o que era mais importante. Agora, no 8º ano, a ideia é eles ficarem mais espertos nisso e ainda começarem a criar suas próprias reflexões em cima do que viram. Tipo, não só captar a informação, mas também pensar sobre ela: "Será que isso faz sentido assim?", "E se fosse diferente?", "Por que será que é assim?". É um passo além do que eles já faziam.

A primeira atividade que eu faço é bem simples: uso vídeos curtos de divulgação científica. Escolho assuntos que eles já têm algum conhecimento ou interesse. Aí eu faço o seguinte: a turma assiste ao vídeo duas vezes. Na primeira vez, é só pra assistir mesmo, sem preocupação. Na segunda vez, eles já têm um caderno em mãos pra irem anotando as ideias principais. Depois disso, a gente conversa na sala sobre o que cada um anotou e por que escolheu aquilo como importante. Isso leva uma aula inteira de 50 minutos. Os alunos costumam reagir bem a essa atividade porque é mais descontraída e eles gostam de ver vídeo. Da última vez, usei um vídeo sobre energia renovável e o João ficou super empolgado, ele manja muito desse assunto e até trouxe umas ideias novas pra discussão.

Outra coisa que faço é usar apresentações multimídia feitas por eles mesmos. Divido a turma em grupos e peço para cada grupo preparar uma apresentação sobre um tema específico. Eles têm uma semana pra isso e depois apresentam pra sala toda. Enquanto um grupo apresenta, os outros tomam nota do que acham mais importante e, no final de todas as apresentações, cada aluno escreve um pequeno texto resumindo tudo o que aprendeu com as apresentações dos colegas. Isso ocupa umas três aulas ao todo: duas pras apresentações e uma pro tempo de escrita e discussão dos resumos. Da última vez que fizemos isso, o grupo da Ana apresentou sobre alimentação saudável e ela trouxe umas informações tão legais que até os outros professores comentaram depois.

A terceira atividade envolve documentários. Eu escolho um documentário relacionado ao conteúdo das outras matérias pra dar uma variada e integrar o conhecimento. Durante uma semana, cada turma assiste a partes desse documentário em casa e depois discutimos na aula seguinte. Peço para eles anotarem as partes mais marcantes e refletirem sobre elas, pensando em como aquilo se conecta com o que já estudaram ou com a vida deles mesmos. Aí na aula seguinte a gente conversa sobre essas anotações e pensamentos. Isso acaba gerando discussões bem ricas e abertas. Tive uma situação interessante com o Pedro: ele assistiu a um documentário sobre mudanças climáticas e ficou tão tocado que fez várias perguntas em casa pros pais dele sobre como economizar água e energia.

Essas são algumas maneiras de trabalhar essa habilidade na minha turma do 8º Ano. A galera costuma gostar dessas atividades porque elas fogem um pouco do formato tradicional de aula expositiva – são dinâmicas e também trazem muita coisa nova pra eles pensarem. E eu vejo como isso tá começando a fazer diferença no modo como eles absorvem conteúdos novos não só nas minhas aulas mas em outras áreas também. É desafiador pro professor também, mas vale super a pena quando você vê a meninada se desenvolvendo assim!

É isso aí, galera! Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar experiência sobre como trabalha essa habilidade na sala de aula, vou adorar saber!

Bom, então continuando aqui, uma das formas que eu percebo que os alunos entenderam mesmo essa habilidade é quando eu circulo pela sala de aula e vejo como eles estão se expressando sobre o que assistiram. Aí, tipo, tem um momento mágico que é quando você pega eles no flagra explicando pro colega do lado o que viram. E às vezes é até engraçado porque cada um tem um jeito de explicar. Teve um dia, por exemplo, que o João tava tentando explicar pro Pedro o conceito de democracia num vídeo que a gente viu. Ele dizia algo tipo "olha, Pedro, é como se todo mundo tivesse uma palavra na hora de decidir sobre aquela competição de futebol". Na hora eu pensei "ahá, esse entendeu!" porque ele conseguiu relacionar com algo mais próximo da realidade deles.

Além disso, quando eu ouço as conversas entre eles enquanto corrigem os exercícios, dá pra ver quem pegou a ideia central. Outro exemplo foi a Bia que, depois de assistir um vídeo sobre mudanças climáticas, começou a perguntar se no bairro dela tinha reciclagem porque ela achava importante aquilo que tinha visto. Esse tipo de questionamento mostra que a Bia não só entendeu, mas também levou aquilo pro mundo dela.

Mas olha, nem tudo são flores. Tem aqueles erros clássicos que todo mundo comete. Um erro comum é os alunos não conseguirem distinguir o que é realmente central do que é detalhe. Ah, e confundir opinião pessoal com os fatos apresentados no vídeo também é frequente. Uma vez, o Lucas tava insistindo que a opinião dele sobre energias renováveis era o ponto principal de um documentário, quando na verdade era só a opinião dele mesmo. Isso aí acontece porque eles ainda estão desenvolvendo a capacidade de análise crítica. Quando pego esse erro na hora, tento fazer perguntas que levem eles a refletir. Tipo "mas Lucas, o que o vídeo tava dizendo sobre as opções de energia? Era isso mesmo?"

E aí tem o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de uma abordagem um pouco diferente. Eu procuro sempre dividir as atividades em partes menores pra ele não se perder no meio do caminho. E olha, introduzi uns jogos educativos pra ajudar ele a manter o foco por mais tempo. Por exemplo, depois de um vídeo mais longo, faço um quiz rápido com perguntas chave pra ele se concentrar nos pontos importantes. Isso ajuda muito porque ele adora uma competição saudável.

Já com a Clara, que tem TEA, eu trabalho bastante com previsibilidade e organização do ambiente de aprendizagem. Isso significa sempre avisar antes sobre qualquer mudança na aula ou atividade diferente que vamos fazer. Ela gosta muito de mapas mentais e isso funciona super bem! Quando assiste algum vídeo mais complexo, eu dou pra ela uns esquemas visuais pra ela preencher conforme assiste. E deixo sempre um tempinho extra pra ela processar tudo no ritmo dela.

Claro que nem tudo funciona sempre. Teve uma vez que usei uma música pra ajudar o Matheus a focar e ele ficou era cantando a música na cabeça em vez de prestar atenção no vídeo! Com a Clara também já aconteceu de alguns vídeos serem rápidos demais e ela não conseguir acompanhar no tempo certo.

Bom gente, acho que é isso por hoje! Compartilhar essas experiências me faz ver como cada aluno tem seu jeito único de aprender e como nosso papel é justamente esse: dar aquela força pra cada um no seu processo. Espero que tenham curtido as histórias! Qualquer coisa, só gritar por aqui no fórum mesmo. Até mais!

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