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EF89LP34Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar a organização de texto dramático apresentado em teatro, televisão, cinema, identificando e percebendo os sentidos decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam sua realização como peça teatral, novela, filme etc.

Análise linguística/semióticaEstratégias de leitura Apreciação e réplica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP34 da BNCC tem tudo a ver com os meninos aprenderem a ver além do que tá na tela ou no palco, sabe? É sobre eles perceberem como um texto dramático, seja uma peça de teatro, uma novela ou um filme, tá organizado e como cada detalhezinho ali ajuda a contar a história e passar as emoções. A ideia é que eles consigam identificar e analisar os recursos usados, tipo as falas dos personagens, a trilha sonora, os cenários, a fotografia... tudo isso junto dá o sentido completo do que tão assistindo. E olha que legal, isso não é uma coisa nova pra eles, não. Desde o 7º ano eles já começam a entender essas linguagens misturadas, quando leem histórias em quadrinhos ou quando escrevem aquelas redações que precisam ter começo, meio e fim.

Na prática aqui na sala do 8º ano, eu gosto de começar pegando algo que os meninos já conhecem bem: filme. Quem não gosta de um bom filme, né? A primeira atividade que eu faço é bem simples: escolho um filme que tá bombando na Netflix ou Disney+, algo que quase todo mundo já viu ou tem curiosidade de ver. Na última vez escolhi "Vingadores: Ultimato". Aí, passo só uma cena específica pra gente analisar juntos. Na sala, divido a galera em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uma folha com algumas perguntas: "Qual é o clima da cena?", "Que elementos ajudam a criar esse clima?", "Como os personagens estão se sentindo e como você percebe isso?".

A turma leva uns 30 minutos discutindo e anotando as ideias antes da gente conversar em conjunto. Na última vez que fiz isso, o João ficou empolgadíssimo explicando como a música da cena final do filme fazia ele quase chorar e como as cores escuras do cenário passavam a sensação de encerramento. Foi massa ver a galera completamente envolvida e debatendo.

A segunda atividade é levar os meninos pro teatro. Tem um grupo amador aqui em Goiânia que faz peças de graça em escolas, então sempre tento agendar uma apresentação. A interação ao vivo é outra coisa! Antes da peça começar, já deixo combinado que eles vão ter que prestar atenção em como os atores usam o corpo e a voz pra transmitir emoções. Depois da apresentação, a gente faz uma roda de conversa pra eles falarem o que perceberam. Normalmente dura uma aula inteira essa atividade.

Quando fomos assistir uma peça da última vez, a Maria Clara notou como o ator principal mudava a voz quando seu personagem estava nervoso versus quando estava triste. Outro aluno, o Pedro Henrique, ficou impressionado com a iluminação e como ela mudava de acordo com o estado de espírito dos personagens. Essa atividade sempre rende boas conversas e muitos insights.

Por último, gosto de trabalhar com roteiros. Peço para os alunos escreverem uma pequena cena de teatro sobre um tema que escolhemos em conjunto, tipo amizade ou superação. Dou umas dicas sobre estrutura - como começar com introdução dos personagens, desenvolver um conflito e depois resolver - mas deixo eles livres pra usar a criatividade.

Dessa vez os grupos criaram cenas bem diversas. Uma delas foi sobre dois amigos que brigavam por causa de um mal-entendido no WhatsApp. O grupo da Ana teve uma ideia super interessante ao usar flashbacks pra mostrar o que cada personagem pensava durante a briga. Eles apresentam as cenas na frente da turma e depois discutimos juntos quais recursos usaram e se conseguiram passar bem o sentimento.

Essas atividades funcionam porque conectam algo que os alunos já conhecem com algo novo que eles precisam aprender. E olha, isso desperta mesmo o interesse deles! A Maria disse que depois das aulas ela começou a reparar mais nas novelas que assiste com a avó e como as músicas e cenários mudam tudo nas histórias. E assim vamos caminhando.

Espero ter ajudado aí quem tá pensando em trabalhar essa habilidade na prática! Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar experiências, tô aqui pra gente se ajudar. Um abraço!

Aí, uma coisa que eu faço muito é observar a galera durante as atividades em grupo ou quando tão apresentando algum trabalho. É incrível como, às vezes, a gente percebe que eles pegaram a ideia só de ouvir uma conversa ou ver a forma como explicam uns pros outros. Teve um dia lá na sala que o João tava explicando pra Maria sobre como a trilha sonora de um filme que a gente analisou mudava completamente o clima de uma cena. Ele tava falando com tanta paixão e fazia umas comparações ali, mostrando que realmente tinha sacado o lance. E olha só, nem precisou de prova formal pra eu perceber: “ah, esse entendeu”.

Outro dia também, na hora que eu tava circulando pela sala, vi a Ana e o Pedro discutindo sobre uma peça de teatro que tinham visto num vídeo. Eles tavam comentando como o cenário e os figurinos ajudaram a criar a atmosfera do período histórico da peça. E tipo, isso pra mim é um sinal claro de que eles tão internalizando o conceito, sabe? Eles conseguem fazer essas conexões e conversar sobre isso de uma forma mais natural.

Mas nem sempre é assim, tem os erros comuns desse conteúdo também. Por exemplo, o Felipe sempre acaba confundindo a função da trilha sonora com os efeitos sonoros. Uma vez ele disse que um barulho de chuva era trilha sonora da cena ao invés de efeito que criava a ambientação. Esses erros acontecem porque, muitas vezes, eles ficam ansiosos e querem responder rápido sem refletir muito. Quando vejo isso acontecendo na hora, gosto de parar tudo e fazer uma dinâmica rápida: peço pra ele descrever o que tá vendo e ouvir cada som da cena. Aí a gente vai junto separando o que é cada coisa.

Tem também a Júlia que vira e mexe esquece de considerar as falas dos personagens como parte essencial do texto dramático. Ela foca tanto nas ações e esquece das palavras, que muitas vezes são o coração da cena. Tento ajudar ela pedindo pra reler ou rever a cena com mais atenção nas falas e pensar em por que aquilo foi dito daquele jeito.

Agora, com o Matheus e a Clara as coisas requerem mais atenção e adaptação. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas, sabe? Então eu sempre tento inserir jogos ou quebra-cabeças sobre o tema pra manter ele focado. Outro dia usei uns áudios curtos com diferentes trilhas sonoras pra ele identificar os sentimentos transmitidos por cada um. Isso funcionou bem porque ele conseguiu se concentrar na tarefa e ainda se divertiu.

Já com a Clara, que tem TEA, eu gosto de usar mais recursos visuais e materiais concretos. A gente faz mapas mentais juntos ou usa cartazes com exemplos práticos das partes do texto dramático. Durante discussões em grupo, deixo ela à vontade pra participar no tempo dela e sempre tento criar um ambiente acolhedor pra que ela se sinta confortável.

Uma vez tentei usar tecnologia demais pensando que ia ajudar ambos, mas percebi que não funcionou tão bem. O excesso de estímulos acabou deixando o Matheus agitado demais e a Clara confusa com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo na tela. Então voltei pro material mais simples com eles, focando em passos pequenos.

Bom, é isso aí pessoal! Acho que cada dia na sala é uma nova descoberta, né? A gente vai aprendendo junto com os meninos e tentando formas diferentes até achar o melhor jeito de fazer cada um entender do seu jeito. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar suas experiências também, tô aqui pra ouvir! Abraço!

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