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EM13LGG304Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu penso nessa habilidade da BNCC, EM13LGG304, eu imagino a gente incentivando os meninos a pensarem além do mundinho deles, sabe? Eu acho que é sobre fazer os alunos perceberem que as decisões que eles tomam no dia a dia têm impacto no mundo todo. Tipo assim, é mostrar pra eles que se eles querem um planeta melhor, mais justo e sustentável, isso começa com cada escolha pequena e individual que eles fazem. E não é só sobre o ambiente, não. É sobre tratar bem as pessoas, defender os direitos humanos e pensar no bem-estar de todo mundo. Na prática, é como se a gente estivesse formando cidadãos conscientes e responsáveis.

Agora, pensa comigo: os meninos já chegam no 2º ano do Ensino Médio com uma certa bagagem, né? Eles já estudaram na série anterior sobre cidadania, consumo consciente, essas coisas. Então, o nosso papel é pegar tudo isso que eles já sabem e aprofundar. Por exemplo, eles já ouviram falar sobre separação de lixo ou direitos básicos das pessoas. Na nossa turma, a ideia é que eles consigam colocar em prática essas ideias e mais: criar iniciativas e tomar decisões com isso em mente.

Uma atividade que faço com a galera é um debate sobre consumo responsável. Pego uns vídeos curtos do YouTube, coisa de 5 minutos, que mostram impactos do consumo exagerado na natureza e nos direitos das pessoas. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e dou 10 minutos pra assistirem e discutirem entre eles. Depois disso, cada grupo tem que apresentar um argumento sobre como pequenas ações diárias podem fazer diferença globalmente. Da última vez que fizemos isso, a Mariana levantou um ponto super interessante sobre como a moda rápida afeta o meio ambiente e os direitos dos trabalhadores. Foi muito legal ver ela conectando pontos e trazendo informações novas pros colegas.

Outra atividade que funciona bem é uma espécie de "projeto de intervenção". Peço pra cada aluno pensar num problema que eles veem na comunidade deles - pode ser algo sobre lixo nas ruas ou falta de acessibilidade em espaços públicos - e propor uma solução prática pra isso. Usamos cartolina e canetinha pra eles montarem cartazes explicativos, tudo bem simples mesmo. Eles têm uma semana pra trabalhar nesse projeto em casa ou na escola, mas sempre dou uns minutinhos nas aulas pra eles conversarem entre si e trocarem ideias. Quando apresentaram na sala na última vez, o Lucas teve uma ideia super criativa de um aplicativo pra ajudar idosos a se locomoverem na cidade com mais facilidade. Isso gerou uma discussão tão rica! Os outros alunos começaram a pensar em mil maneiras de melhorar essa ideia.

E aí tem outro momento que gosto muito de fazer com a turma: é quando nós saímos da sala de aula pro famoso "trabalho de campo". Levo os meninos pro parque da cidade por uma manhã, munido só de caderno e celular pra registrar tudo o que virem por lá relacionado ao meio ambiente e ao convívio social. A ideia é observar como as pessoas interagem com o espaço público e depois propor melhorias ou apenas refletir sobre o que foi visto. A última vez que fizemos isso foi bem legal! O Júnior ficou horrorizado com a quantidade de lixo perto dos bancos do parque e propôs colocar mais lixeiras coloridas com indicações bem visíveis pra incentivar as pessoas a usarem corretamente.

O que é mais bacana nessas atividades é ver o quanto os alunos se engajam quando percebem que podem fazer diferença no mundo deles. Eles saem daquela visão limitada do "eu" e começam a pensar no "nós", em como cada escolha afeta o coletivo. Eu acho incrível ver essa transição acontecendo bem ali na minha frente. E olha que às vezes nem precisa de muito recurso ou tempo, viu? Uma aula aqui, um debate ali, e você vê o resultado.

Bom, é isso aí pessoal! Acho que a chave é essa: usar atividades simples mas eficazes pra abrir o horizonte dos meninos e mostrar a importância da consciência socioambiental e dos direitos humanos de uma forma prática e conectada com a realidade deles. E vocês aí, como têm trabalhado essa habilidade nas suas turmas? Adoraria ouvir ideias novas!

Olha, saber se o aluno realmente aprendeu sem usar prova formal é um trem interessante, viu? Eu gosto de ficar circulando pela sala, prestando atenção nas conversas da galera. A gente consegue perceber quando eles começam a usar o vocabulário certo, sabe? Tipo assim, quando estão discutindo entre eles e eu escuto o Jorginho falando pra Maria que a escolha de não jogar lixo na rua é uma decisão que pode ajudar a cidade toda, a gente já vê que ele pegou a ideia. E não é só isso. Às vezes os meninos explicam um pro outro e aí você vê que entenderam de verdade. Teve uma vez o Rafael tava explicando pro Lucas sobre como escolher produtos locais ajuda na economia e no meio ambiente, e eu pensei "ah, esse entendeu".

Agora, sobre os erros mais comuns... rapaz, tem uns que são clássicos. A Ana, por exemplo, sempre confunde ações individuais com coletivas. Ela acha que reciclagem só faz diferença se todo mundo fizer junto o tempo todo. É comum isso, né? Eles às vezes não enxergam o impacto de cada um. Outro erro bem comum é pensar que só governos ou grandes empresas têm responsabilidade ambiental. O João uma vez disse que ele não poderia fazer nada sobre a poluição porque não tinha poder pra mudar leis. Então eu tive que parar e explicar com exemplos simples do dia a dia dele como ele pode ajudar.

Quando eu vejo esse tipo de erro na hora, eu procuro corrigir logo ali mesmo em conversa rápida. Eu dou umas dicas práticas: "E se cada pessoa na escola fizesse isso? Vamos pensar o impacto disso daqui a um mês?". Às vezes faço eles refletirem mostrando exemplos reais ou até propondo pequenas tarefas pra semana seguinte pra verem o resultado.

Bom, agora falando do Matheus e da Clara... eles precisam de uma atenção especial nas atividades, né? O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Pra eles, as aulas precisam ser bem estruturadas e visuais. Pro Matheus, eu procuro fazer atividades mais curtas e bem divididas em partes menores, porque ele perde fácil o foco. Tipo assim, se a gente tá trabalhando numa atividade sobre consumo consciente, eu separo em partes: primeiro pesquisa sobre o tema, depois discussão em grupo e por fim uma apresentação curta. E eu sempre coloco ele num grupo com alunos que conseguem ajudar sem deixar ele dispersar muito.

Já com a Clara, o lance é mais sobre rotina e clareza nas instruções. Ela funciona muito bem com um cronograma visual das atividades do dia que ela pode consultar sempre que precisar. Quando a gente fez um projeto sobre diminuir o uso de plástico na escola, eu dei pra ela um material visual extra, como cartazes e infográficos. E olha, tem dado certo fazer check-ins regulares com ela durante a aula pra garantir que ela tá entendendo e se sente confortável pra participar.

Tem algumas coisas que não funcionaram tão bem também. Tipo quando tentei fazer jogos de role-playing pras decisões éticas relacionadas ao meio ambiente... O Matheus até se envolveu demais e ficou confuso com o papel dele na brincadeira, enquanto a Clara ficou perdida com tanta interação social ao mesmo tempo. Aprendi com isso que é melhor simplificar essas dinâmicas pra eles.

Enfim, é isso aí! Cada turma tem suas pecularidades e é isso que faz nossa profissão tão desafiadora e recompensante ao mesmo tempo. Gostei de compartilhar isso aqui no fórum e espero que ajude outros colegas também! Até mais pessoal!

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