Voltar para Linguagens e suas Tecnologias 1º EM Ano
EM13LGG602Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, falar sobre essa habilidade EM13LGG602 da BNCC é importante porque ela toca num ponto que, muitas vezes, a gente deixa passar batido na correria do dia a dia: o valor de fruir e apreciar a arte e a cultura. Na prática, essa habilidade é sobre conseguir olhar para uma peça de teatro, um quadro, uma música, sei lá, e sentir alguma coisa, entender o que tá ali por trás, ter uma experiência, sabe? E mais do que só assistir ou ouvir, é participar também. É tipo quando a gente vê os meninos do 2º ano se envolvendo numa atividade cultural e criando algo novo a partir disso. Eles pegam o que já sabem da série anterior sobre interpretação de texto, por exemplo, e começam a aplicar isso numa música ou numa obra de arte.

Agora, vou te contar como eu trabalho isso com a galera. Uma das atividades que sempre faço é a roda de debate cultural. A cada quinze dias, escolhemos um tema artístico ou cultural – pode ser um filme que tá em alta, uma música que tá bombando ou até uma exposição aqui em Goiânia. A ideia é usar materiais acessíveis: às vezes só preciso de um projetor pra mostrar umas imagens ou trechos de vídeos. Divido a turma em grupos pequenos e dou um tempinho pra eles discutirem entre si (coisa de uns 20 minutos). Depois, a gente faz uma roda maior e cada grupo compartilha suas impressões. É sempre curioso ver como a mesma obra pode gerar tantas opiniões diferentes. Teve uma vez que discutimos o filme "O Auto da Compadecida" e o João levantou uma questão sobre como a cultura nordestina foi representada ali. Aí a Maria trouxe um ponto sobre as cores e as músicas usadas no filme. É uma atividade rica porque eles se soltam e começam a perceber detalhes que antes passavam despercebidos.

Outra coisa que faço é o sarau literário. Esse é um projeto mais longo, leva umas três semanas pra ficar redondo. A galera escolhe poesias, trechos de livros ou até composições próprias pra apresentar. É um evento simples: sala arrumada com cadeiras em círculo, uma mesinha com café e chá (feito em colaboração com os alunos) e um microfone pra dar aquele ar profissional. Os meninos preparam suas apresentações ao longo das aulas e no dia do sarau todo mundo se apresenta. A primeira vez que fizemos isso foi inesquecível. O Pedro recitou uma poesia do Manuel Bandeira com tanto sentimento que arrancou lágrimas da professora de História que tava assistindo. O pessoal se envolve tanto que depois fica até pedindo pra fazer mais vezes ao longo do ano.

E não posso deixar de falar das visitas culturais. Uma vez por semestre, a gente organiza uma saída pra algum espaço cultural da cidade: museu, exposição ou até teatro quando rola programação acessível para escolas. Eu sempre preparo um material pré-visita com informações sobre o lugar e dicas do que observar. Durante o passeio, divido os alunos em duplas ou trios para fazerem pequenas anotações ou desenhos do que estão vendo. No fim do dia, fazemos um balanço na escola mesmo. Teve uma visita ao Museu Zoroastro Artiaga que foi marcante; os meninos estavam encantados com as esculturas e pinturas regionais. A Ana Luiza até comentou que nunca tinha parado pra pensar em como aqueles detalhes contavam sobre a nossa história.

Bom, trabalhar essa habilidade não tem fórmula mágica; é muito sobre experimentar e ver como os meninos reagem. O legal é poder ver eles se descobrindo através da arte e da cultura, ampliando horizontes mesmo. E aí a gente percebe que esses momentos criam memórias que vão muito além do conteúdo da disciplina de Linguagens e suas Tecnologias; são experiências pra vida toda.

E assim vou indo por aqui, sempre tentando trazer um pouco mais de arte pro dia a dia dos alunos e aprender com eles também. Qualquer novidade ou ideia diferente que vocês tiverem por aí, compartilhem! Quem sabe eu não tento na minha sala também? Abraço!

Então, continuando, é bem interessante como eu consigo perceber que os meninos realmente entenderam essa habilidade no dia a dia da sala. Tipo, quando eu tô circulando pela sala durante uma atividade, dá pra ver no brilho no olho deles quando sacam alguma coisa nova. Já teve vez que eu passei perto do grupo do João e da Mariana e eles estavam discutindo sobre um poema que a gente leu na aula passada. O João tava explicando pra Mariana como ele achava que o poeta tava usando as palavras de um jeito específico pra criar uma sensação de nostalgia. Aí, na mesma hora, pensei: "Ah, o João entendeu a parada". Ele não tava só decorando, tava interpretando, sentindo.

Outro momento que me marcou foi quando a Ana tava ajudando o Pedro a entender uma peça de teatro que eles tinham que apresentar. Ela usou exemplos do cotidiano dele pra explicar as emoções dos personagens. Foi muito legal ver como ela traduziu aquilo tudo de uma forma tão simples e próxima do Pedro. A Ana conseguiu não só entender o material, mas também passar isso adiante. Nessas horas, não é nem preciso de prova formal pra saber que eles pegaram a essência da coisa.

Agora, sobre os erros mais comuns, tem uns clássicos que sempre aparecem. O Gustavo, por exemplo, vive confundindo a intenção do autor com a impressão pessoal dele. Uma vez ele leu um texto e já saiu dizendo que o autor queria dizer tal coisa. Mas aí, quando fui ver, ele tava baseando tudo em experiências próprias e não no texto em si. Esse erro acontece porque é difícil separar o que a gente sente do que tá escrito, né? Pra ajudar, eu costumo fazer eles relembrarem os trechos do texto que sustentem suas interpretações. Às vezes a gente até volta juntos no texto pra ver onde tá o fio da meada.

E tem também a Marcela, que tende a ignorar certas técnicas artísticas e focar só no conteúdo. Ela lê um poema e não presta atenção nos recursos de linguagem, na métrica... só quer saber do "quê" foi dito e não do "como". Isso muitas vezes acontece porque é mais fácil ficar na superfície sem mergulhar nos detalhes. Com ela, costumo usar exercícios bem práticos, tipo comparar dois textos diferentes pra ela perceber as nuances e técnicas usadas.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem sua forma única de aprender e estar presente na sala. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos um pouco diferentes pra manter o foco. Com ele, vejo que atividades curtas e variadas funcionam melhor. Tipo assim: se a tarefa é ler um texto grande, eu divido em partes menores e intercalo com discussões ou exercícios rápidos. Outra coisa que funciona são os recursos visuais; ele se dá muito bem com cartazes ou esquemas no quadro. Uma vez tentei usar só áudio pra ele poder ouvir enquanto desenhava livremente, mas não rolou muito bem porque ele acabou dispersando mais.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente porque ela precisa de uma rotina mais estruturada e previsível. Na aula dela, sempre começo com um cronograma no quadro pra ela saber o que vem depois. E procuro usar materiais visuais claros e objetivos. Lembro uma vez que tentei uma atividade em grupo sem muita preparação prévia e foi complicado pra ela se adaptar; aprendi que ela se sai melhor quando sabe exatamente o papel dela na atividade desde o início.

E assim caminham as aulas com suas aventuras diárias! É sempre um aprendizado contínuo, tanto pra mim quanto pros alunos. Cada dia surge um desafio novo e uma nova forma de ensinar ou aprender algo mais sobre eles mesmos ou sobre o mundo ao nosso redor. No final das contas, é isso que faz ser professor tão gratificante: ver eles crescerem e descobrirem suas próprias vozes.

Bom, era isso que eu queria compartilhar por agora sobre essa habilidade específica e como rola aqui na sala com a galera toda diferente e cheia de vida. Espero ter contribuído com algumas ideias aí pro pessoal do fórum também! Abraços!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LGG602 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.