Voltar para Linguagens e suas Tecnologias 2º EM Ano
EM13LGG101Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, EM13LGG101, é um tanto complicada de entender só pelos termos técnicos, né? Mas na prática, a ideia é ajudar os meninos a perceberem como os discursos são criados e circulam por aí, em tudo que tá ao nosso redor. Esses discursos são como as mensagens que a gente vê em textos, filmes, músicas, nas redes sociais... É entender que todo mundo que tá criando alguma coisa tá tentando passar uma ideia, e eles precisam pensar bem sobre essas ideias. É meio que ensinar a galera a ser crítica, sabe? Tipo, não aceitar tudo o que vê e ouve por aí sem refletir antes.

Os alunos já chegam no primeiro ano do ensino médio com uma base de anos anteriores de aprenderem a interpretar textos e identificar pontos de vista diferentes. Eles já sacam o básico de que uma notícia pode ser escrita de formas diferentes dependendo do objetivo de quem escreve. Agora, o desafio é aprofundar isso. Eles precisam conseguir analisar esses discursos mais a fundo e fazer escolhas conscientes com base nisso. Tipo assim, ao verem um comercial de TV ou uma postagem viral na internet, eles têm que conseguir dizer "Por que isso tá sendo dito? Quem se beneficia disso?".

Bom, quando aplico isso na sala de aula, faço algumas atividades práticas pra galera realmente sentir na pele o que estamos falando. Uma das atividades que curti bastante fazer é a análise de propagandas. Eu trago materiais simples, tipo recortes de revistas, folhetos e até prints de anúncios online. Organizo a turma em grupos pequenos, uns quatro ou cinco alunos em cada. Damos uns 50 minutos pra eles discutirem e depois apresentarem pro resto da turma.

Os meninos gostam dessa atividade porque dá pra ver na prática como as coisas funcionam. Da última vez, o Lucas ficou impressionado ao perceber como um anúncio de carro usava certas palavras e imagens pra passar a ideia de sucesso e liberdade. Ele falou assim: "Olha só! Nunca tinha pensado que usam essas coisas pra fisgar a gente!".

Outra atividade legal é o debate sobre temas polêmicos atuais. Eu trago notícias reais sobre algum tema quente do momento e distribuo na sala. Primeiro eles leem individualmente e depois dividimos a galera em dois grupos: um a favor e outro contra o tema discutido. Dou uns 20 minutos pra eles se prepararem com argumentos e depois começamos o debate.

Da última vez que fizemos isso, o tema era sobre o uso dos dados pessoais pelas redes sociais. A Ana Clara liderou o time contra e trouxe uns pontos muito inteligentes sobre privacidade e manipulação digital. No fim, todo mundo conseguiu ver claramente como é importante pensar criticamente sobre o que consome e compartilha online.

A terceira atividade envolve vídeos curtos da internet. Escolho alguns vídeos virais e mostro na sala usando um projetor. Depois pedimos para os alunos analisarem quem criou esses vídeos, qual a intenção por trás deles e qual impacto isso poderia ter no público. Aí monto duplas pra debaterem suas percepções.

Teve um dia que mostramos aquele vídeo famoso da baleia sendo libertada de uma rede de pesca por turistas. O Marcos apontou algo interessante: "Quem gravou escolheu mostrar só essa parte boa, mas deve ter tido um monte de coisa difícil antes disso". Essa discussão levou a turma a entender como os vídeos podem ser editados pra passar uma mensagem específica.

Essas atividades todas levam umas duas ou três aulas pra serem feitas direitinho porque sempre tem aquele papo bom no fim da aula pra amarrar as ideias e refletir sobre o aprendizado.

No geral, eu vejo que quando eles começam a perceber essas coisas nos elementos do dia a dia deles, fica muito mais fácil desenvolver um pensamento crítico e fazer escolhas mais conscientes sobre o que vão acreditar ou não. E é legal ver como cada aluno absorve isso de maneira diferente e traz pro grupo suas experiências pessoais também.

Enfim, é isso! Espero que essas ideias ajudem vocês aí também! Se tiverem mais dicas ou quiserem saber mais detalhes sobre alguma das atividades, só mandar mensagem aqui!

Os alunos, eles aprendem mesmo é no dia a dia, né? Quando você tá ali com eles, andando pela sala, observando as conversas… A gente percebe que o aprendizado tá acontecendo quando vê um aluno explicando pro outro uma coisa que você falou na aula de uma forma que o outro entenda. Teve uma vez que eu passei um exercício sobre como a mídia influencia a nossa percepção das coisas. O Lucas tava ali tentando ajudar a Luana, e eu só observando de longe. Ele começou a explicar pra ela usando um exemplo de um jogo que eles gostavam, comparou com uma propaganda que viu e falou sobre como a gente nem percebe, mas aquilo vai moldando nossas opiniões. Ali eu vi que ele tinha compreendido a habilidade porque ele conseguiu transferir o que aprendeu pra uma situação do cotidiano deles.

Outro momento bacana é quando você ouve as discussões, né? Às vezes tô circulando e escuto um grupo debatendo se tal filme é machista ou não, e como os personagens são retratados. Daí vejo que eles tão aplicando o que a gente discutiu na aula pra analisar outras coisas além do que aparece no quadro. Às vezes até me chamam: “Professor, vem cá! A gente tá discutindo isso aqui, o senhor acha o quê?”. É aí que você vê que eles tão começando a pensar criticamente.

Agora, nem tudo são flores, né? Os erros são comuns e fazem parte do processo. Um erro frequente é quando eles confundem opinião pessoal com análise crítica. Tipo assim, o Pedro uma vez falou "Ah, eu acho esse filme chato", e a Marina rebateu "Mas isso não é uma análise crítica". Aí eu parei tudo e expliquei: olha, análise crítica não é só dizer se gosta ou não gosta, é olhar pros elementos da obra e entender as intenções por trás deles. Esse erro vem muito porque eles ainda tão aprendendo a separar o gosto pessoal da análise mais objetiva. Quando pego esse tipo de erro na hora, gosto de pedir pra darem um passo atrás e tentarem de novo olhando por outro ângulo.

Também tem aqueles que se perdem nos detalhes técnicos ou querem usar palavras difíceis sem necessidade. O João mesmo tentou usar umas palavras rebuscadas numa análise de texto e acabou se perdendo no conteúdo principal. Expliquei pra ele que simplicidade também é importante pra comunicar bem as ideias. Mostrei como ele podia reformular aquilo de forma clara e direta.

E olha, o Matheus com TDAH e a Clara com TEA são um capítulo à parte na turma. Pro Matheus, eu preciso de mais estratégias visuais e pausas regulares nas atividades. Tipo quando a gente tava fazendo um projeto sobre discursos midiáticos, criei um quadro visual com imagens e setas mostrando como as informações circulam. Além disso, dou um tempo extra nas tarefas e tô sempre verificando se ele conseguiu focar no que precisa. Uma coisa legal que funcionou foi usar fichas coloridas com ele. Cada cor tem um tema ou tópico da aula. Ele me disse que isso ajuda bastante.

Já com a Clara, o desafio é diferente. Ela tem uma rotina mais estruturada e previsível, então eu tento manter sempre os mesmos horários pras atividades principais e usar materiais que ela possa tocar e manipular, porque isso ajuda na compreensão dela. Teve uma vez que usamos bonecos pra representar diferentes papéis numa história em quadrinhos; ela adorou participar e conseguiu expressar bem suas ideias daquela forma. Agora confesso: usar só áudio com ela não rolou muito bem... então sempre busco formas visuais também.

No fim das contas, cada aluno aprende de um jeito único e cabe a gente ir adaptando nossas práticas pra atingir todos da melhor forma possível. No mais, vou seguindo aqui, testando novos jeitos de ensinar e aprendendo junto com os meninos. E por aí? Como vocês lidam com essas situações nas suas salas? Adoro saber das experiências alheias também! Até a próxima conversa!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LGG101 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.