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EM13LGG104Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Utilizar as diferentes linguagens, levando em conta seus funcionamentos, para a compreensão e produção de textos e discursos em diversos campos de atuação social.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG104 da BNCC é bem interessante e desafiadora, viu? Na prática, o que a gente quer com ela é preparar os alunos para lidar com diferentes linguagens em várias situações do dia a dia. Isso significa que eles precisam entender e criar textos e discursos em contextos diversos, seja na escola, em casa, no trabalho ou nas redes sociais. É tipo assim: não adianta só saber escrever uma redação, eles têm que saber fazer um post pra uma rede social, entender o que tá sendo dito numa reunião ou até mesmo interpretar uma propaganda. É um mix entre teoria e prática.

Essa habilidade se conecta com o que eles já viram em anos anteriores, mas de forma mais complexa. No Fundamental, os alunos já aprenderam a ler e interpretar textos básicos e produzir suas próprias narrativas. Agora, no 1º ano do Ensino Médio, a ideia é ampliar isso. Eles já sabem o básico sobre gêneros textuais, mas agora precisam começar a entender as nuances de cada um e como usá-los em diferentes situações sociais. O foco é mais na adaptação do discurso dependendo do contexto e do público-alvo.

Bom, na minha turma do 1º ano do Ensino Médio, eu tenho feito algumas atividades bem legais pra trabalhar isso. Uma delas é um debate estilo talk show. Eu organizo tudo usando apenas alguns vídeos de entrevistas famosas e fragmentos de programas de TV que os próprios alunos possam conhecer. A turma é dividida em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos, e cada grupo fica responsável por um tema polêmico atual — algo que eles possam se engajar de verdade. Dura umas duas aulas de 50 minutos cada. Aí cada aluno assume um papel: entrevistador, entrevistado, produtor e plateia. Eles têm que adaptar o discurso conforme o papel, o que ajuda a entender como a linguagem muda dependendo da situação.

Na última vez que fiz isso, a galera tava super empolgada! Teve um grupo que escolheu falar sobre sustentabilidade. O Pedro encarnou tanto o papel de entrevistador, que parecia um jornalista profissional. Claro que teve risada no meio quando ele se atrapalhou com as perguntas, mas foi super positivo porque todo mundo entendeu como uma linguagem mais formal funciona na prática.

Outra atividade que a gente faz é analisar músicas populares. A gente escolhe uma música que tá bombando nas paradas e discute os elementos da letra: contexto, mensagem implícita, intenção do autor... Aí eles têm que reescrever a letra como se fosse um artigo de opinião ou uma carta pro jornal. Parece simples, mas dá trabalho! Usamos só as letras impressas e algumas músicas no celular mesmo — coisa básica. É normalmente uma aula só pra discutir e outra pra reescrever.

Um exemplo legal foi quando analisamos uma música do Emicida. A Ana ficou impressionada ao perceber como as rimas carregavam críticas sociais pesadas. Quando ela reescreveu a letra como artigo de opinião, foi um show! Ela conseguiu usar argumentos bem sólidos pra tocar nos mesmos pontos da música.

A terceira atividade que eu costumo fazer envolve produzir conteúdo pra redes sociais. Eles criam posts fictícios para uma rede social sobre temas debatidos em sala. Tem que ser algo curto e direto ao ponto, mas com responsabilidade e engajamento. Pra isso, só precisa do celular mesmo — já que eles vivem grudados neles! Eu dou uma semana pra esse projeto porque eles precisam planejar e revisar o texto antes de postar.

Uma vez fizemos isso com o tema fake news. A Maria fez um post tão bem bolado desmentindo uma notícia falsa sobre saúde que deu vontade de compartilhar de verdade! Ela usou argumentos claros e chamou atenção pras repercussões de acreditar em informações sem checar antes.

Eu percebi que essas atividades realmente ajudam a galera a internalizar essa habilidade da BNCC porque elas envolvem situações reais onde precisam comunicar suas ideias claramente. E é isso que importa: ensinar os meninos a se expressarem não só na teoria mas com conhecimento prático do mundo deles.

E bom, é isso! Gosto sempre de trazer atividades diferentes pra tentar engajar cada aluno ao máximo e mostrar que linguagens não são só redação e gramática — são ferramentas poderosas pra mudar o mundo ao nosso redor. Até mais ver!

Aí, continuando sobre a habilidade EM13LGG104, é muito massa ver quando as coisas começam a fazer sentido para os meninos, sabe? Nem sempre precisa de uma prova pra sacar que eles entenderam. Quando eu tô circulando pela sala, dou aquela passada de olho nas mesas e ouço as conversas da galera, já dá pra perceber quem tá sacando o conteúdo. É quando eles começam a aplicar o que a gente discutiu de forma espontânea, tipo num trabalho em grupo ou numa conversa entre eles. Lembro uma vez do Pedro explicando pro João como um post de rede social pode ser estruturado pra chamar mais atenção. Ele falou sobre a escolha das palavras, o uso de emojis e até da importância de uma imagem chamativa. Aí eu pensei: "Opa, o Pedro pescou a ideia!"

Outra coisa é observar como eles interagem com os textos que trazemos. Uma vez, a Maria tava com um texto publicitário na mão e começou a debater com a Ana sobre qual era a mensagem subliminar ali. Elas estavam falando sobre estratégias de mercado sem nem perceber que estavam usando conceitos que eu tinha apresentado na aula anterior. Quando vejo isso acontecendo, sei que estão no caminho certo.

Agora, quanto aos erros mais comuns, o que pega muitas vezes é essa questão de interpretação. Às vezes, eles se perdem no contexto. O João, por exemplo, uma vez entrou numa discussão sobre um editorial de jornal e confundiu completamente a opinião do autor com uma notícia factual. Isso acontece porque ainda estão se acostumando com a diferença entre opinião e informação. Quando pego esse erro na hora, procuro conversar com eles em particular ou com a turma toda se for algo generalizado. Tento dar exemplos do dia a dia pra clarear as ideias.

Também tem a questão das linguagens digitais. Como misturar linguagem formal e informal em contextos diferentes ainda confunde alguns. A Ana, por exemplo, fez uma apresentação usando memes pra ilustrar um ponto sério, mas não conseguiu equilibrar os tons. Foi engraçado de ver, mas aí precisei sentar com ela e explicar como fazer esse equilíbrio sem perder a formalidade ou o humor.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, tenho que ajustar algumas coisas pra eles. Com o Matheus, eu procuro dividir as atividades em etapas menores e mais curtas. Se eu vejo que ele tá dispersando, puxo ele de volta pra tarefa com alguma pergunta ou incentivo. Tentei usar fones de ouvido que cancelam ruído uma vez, mas nesse caso não deu muito certo porque ele se sentiu isolado dos colegas. O que funciona bem é deixar ele usar cores diferentes pra escrever e organizar as ideias dele nos textos.

Já com a Clara, a coisa é um pouco diferente. Ela tem TEA e precisa de um ambiente mais previsível e estruturado. Eu passo os roteiros das aulas antecipadamente pra ela saber o que esperar e tento manter uma rotina clara. Em atividades em grupo, às vezes faço um emparelhamento mais cuidadoso pra ela não ficar sobrecarregada socialmente. Uma coisa que funciona bem é usar materiais visuais, tipo infográficos ou esquemas, porque ela consegue se concentrar mais nesses do que em textos longos.

Claro que nem sempre tudo sai perfeito né? Mas acho que o importante é ir testando e ver o que funciona melhor pra cada um deles sem deixar de tentar novas abordagens quando necessário.

Bom, é isso galera! Espero ter ajudado com essas experiências aí do dia a dia na sala de aula. Às vezes o desafio é grande mas ver eles crescendo e entendendo as coisas não tem preço. Abraço!

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