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EM13LGG302Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos de produção e de circulação.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EM13LGG302 da BNCC com a turma do 2º ano do ensino médio, que é sobre se posicionar criticamente diante de diferentes visões de mundo, pode parecer meio complicado no papel, mas na prática é bem mais natural do que parece. Quando a gente fala em posicionar-se criticamente, queremos que os alunos consigam olhar para os discursos, seja numa notícia, num filme, num texto literário, e consigam entender de onde vem aquilo, o que está implícito, qual o contexto de produção. E mais: que eles consigam formar uma opinião própria sobre isso tudo.

Para eles chegarem nesse ponto, é importante que eles já conheçam um pouco sobre argumentação e linguagem. Como eles já viram isso no 1º ano, a gente aproveita esse conhecimento e dá um passo além: fazer com que eles não só reconheçam as intenções nos discursos, mas também analisem por que certas linguagens são usadas em determinados contextos. Por exemplo, por que uma propaganda usa um tom emocional? Por que uma reportagem usa muitos números? Eles têm que ligar essas coisas ao tipo de mensagem que está sendo passada e ao público-alvo.

Agora, falando das atividades práticas que rolam na sala de aula pra desenvolver essa habilidade, vou contar três delas.

A primeira atividade é uma análise de manchetes de jornal. Eu levo algumas impressas pra sala — tipo aquelas notícias do dia ou da semana — e divido a galera em grupos de quatro ou cinco. Peço pra eles analisarem a maneira como as notícias são apresentadas e discutirem qual é a intenção por trás delas. Um exemplo é quando fiz isso na última sexta-feira. O grupo do João e da Maria pegou uma manchete bem sensacionalista sobre política. Eles começaram a discutir como o uso das palavras podia influenciar a opinião pública. Foi massa ver a Maria destacando como o título fazia parecer que algo ruim estava acontecendo quando na verdade era só uma especulação. Em cerca de uma hora e meia, incluindo o tempo pra discussão e uma breve apresentação dos grupos pro restante da turma, dá pra fazer essa atividade completa.

Outra atividade que costumo fazer é análises de vídeos publicitários. Eu escolho uns comerciais curtos do YouTube e passo pra turma assistir. Aí a gente discute em grupo o que cada comercial quis transmitir e quais técnicas usaram pra causar impacto. Uma vez passamos um vídeo de um comercial de refrigerante super colorido e animado. A Ana comentou como as cores e a música faziam ela sentir vontade de comprar o produto mesmo sem precisar dele realmente. E foi legal porque o Lucas completou dizendo que era interessante ver como geralmente os comerciais nem mostram tanto o produto em si, mas sim a experiência associada a ele. Essa atividade leva mais ou menos uns 50 minutos e é sempre bem dinâmica porque os meninos gostam bastante de assistir vídeos.

A terceira atividade envolve contar histórias pessoais. Peço pra cada aluno trazer um relato breve sobre um momento em que se sentiu influenciado por algum tipo de discurso — pode ser uma situação pessoal, algo da internet, qualquer coisa. Era pra ser uma história simples mas muitas vezes vira algo bem profundo. Lembro uma vez do Pedro contando como ele foi influenciado por um vídeo motivacional que viu no Instagram durante um momento difícil da vida dele. Isso gerou uma discussão bacana sobre como às vezes não percebemos o poder das palavras até estarmos numa situação emocionalmente carregada. Essa atividade leva uns 45 minutos porque dou uns 5 minutos pra cada um falar e depois mais um tempo pra geral comentar.

O importante nessas atividades é criar um ambiente onde os alunos se sintam à vontade pra expressar suas opiniões sem medo de serem julgados. E olha, a gente aprende muito com eles também! São dinâmicas assim que vão além do livro e fazem com que eles consigam enxergar como as linguagens moldam nossa percepção do mundo.

Enfim, eu acho super válido trabalhar essa habilidade porque prepara os meninos não só pro vestibular ou ENEM, mas principalmente pro mundo lá fora, onde vão precisar lidar com informações de todo tipo e formar opiniões próprias baseadas no pensamento crítico. E aí, alguém mais tem atividades legais pra compartilhar?

ponto, não é só uma questão de fazer uma prova e pronto, né? Eu gosto mesmo é de observar os meninos no dia a dia. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala, ouço as conversas entre eles e acho fascinante como as ideias deles vão se formando ali, no bate-papo.

Teve um dia que eu tava andando pela sala enquanto eles faziam uma atividade em grupo e ouvi o João explicando pro Pedro sobre um artigo que leu. Ele disse algo tipo: "Olha, esse cara aqui tá falando isso porque ele quer que a gente pense desse jeito sobre o assunto. Mas se você olhar por outro lado, tem mais coisa envolvida". Aí eu pensei "ah, esse entendeu!". O João conseguiu captar a ideia de posicionamento crítico, que vai além do que tá escrito.

Outra vez, a Ana tava falando com a Maria sobre um filme que tinham assistido. Ela comentou: "Acho que o diretor quis mostrar que as aparências enganam, mas a forma como ele fez isso pode confundir a gente". Quando vejo esses momentos, sei que tô no caminho certo com eles.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, tem uns clássicos. Um erro frequente é os alunos acharem que só porque algo tá num livro ou foi falado por alguém famoso, é verdade absoluta. O Lucas é mestre nisso. Ele leu um artigo e chegou falando que aquilo era ouro puro sem nem questionar nada. Aí eu sempre pergunto: "Mas você acha isso por quê? Concorda com tudo?". Quero que eles vejam as coisas com mais criticidade.

Outra coisa é quando a galera foca muito na opinião pessoal e esquece de embasar no texto. Tipo a Júlia, que leu uma crônica e já veio dizendo "eu acho isso chato" sem dar uma sustentação pra opinião dela dentro do texto. Daí eu volto com ela no texto e ajudo a ver onde dá pra encontrar elementos que sustentem o que ela tá pensando.

E quando pego esses erros na hora? Bom, tento não interromper demais o fluxo deles. Em vez disso, dou umas dicas sutis ali mesmo. Com o Lucas, por exemplo, eu sento do lado e vou puxando perguntas pra ele se tocar. Já com a Júlia, faço ela voltar no texto e achar pontos de conexão com o que ela pensa.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara com TEA... Eles são incríveis, mas claro que precisa de umas adaptações no jeito de ensinar. Pro Matheus funciona bem dividir as atividades em partes menores e mais objetivas. Às vezes uso um cronômetro pra ele ter uma noção do tempo e isso ajuda demais a manter o foco dele. Também gosto de oferecer opções de materiais visuais pra ele associar melhor as ideias. O que não funcionou foi tentar manter ele sentado no mesmo lugar por muito tempo sem intervalos.

Já com a Clara eu procuro deixar as instruções muito claras e visuais também. Atividades em dupla funcionam bem com ela desde que eu coloque ela com uma pessoa que seja paciente e entenda seu jeitinho. Teve um dia em que propus um jogo de associação de ideias e percebi como ela brilhou associando imagens aos temas discutidos. O erro inicial foi tentar incluir ela em discussões muito abertas e longas no início; preferi então levar numa pegada mais direcionada.

E assim vamos andando juntos nessa jornada! Todo dia é um aprendizado novo tanto pra eles quanto pra mim. No fim das contas, acho que essa troca é o que faz valer a pena estar na sala de aula. Espero ter ajudado um pouco aí quem tá na mesma luta! Até a próxima, pessoal!

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