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EM13LGG401Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar criticamente textos de modo a compreender e caracterizar as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, social, cultural, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG401 da BNCC que a gente tem que trabalhar com os meninos do 2º ano do ensino médio é uma baita responsabilidade, mas é também uma chance massa de abrir a cabeça deles pra entender o mundo através da língua. Na prática, essa habilidade envolve ensinar os alunos a verem as línguas não só como um monte de regras gramaticais, mas como algo que está totalmente ligado a questões geopolíticas, históricas, sociais e culturais. É fazer eles perceberem que a língua que a gente fala não é uma coisa fixa, que ela muda dependendo de onde você tá, com quem você tá falando, e até com o passar do tempo. Eles precisam conseguir analisar textos criticamente, e entender que a linguagem que tá ali tá carregada de significados e influências que vão muito além do que tá escrito.

Pra galera que já vem do 1º ano, eles já têm uma certa noção de que a linguagem varia conforme o contexto. Lá, eles já começam a ver como a linguagem muda no cotidiano conforme a situação. Então, o pulo pro 2º ano é aprofundar isso, é fazer eles enxergarem as nuances mais complexas. Eles precisam ser capazes de pegar um texto e pensar "o que essa escolha de palavras aqui me diz sobre quem escreveu? Quais são as intenções por trás disso? O que isso revela sobre o contexto social ou político?"

Agora, vou contar três atividades bem práticas que faço com os estudantes pra trabalhar essa habilidade.

Primeiro, uma atividade que gosto bastante é o estudo das variações linguísticas através de músicas. A música é um recurso super acessível e que chama muita atenção dos jovens, né? Eu escolho umas músicas populares de diferentes regiões do Brasil e também trago algumas internacionais. A galera sempre gosta quando a gente trabalha com música porque já foge um pouco do padrão aula tradicional. Aí organizo os meninos em grupos pequenos pra discutir as letras e perceberem as particularidades linguísticas de cada uma. Dou pra eles uns 20 minutos pra essa discussão em grupo e depois a gente debate em grupo grande no restante da aula. Uma vez, quando fiz essa atividade, o João ficou surpreso ao perceber como o uso de gírias cariocas numa música dava todo um tom diferente à mensagem da letra. Ele comentou como isso não era só sobre falar diferente, mas tinha toda uma questão cultural envolvida.

Outra atividade que funciona bem é a análise de notícias de diferentes fontes. Eu junto uma seleção de reportagens sobre o mesmo tema, mas publicadas em veículos com linhas editoriais diferentes – tipo um jornal mais conservador e outro mais progressista. Os alunos leem em duplas e aí eles têm que identificar como as escolhas linguísticas mudam a percepção sobre os fatos. Pra essa atividade eu costumo separar umas duas aulas: uma pra leitura e discussão em dupla e outra pra apresentação das conclusões deles pro resto da turma. A Lívia uma vez ficou chocada ao perceber como dois textos sobre o mesmo evento podiam parecer estar falando de coisas completamente diferentes por conta do vocabulário utilizado. Isso gerou uma baita discussão saudável na sala sobre manipulação de informações.

E tem também a análise de discursos históricos ou políticos famosos. Essa é uma atividade mais desafiadora, mas eles gostam porque dá um ar meio investigativo à coisa toda. Eu escolho uns trechos de discursos famosos – tipo um do Mandela ou da Malala – e dou pra galera fazer uma análise crítica do contexto em que foram proferidos e das escolhas linguísticas dos oradores. O legal dessa atividade é que eles não só analisam o texto em si, mas também pesquisam sobre o contexto histórico-social da época em questão. A última vez que fiz isso foi incrível: a Amanda ficou encantada ao perceber como Mandela escolhia suas palavras com cuidado pra passar justamente a ideia de resistência pacífica. Ela até comentou no final como isso fez ela querer saber mais sobre história africana.

Essas atividades têm mostrado resultados incríveis porque a galera começa a perceber que não é só sobre aprender gramática ou fazer interpretação de texto sem pensar no entorno. Eles começam a se interessar mais pelo assunto porque percebem quão relevante isso é pro mundo atual. E dá pra ver nos olhos deles quando percebem essa importância; é aquele brilho diferente. Os desafios são muitos porque às vezes os meninos ainda têm aquela resistência inicial com assuntos mais teóricos ou reflexivos, mas cada vez mais eles estão se abrindo e vendo sentido nessas discussões.

No fim das contas, o bacana dessa habilidade é justamente mostrar pros alunos como ser crítico na análise de textos e discursos é essencial pra vida toda. E quando eles pegam o jeito da coisa, parece que tão descobrindo um superpoder novo! É isso aí galera, espero ter ajudado quem tá na correria aí também! Até a próxima!

E olha, eu vejo que os meninos tão pegando a ideia dessa habilidade quando começo a perceber que eles tão usando a língua de um jeito mais consciente, sabe? Tipo assim, no meio de uma discussão em grupo, quando um aluno usa uma expressão regional e o outro questiona o que significa e todos entram numa conversa sobre de onde aquela palavra veio, dá pra ver que tão começando a ligar os pontos. Outro dia, o Lucas tava explicando pro Pedro que não tem problema nenhum usar gírias diferentes dependendo do grupo em que você tá, e o jeito que ele falou foi tão natural, como se ele tivesse descoberto isso sozinho. Aí você pensa: "Ah, esse entendeu".

Outro momento bacana é quando tô circulando pela sala e ouço a Mariana falando sobre como a língua portuguesa é diferente em Portugal e no Brasil. Ela tava explicando pra Bianca, e dava pra ver que tinha uma compreensão ali do porquê dessas diferenças. Não precisei nem me intrometer; só fiquei ali de canto, ouvindo. E tem também as redações deles. Quando um aluno conecta uma música que gosta com um tema cultural mais amplo, sem eu precisar apontar isso pra ele antes, sei que ele tá aplicando o que aprendeu.

Agora, claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns que vejo nessa habilidade são os meninos confundindo variação linguística com erro gramatical. O Joãozinho, por exemplo, sempre acha que falar "nós vai" é errado em qualquer contexto, e não percebe que essa forma tem seu lugar e mostra uma certa identidade de grupo. Outro erro é eles não entenderem o peso político da língua. A Ana achou que todo mundo deveria falar português "puro" e aí tive que explicar como isso apaga muitas culturas e histórias das pessoas.

Quando pego esses erros na hora, tento não corrigir de forma direta e autoritária. Prefiro fazer perguntas pra eles pensarem. Tipo assim: "Mas será que todo mundo deve falar do mesmo jeito?" ou "De onde você acha que vem essa forma de falar?". Isso ajuda eles a refletirem mais sobre o assunto e chegarem à conclusão por conta própria.

Agora, lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA é um desafio gostoso porque faz a gente pensar fora da caixa e adaptar as coisas. Pro Matheus, eu costumo dividir as atividades em etapas menores e dar feedbacks constantes. Ele se distrai fácil, mas quando está envolvido na atividade certa, ele manda bem demais. Uma vez fizemos um jogo de quebra-cabeça com palavras onde ele tinha que agrupar termos por categorias culturais e ele se saiu ótimo.

Com a Clara, o lance é diferente. Ela tem TEA e precisa de mais estrutura nas atividades. Gosto de usar recursos visuais com ela - como mapas mentais ou diagramas - pra ajudar a organizar as ideias. No começo eu dava muito texto escrito, mas percebi que não funcionava tão bem quanto esperava. Então comecei a usar materiais mais visuais e interativos. Teve uma vez que pedi pra ela montar um mural com imagens que representavam expressões regionais diferentes e ela adorou fazer isso.

O tempo também é algo importante pra gerenciar. Deixo o Matheus trabalhar num ritmo mais acelerado nas partes em que ele se sente mais seguro, mas dou intervalos curtos pra ele poder respirar um pouco. Com a Clara, tento manter o ambiente tranquilo e silencioso durante algumas atividades. E olha só: também aprendi com eles! Fui vendo o que dava certo ou não através de tentativa e erro mesmo.

Bom, pessoal... essas são algumas das formas como vejo eles aprendendo na prática e como ajusto as coisas pro Matheus e pra Clara. É sempre um aprendizado constante pra mim também ver como cada aluno absorve a informação de forma única. E vocês aí? Como identificam os momentos de aprendizado dos seus alunos? Bora trocar umas ideias!

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