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EM13LGG502Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG502 da BNCC, do jeito que eu entendo, não é só sobre falar de preconceitos e estereótipos. É sobre fazer os meninos perceberem essas coisas no dia a dia e na mídia, entenderem como isso afeta as pessoas de verdade e se posicionarem contra esses absurdos. Tipo assim, é olhar um comercial, um filme ou até uma música e perceber quando tem algo ali que tá reforçando uma ideia errada ou desigualdade. E mais que só perceber, é eles conseguirem discutir isso e tomarem um lado, o lado que é justo, né? Isso já vem lá de trás, desde as séries anteriores quando eles começam a entender como a linguagem pode ser usada pra manipular ou perpetuar essas injustiças. Agora, no 2º ano do ensino médio, a coisa fica mais amarrada porque eles já têm uma base pra discutir questões mais complexas.

Uma das atividades que eu sempre faço é analisar comerciais de TV. Eu pego uns vídeos que rolam no YouTube mesmo, assim não tem custo nenhum. Geralmente escolho uns três bem diferentes, mas que tenham algum estereótipo evidente. Aí eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco e dou uns 15 minutos pra eles assistirem e conversarem entre si. Depois disso, cada grupo vai apresentar o que achou: se tinha alguma coisa ali reforçando um estereótipo ou alguma relação de poder esquisita. Da última vez que eu fiz isso, o grupo do Lucas percebeu como num comercial de cerveja só tinha homem branco e as mulheres eram quase objetos de decoração. Olha, foi legal ver eles se indignando e discutindo como isso pode influenciar a percepção de quem vê. Eles ficaram bem incomodados com o que viram e rendeu uma ótima discussão.

Outra que funciona bem é trazer letras de músicas populares pra sala. Eu geralmente escolho umas músicas que estão fazendo sucesso entre eles. Tem vezes que eu trago até letra de funk ou sertanejo universitário porque é o que eles tão ouvindo mesmo. Passo a letra da música impressa pra cada aluno – nada muito caro, só umas cópias – e peço pra eles marcarem partes que acham problemáticas ou que reforçam estereótipos. Isso leva uns 30 minutos no total: 10 pra lerem individualmente e o resto pra discussão em grupo. Teve uma vez que a Mariana trouxe uma música do Gustavo Lima e ficou perplexa com umas frases lá sobre posse em relacionamentos. Ela disse “Carlos, nunca tinha reparado nisso!” Aí pronto, já fica aquele ambiente de reflexão coletiva.

A terceira atividade que eu curto fazer é um debate sobre cenas de filmes ou séries. Geralmente uso cenas curtas, tipo uns 5 minutos no máximo, porque senão eles perdem o foco. Trago pro data show da escola mesmo, sem muita complicação. Divido a turma em dois times: um pra defender a cena e outro pra criticar. Aí cada lado tem seu tempo pra falar. Na última vez, usei uma cena do filme Pantera Negra e foi incrível ver os meninos discutindo sobre representatividade e poder na indústria do cinema. O João foi brilhante defendendo como o filme subverteu muitos estereótipos tradicionais, enquanto a Ana trouxe umas críticas sobre como ainda existem padrões ali que seguem sendo problemáticos.

O legal dessas atividades é ver a evolução deles ao longo do ano. No começo, muitos nem percebiam certas coisas, mas com o tempo começam a ligar os pontos sozinhos. É aquele momento mágico quando você vê que seu trabalho tá fazendo diferença na vida deles, sabe? Eles começam a ter um olhar mais crítico não só nas aulas mas no cotidiano também, questionando coisas que antes passavam batido.

No fim das contas, essas atividades são simples mas têm um impacto grande. Só precisa mesmo de vontade de fazer acontecer e acreditar que cada conversa pode ser uma semente plantada pra um futuro mais justo. E é isso aí, galera! Vamos seguir firme porque ensinar é isso: mostrar caminhos pra construir um mundo melhor juntos.

Então é isso por hoje! Espero ter ajudado quem tá começando ou quem só quer trocar ideia sobre como trabalhar essa habilidade na prática mesmo. Se tiverem dicas também ou quiserem contar experiências aí da sala de vocês, tô sempre aberto pra aprender com vocês!

Aí, continuando sobre essa habilidade, uma das coisas mais legais é perceber quando os meninos realmente internalizaram o que a gente tá discutindo. E, olha, eu não tô falando de prova formal, não. É na convivência, no dia a dia da sala, que dá pra sacar quem entendeu. Sabe quando você tá andando pela sala enquanto eles tão fazendo atividade em grupo? Nesses momentos eu fico só escutando as conversas. Teve uma vez que o Rafael tava explicando pro grupo dele sobre como uma propaganda de perfume que eles viram na TV reforçava estereótipos de gênero. Ele falava com tanta clareza que eu pensei: "Ah, esse aqui já pegou a ideia". É bacana quando eles começam a explicar pros colegas usando exemplos do cotidiano deles, mostra que entenderam mesmo.

E não é só na hora de trabalhar em grupo. Às vezes, durante aquele intervalo ou antes de começar a aula, eu escuto umas discussões na rodinha deles que mostram que a semente foi plantada. Tipo, um dia desses eu peguei a Luana e a Camila falando sobre uma série que tava bombando na Netflix e como tratava algumas questões raciais de forma problemática. Elas estavam ali trocando ideias, argumentando, citando cenas específicas. Isso é um sinal claro pra mim que elas absorveram o conteúdo.

Agora, claro que nem tudo são flores, né? Tem uns erros comuns que aparecem bastante. Um erro clássico é quando os meninos confundem uma crítica social com uma opinião pessoal. Por exemplo, o Lucas uma vez disse que achava a crítica de um filme muito exagerada porque na visão dele "não tinha nada demais". Ele tava misturando a percepção pessoal com análise crítica. E esses erros acontecem porque é difícil separar opinião de análise objetiva. Quando vejo isso acontecendo, eu paro e explico ali mesmo: "Olha, Lucas, vamos pensar de outro jeito aqui...". Aí dou um exemplo diferente pra ajudar ele a ver a diferença.

Outra coisa que acontece é quando eles identificam um problema num texto ou numa mídia mas não conseguem articular bem o porquê daquilo ser problemático. A Júlia, por exemplo, falou numa atividade sobre um documentário mas se perdeu na hora de explicar o preconceito que ela viu ali. Aí o que eu faço é dar umas perguntas guias pra ajudar: "O que exatamente você acha que tá errado? Quem tá sendo afetado por isso? Como?" Isso ajuda a organizar o raciocínio deles.

Agora falar do Matheus e da Clara... Como lidar com alunos com TDAH e TEA é sempre um desafio e tanto, mas também uma oportunidade de aprender muito. O Matheus precisa de mais estímulos visuais e pausas durante as atividades. Então o que funciona bem pra ele são vídeos curtos que resumem a discussão ou infográficos. Eu tento também quebrar as atividades em etapas menores pra ele não perder o foco. Uma vez tentei usar só leitura e foi um desastre; ele se dispersou todo.

Já pra Clara, que tem TEA, o ambiente precisa ser mais previsível. Ela se beneficia muito quando eu uso uma rotina fixa ou deixo claro o que vai acontecer na aula daquele dia. Materiais visuais também funcionam bem com ela porque ajudam a organizar as informações na cabeça dela. Eu sempre dou opções de atividades: se ela não quer participar de uma discussão em grupo diretamente, ela pode escrever suas ideias num papel antes e depois compartilhar com o grupo.

Então é isso aí galera, cada dia em sala é uma descoberta nova com esses meninos. A gente vai aprendendo junto com eles e ajustando o jeito como ensina pra fazer sentido pra todo mundo. Espero ter ajudado um pouquinho compartilhando essas experiências e bora continuar trocando ideias por aqui! Abraço!

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