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EM13LGG402Linguagens e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de língua adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso, respeitando os usos das línguas por esse(s) interlocutor(es) e sem preconceito linguístico.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13LGG402 da BNCC é um desafio e tanto, mas é também muito gratificante quando você vê os meninos pegando o jeito. Essa habilidade, na prática, é sobre fazer com que os alunos consigam adaptar a forma como falam e escrevem de acordo com a situação. Não adianta nada eles saberem um monte de regras gramaticais se não souberem quando usar cada uma delas, né? Então, meu papel aqui é ajudar a galera a perceber que falar com o amigo no intervalo é diferente de apresentar um trabalho na frente da sala ou de escrever um e-mail formal. É tudo sobre escolher o jeito certo pra cada momento, sem preconceitos, respeitando como as pessoas falam. Isso se conecta com coisas que eles já vêm trabalhando no primeiro ano do ensino médio, onde a gente começou a enfatizar a importância de entender o contexto antes de abrir a boca ou pegar no teclado.

A primeira atividade que faço pra trabalhar essa habilidade é uma espécie de "role play" ou encenação. Eu divido a turma em grupos e dou pra eles diferentes cenários. Tipo assim, um grupo vai ter que encenar uma conversa formal entre um aluno e o diretor da escola, enquanto outro grupo vai conversar como se fossem amigos numa festa. Cada grupo recebe um cartão com o cenário e algumas dicas sobre o que precisa incluir na conversa. Uso um material bem simples: só cartões impressos com os cenários e algumas frases de exemplo. Essa atividade leva uma aula inteira, porque depois das encenações a gente sempre faz uma roda de conversa pra discutir o que foi fácil ou difícil, e como eles escolheram as palavras. Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara me surpreendeu muito. Na encenação formal, ela usou expressões bem certinhas e formais pra falar com o "diretor", enquanto no cenário informal ela soltou o “e aí, beleza?” que todo mundo usa no dia a dia. A galera toda riu bastante e aprendeu junto.

A segunda atividade é algo que eu chamo de "oficina de escrita". Peço pros alunos escolherem um gênero textual pra trabalhar: pode ser uma carta formal, um e-mail informal ou até mesmo um post de rede social. Então, durante uma semana, eles têm que escrever três versões desse texto: uma mais formal, outra mais informal e uma terceira que mistura os dois estilos. Nos materiais, eles só precisam do caderno ou notebook e algumas referências de textos que já exploramos em aula. Quando eles entregam as versões, eu peço pra revisarem em dupla antes de corrigir. A turma gosta bastante dessa atividade porque vê na prática como a mesma mensagem pode mudar conforme o estilo. Da última vez que fizemos isso, o Pedro Henrique escreveu uma carta formal pro prefeito sobre melhorias na escola e depois transformou num post irônico de rede social. Foi bacana ver como ele conseguiu manter a essência do recado nas duas versões.

A última atividade que vou contar aqui é meio desafiadora: é um debate regrado. Eu escolho um tema atual (pode ser algo tipo "redes sociais são boas para a democracia?") e divido a turma em dois grupos: um pró e outro contra. Eles têm tempo pra preparar argumentos nos seus grupos e depois debatemos em sala. Tem material envolvido, mas é simples: alguns artigos impressos e vídeos curtos sobre o tema como ponto de partida. Aí eles têm uns 15 minutos pra debater em grupo antes do debate propriamente dito começar. Essa atividade leva duas aulas: uma pra preparação e outra pro debate em si. O legal é ver como eles adaptam o jeito de falar conforme o público: durante o debate tentam ser mais formais (e até imitar político), mas nas discussões internas entre eles falam mais solto. Na última vez que fizemos isso, a Júlia saiu do grupo dela toda empolgada porque conseguiu argumentar bem usando exemplos do cotidiano, coisa que ela achava difícil antes.

E aí estão algumas das formas como tento trabalhar essa habilidade específica na minha sala. Olha, não vou mentir: às vezes é complicado fazer os meninos saírem da zona de conforto e pararem pra pensar em como estão falando ou escrevendo. Mas quando você vê eles se esforçando pra ajustar a linguagem pro contexto certo... ah, dá um orgulho danado, viu? Eu acho super importante essa questão de não ter preconceito linguístico também porque muitas vezes os meninos chegam com aquela ideia errada de que só existe um jeito certo de falar ou escrever. Mostrar pra eles que existem várias formas possíveis dependendo da situação ajuda muito a quebrar essas barreiras.

Bom, espero que essas ideias sirvam aí pra vocês também! Quem tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências nesse sentido, estou por aqui! Afinal, sempre dá pra melhorar nosso trabalho em sala com a ajuda uns dos outros, né? Abraço!

E aí, continuando nossa conversa sobre a habilidade EM13LGG402, vou contar como é que a gente percebe que os meninos realmente aprenderam, sem precisar de uma prova formal. Sabe quando você tá circulando pela sala, só observando? Então, é nesse momento que dá pra perceber muita coisa. Às vezes, tô ali andando entre as mesas e escuto quando um explica pro outro: "Olha, nesse texto aqui a gente tem que ser mais formal, então nada de gíria". Quando eles começam a usar o vocabulário certo sem eu ter que corrigir, já fico todo contente.

Outro momento desses é quando você ouve as conversas entre eles. Tipo a Júlia explicando pro Pedro: "Ah, na redação do ENEM não rola colocar emoticon, tem que manter o padrão". Quando eles fazem essas conexões sem precisar de um empurrãozinho meu, sei que absorveram a ideia. Lembro do Diego, que era mais introvertido, mas durante uma discussão em grupo ele soltou: "Gente, se a gente usar esse tom aqui pode parecer desrespeitoso". Foi aí que notei: ele tava sacando bem como adaptar a linguagem ao contexto.

Mas nem tudo são flores, né? Tem uns erros que acontecem bastante. Tipo assim, tem o Lucas que às vezes confunde as situações e manda um "mano" num e-mail pro diretor. Acontece porque na cabeça dele é tudo comunicação, mas ele ainda tá pegando a noção de qual tom usar em cada cenário. E a Ana que costuma se perder toda na hora de fazer apresentação, fala como se estivesse mandando mensagem no WhatsApp. Quando pego esses deslizes na hora, procuro sempre dar um toque logo: "Ei, Lucas, lembra do que falamos sobre formalidade? Bora pensar em uma forma mais adequada de se expressar aqui". Com a Ana, fazemos simulações de apresentações pra ela treinar o tom e evitar esses erros.

Agora falando do Matheus e da Clara, que têm necessidades diferentes por causa do TDAH e TEA respectivamente. Com o Matheus, descobri que atividades muito longas não funcionam. Ele perde o foco rapidinho. Então, o lance é quebrar as tarefas em etapas menores e dar pausas entre elas. Ajuda também usar mais recursos visuais nas explicações. Deixo que ele use fones pra ouvir música instrumental baixa enquanto faz atividade individual. Isso ajuda ele a focar melhor.

Já com a Clara, que tem TEA, funcionou bem criar uma rotina bem definida nas aulas. Ela se sente mais segura sabendo o que vem em seguida. Uso muito suporte visual com ela também – tipo quadrinhos e esquemas – porque facilita o entendimento. Outro ponto importante é trabalhar o conteúdo de forma mais direta e concreta. Ela gosta de saber exatamente o porquê de estar aprendendo aquilo e como aplicar no dia a dia.

O que não funcionou com o Matheus foi tentar forçá-lo a seguir o mesmo ritmo dos outros em debates ou atividades em grupo muito grandes. Ele ficava completamente perdido. E com a Clara, percebi que atividades muito abertas ou abstratas não davam certo; ela ficava ansiosa sem saber por onde começar.

Bom, acho que já deu pra compartilhar bastante coisa sobre como lidamos com os desafios dessa habilidade específica na sala de aula. É um trabalho constante de ajuste e observação pra realmente ajudar os meninos a aprenderem da melhor forma pra cada um deles. No final das contas, é sempre recompensador ver eles utilizando essas habilidades na prática.

E é isso aí! Vou ficando por aqui hoje. Bora continuar trocando ideia nos próximos posts. Abraço!

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