Voltar para Linguagens e suas Tecnologias 3º EM Ano
EM13LGG701Linguagens e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), compreendendo seus princípios e funcionalidades, e utilizá-las de modo ético, criativo, responsável e adequado a práticas de linguagem em diferentes contextos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, hoje vou compartilhar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EM13LGG701 da BNCC com a galera do 2º ano do Ensino Médio. Essa habilidade tem a ver com explorar as tecnologias digitais de informação e comunicação, entendendo como elas funcionam e usando isso de forma ética, criativa e responsável. Parece complicado, mas na prática é ajudar os meninos a usar a internet e as tecnologias de um jeito bacana e produtivo.

A ideia é que eles sejam capazes de, por exemplo, pesquisar um assunto na internet e identificar o que é confiável e o que não é, usar ferramentas digitais pra criar conteúdo (tipo vídeos, podcasts) e entender que tudo isso tem que ser feito respeitando direitos autorais e privacidade. Na série anterior, a galera já tinha uma noção básica de usar o computador e navegar na internet, então agora a gente aprofunda isso.

Uma coisa que faço é usar as redes sociais como laboratório. A gente pega exemplos reais do TikTok ou Instagram e analisa. Usamos os próprios celulares dos alunos ou tablets da escola pra isso. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou a cada grupo um perfil pra analisar: pode ser um influenciador famoso ou uma página de notícias. Eles têm que ver como o conteúdo é produzido, quais ferramentas são usadas, se tem fake news ou não e como é o engajamento da galera que comenta. Isso geralmente leva umas duas aulas de 50 minutos.

A reação é sempre interessante. Semana passada, o grupo da Larissa ficou surpreso ao perceber que um influenciador famoso que eles seguiam usava várias estratégias de edição pra parecer mais autêntico do que realmente era. O João comentou que nunca tinha pensado em como os cortes rápidos nos vídeos poderiam manipular a percepção da audiência. Foi legal ver eles refletindo sobre o quanto do que consomem online é pensado estrategicamente.

Outra atividade que faço é a criação de podcasts. Eu divido a turma em duplas e eles precisam produzir um episódio sobre algum tema relevante da atualidade, como meio ambiente ou bullying nas escolas. A gente usa um aplicativo simples de gravação no celular e fones de ouvido com microfone. Na primeira aula, a dupla discute o tema e faz um roteiro; na segunda, grava e edita; na terceira, apresenta pra turma.

Os alunos adoram essa atividade porque saem da rotina das redações escritas. Da última vez que fizemos isso, o Carlos e a Mariana escolheram falar sobre a influência das redes sociais na saúde mental dos adolescentes. O episódio ficou incrível! Eles trouxeram dados de pesquisas que encontraram online, entrevistaram colegas durante o recreio e até colocaram uma música de fundo que eles mesmos compuseram no violão. Foi interessante porque mostrou que eles entenderam bem como usar diferentes formas de linguagem pra comunicar uma mensagem.

E também faço uma atividade mais prática com edição de imagens. Usamos programas gratuitos como Canva ou até mesmo o Paint (quando nada mais está disponível) pra criar memes ou cartazes digitais com mensagens sociais importantes. Cada aluno faz seu próprio material e depois fazemos uma galeria virtual com tudo que foi produzido.

A reação aqui varia bastante. O Lucas, por exemplo, no começo relutava um pouco em fazer porque achava que não tinha criatividade suficiente pra memes, mas depois se soltou e fez um bem engraçado sobre reciclagem que viralizou entre os colegas! É legal ver como essa atividade ajuda os mais tímidos a se expressarem de uma forma nova.

Bom, são essas atividades que eu faço pra trabalhar essa habilidade por aqui! Acho importante mostrar pros alunos que as tecnologias digitais estão aí não só pra entretenimento, mas também como ferramenta poderosa de comunicação e mudança social. E quando eles percebem isso na prática, acabam se empoderando muito mais nas suas próprias vozes.

Então é isso aí, pessoal! Espero que essas ideias possam ajudar alguém por aqui ou pelo menos inspirar novas formas de trabalhar com as TDICs na sala de aula. Se alguém tiver outras experiências ou quiser trocar ideia sobre isso, tô sempre por aqui no fórum! Abraço!

continuar uma prática legal, criar conteúdos próprios, compartilhar de maneira ética, essas coisas. E olha, eu tenho umas atividades favoritas pra isso. Eu adoro fazer uns debates sobre fake news, sabe? Tipo, a gente pega uns exemplos reais e discute como identificar se algo é verdadeiro ou não. Outra coisa legal é trabalhar com produção de conteúdo. Já rolou de a gente criar um jornalzinho digital com as notícias que os próprios alunos pesquisaram e escreveram.

Agora, como percebo que os alunos aprenderam sem aplicar prova formal? Cara, é no dia a dia, na convivência mesmo. Quando eu tô circulando pela sala e vejo a Ana explicando pro João a diferença entre uma fonte confiável e uma duvidosa, já dá pra perceber que ela pegou a ideia. E tem aquele momento mágico quando eles estão em grupos e alguém fala algo como "Ei, mas isso aqui parece fake news!" e aí começa uma discussão saudável pra justificar essa suspeita. É aí que eu noto que internalizaram o que a gente trabalhou.

Outro exemplo foi com o Pedro. Ele tava trabalhando num projeto de história em quadrinhos digital com uns colegas. Eu passei por perto e ouvi ele explicando pro grupo dele como encontrar imagens na internet que respeitassem os direitos autorais. Ele tava todo empolgado falando do Creative Commons e tal. Na hora eu pensei: "pô, esse aí entendeu mesmo". Nessas horas dá um orgulho danado de ver o crescimento deles.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que a galera comete nesse conteúdo. Por exemplo, o Lucas sempre se confunde achando que se achou na internet tá liberado usar do jeito que quiser. Já tive que parar ele várias vezes pra explicar de novo essa questão dos direitos autorais. Isso acontece porque a internet tá aí cheia de informação e é fácil achar que tudo é público.

Tem também o caso da Mariana, que vê um texto super bem escrito e já assume que é confiável sem checar a fonte. Isso é um problema comum porque às vezes a qualidade do texto pode enganar. Quando pego esses erros na hora, procuro sentar com eles e mostrar exemplos de como checar a procedência da informação, tipo, buscar quem é o autor, qual a credibilidade do site, essas coisas.

Agora falando do Matheus e da Clara, que são dois alunos incríveis na minha turma mas que têm suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de um apoio diferente nas atividades. Eu costumo dividir as tarefas em partes menores pra ele não se perder no meio do caminho. Também uso lembretes visuais – tipo cartazes ou post-its – pra ajudar ele a manter o foco no que tá fazendo. Aí teve uma vez que tentei usar um aplicativo de gerenciamento de tarefas com ele, mas acabou não funcionando muito bem porque ficava mais uma distração do que uma ajuda. Então voltei pro básico com as listas de papel mesmo.

Já a Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais previsível e estruturado. Com ela eu sempre deixo claro o que vai acontecer em cada aula, com direito a cronograma escrito na lousa. Olha, já percebi que ela responde muito bem quando as instruções são claras e diretas. Uma coisa que adoramos fazer juntos são as atividades em vídeo porque ela ama audiovisual. Mas notei que em situações muito barulhentas ela se desorganiza, então tento sempre garantir espaços mais tranquilos ou até fones de ouvido com música calma pra ajudar na concentração.

Enfim, cada dia é um desafio diferente e uma nova aprendizagem pra mim também. Esses momentos do cotidiano escolar me mostram o quanto ensinar não é só passar conteúdo, mas entender cada aluno no seu tempo e jeito de aprender. É nisso que vejo sentido em ser professor – na troca constante com os meninos.

Bom, pessoal, fico por aqui hoje. Espero ter ajudado vocês a visualizar um pouco mais dessa nossa rica experiência em sala de aula. Qualquer coisa estamos aí pra trocar mais ideias! Um abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LGG701 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.