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EM13LGG703Linguagens e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG703 da BNCC, no meu entendimento, é sobre a galera saber usar as ferramentas digitais e diferentes mídias não só pra aprender, mas também pra criar coisas juntos. Não é só saber mexer num computador ou num celular, mas saber se comunicar, trabalhar em equipe e criar algo colaborativo. Isso é super importante hoje em dia. Quando o aluno sai do ensino médio, ele precisa estar preparado pra esse mundo digital que a gente vive. Eles têm que conseguir fazer um vídeo, elaborar uma apresentação ou até mesmo colocar uma ideia no papel de forma criativa e autoral usando as ferramentas que estão disponíveis.

E assim, quando os meninos chegam no 2º ano, eles já vêm com uma certa base do 1º ano. Já tiveram contato com apresentações em PowerPoint, trabalharam em grupos pra pesquisar alguma coisa no Google e fazer uma redação coletiva, por exemplo. Então eles não começam do zero, a gente só vai aprofundando isso. A ideia é que eles saiam de lá sabendo trabalhar em equipe de verdade e que consigam usar essas ferramentas não só pra fazer um trabalho escolar, mas pra qualquer situação que eles enfrentem fora da escola.

Agora vou contar pra vocês algumas atividades que costumo fazer na minha turma pra desenvolver essa habilidade.

Uma das coisas que fazemos é um projeto de vídeo-documentário. Aí a turma se divide em grupos de 4 ou 5 alunos. Eles escolhem um tema relevante na comunidade deles, algo que faz sentido conversar e explorar. O material básico é celular mesmo, porque todo mundo tem um ou conhece alguém que pode emprestar. E aí eles vão atrás de entrevistas, imagens, conteúdo que ajude a contar aquela história. Essa atividade leva algumas semanas porque tem todo um processo: planejamento, gravação, edição e apresentação final pros colegas. Da última vez que fizemos isso, teve o grupo da Júlia e do Lucas que falou sobre reciclagem no bairro deles. Eles entrevistaram um coletor de recicláveis super simpático que contou um monte de histórias interessantes! Os alunos se empolgam bastante nesse tipo de atividade porque veem o resultado do trabalho deles tomando forma.

Outra coisa bacana que fazemos é criar uma revista digital colaborativa. Aqui a gente usa o Canva porque é fácil de usar e tem muitas opções bacanas pra diagramação. A turma vira uma mini redação: tem gente que escreve textos, outros cuidam das imagens e fotos, alguns fazem entrevistas… E eu dou liberdade pra eles escolherem os temas, desde que todos os textos se conectem de alguma forma. Geralmente a gente leva uns dois meses trabalhando nisso aos pouquinhos. A turma fica animada porque no final a revista fica disponível online pros pais verem, pros outros professores… Da última vez a revista tinha até dicas culturais da cidade dadas pelo grupo da Ana e do Pedro, o pessoal adorou!

E também faço uma atividade chamada “debate virtual”. Aqui eu divido a turma em dois times e cada um precisa defender um ponto de vista sobre um tema polêmico atual usando artigos, vídeos ou qualquer tipo de mídia que eles encontrem como suporte. Usamos o Google Sala de Aula pra organizar tudo: cada time posta seus materiais lá e a gente faz o debate durante as aulas ao longo de duas semanas. Aí é legal porque mesmo quem é mais tímido acaba participando através das postagens online. Tipo na última vez que fizemos isso com o tema “redes sociais fazem mais bem ou mal?”, o Caio, que é bem quieto na aula normal, mandou super bem defendendo o ponto positivo das redes.

No fim das contas, essas atividades não são só pro pessoal aprender a usar tecnologia ou fazer uns trabalhos bonitos. É mais sobre aprender a trabalhar em conjunto e valorizar o processo de criação coletiva. Ainda mais nessa fase da vida deles em que estão começando a descobrir quem são e o que querem pro futuro. Aí eu acho importante dar espaço pra criatividade deles florescer enquanto aprendem habilidades práticas.

Bom, espero ter ajudado vocês por aqui com essas ideias! Se alguém já fez algo parecido ou tem outra proposta legal pra essa habilidade, comenta aí pra gente trocar ideia!

Então, gente, continuando aqui a conversa sobre a habilidade EM13LGG703, o que eu mais gosto é de ver como os meninos vão se desenvolvendo no dia a dia. Às vezes, nem precisa de uma prova formal pra perceber quem tá pegando o jeito. É só ficar de olho quando a galera tá trabalhando em grupo ou até mesmo quando eles tão ali no intervalo, trocando ideia.

Por exemplo, teve um dia que eu tava circulando pela sala enquanto a turma tava fazendo uma atividade de criação de um podcast. Aí, eu ouvi o João explicando pro Lucas como usar um software de edição de áudio. Ele tava falando com tanta naturalidade e confiança que me fez pensar, "ah, esse entendeu mesmo". Não era só repetir o que eu tinha falado na aula anterior, mas ele tava trazendo exemplos próprios e mostrando umas funcionalidades do programa que nem todo mundo tinha percebido ainda. Esse tipo de situação é um termômetro ótimo pra mim.

Outra coisa bacana é quando você vê os alunos colaborando entre si e usando o que aprenderam pra resolver problemas práticos. Tipo uma vez que a Maria e a Júlia estavam discutindo sobre como melhorar a qualidade do som de um vídeo que elas tavam fazendo. Elas foram atrás de tutoriais, testaram várias configurações e no final conseguiram um resultado bem legal. É nisso que a gente vê que a habilidade foi assimilada, quando eles conseguem aplicar o conhecimento numa situação real.

Agora, falando dos erros comuns, tem alguns que sempre aparecem. Um erro clássico é na hora da pesquisa. O Rafael, por exemplo, teve dificuldade em selecionar informações relevantes quando tava desenvolvendo uma apresentação. Ele encheu os slides de texto copiando e colando direto da internet sem analisar o que era importante ou se aquilo tava atualizado. Isso acontece porque eles muitas vezes acham que quantidade é melhor do que qualidade. Quando percebo esse tipo de erro, procuro mostrar pra eles como filtrar as informações e priorizar o que realmente vai ajudar na hora de apresentar.

Outro erro frequente é na questão da cooperação em grupo. Às vezes, o pessoal se empolga tanto com as ferramentas digitais que esquece do lado colaborativo. Teve uma atividade em que o Felipe ficou responsável por editar um vídeo e acabou fazendo tudo sozinho porque achou mais fácil do que esperar pelos outros. Isso vai contra o espírito colaborativo da habilidade. Então, quando vejo isso acontecendo, tento mediar as tarefas entre eles e sugiro plataformas onde todos possam colaborar ao mesmo tempo, tipo aqueles documentos online compartilhados.

Agora, sobre os alunos com necessidades específicas como o Matheus e a Clara, é sempre um desafio adaptar as atividades pra eles e garantir que ninguém fique pra trás. O Matheus tem TDAH e ele precisa de estímulos diferentes pra manter o foco. Com ele, descobri que dividir as tarefas em etapas menores funciona muito bem. Por exemplo, uma atividade maior eu divido em pequenas metas diárias e vou acompanhando com ele cada progresso alcançado. Assim ele não fica sobrecarregado e consegue ir avançando sem perder o interesse.

Já a Clara tem TEA e com ela o desafio é um pouco diferente. Ela tem mais facilidade em tarefas individuais do que em grupo por causa das dificuldades de comunicação típicas do espectro autista. Então, procuro oferecer opções onde ela possa contribuir no projeto geral mas com uma parte do trabalho que ela possa fazer mais isoladamente no começo. Depois vou integrando aos poucos com o resto da turma. Materiais visuais são super úteis pra Clara também, então sempre uso gráficos e mapas mentais pra ajudar na compreensão.

Teve uma vez que tentei uma atividade em grupo sem essas adaptações e foi um desastre total pro Matheus e pra Clara. Eles ficaram perdidos e frustrados, então aprendi a importância de ajustar meu planejamento conforme as necessidades deles.

Bom, pessoal, acho que é isso sobre a habilidade EM13LGG703 por enquanto. Espero ter ajudado vocês com esses relatos! Se alguém tiver perguntas ou quiser compartilhar experiências também, tô aqui pra ouvir! Abraço grande!

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