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EM13LGG704Linguagens e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e busca de informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de produção e distribuição do conhecimento na cultura de rede.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG704 da BNCC é um baita desafio, mas também uma oportunidade incrível. Quando a gente fala de "apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e busca de informação", o que a gente quer é que os meninos não só saibam procurar coisa no Google, sabe? É mais do que isso. Eles precisam entender o que tão lendo, questionar a fonte, cruzar informações e tirar suas próprias conclusões. Tipo assim: não é só pegar o primeiro link que aparece e achar que já tá sabidão. Tem que ter aquele olhar crítico e pensar "será que isso aqui faz sentido?", "quem é que tá dizendo isso?", "posso confiar nessa informação?".

Na prática, um aluno do 2º ano do Ensino Médio tem que saber fazer uma pesquisa decente. Isso significa ir além do Wikipedia da vida, sabe? Eles têm que ser capazes de usar ferramentas variadas, talvez explorar uma base de dados acadêmica, ou até mesmo consultar um livro físico (isso ainda existe, hein!). E o mais importante: eles precisam saber organizar essas informações de forma coerente pra comunicar o resultado dessa pesquisa. A grande pegada é essa cultura de rede, onde tudo tá conectado, e eles têm que aprender a navegar nisso sem se perder.

Agora, sobre como isso se conecta com o que eles já sabiam antes... Bom, os meninos já chegam no 2º ano com uma noção básica de pesquisa, porque isso é trabalhado desde cedo. No 1º ano do Ensino Médio já fazem umas pesquisas mais simples, mas o foco era mais em aprender a buscar e selecionar as informações. No 2º ano a ideia é aprofundar esse olhar crítico.

Vou contar três atividades que eu faço com eles pra desenvolver isso aí. A primeira é um trabalho chamado "Fake News Detective". Pra essa atividade eu uso jornais impressos antigos, revistas, e acesso à internet na sala (temos uns computadores disponíveis e alguns usam o celular mesmo). Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco e dou pra cada grupo algumas notícias. Eles têm que investigar essas notícias e determinar se são verdadeiras ou falsas. E não basta só dizer "é fake", têm que explicar o porquê. Eles usam os recursos pra buscar outras fontes de informação e ver se acham evidências concretas. Da última vez que fizemos isso, o grupo da Mariana encontrou uma notícia antiga sobre uma previsão apocalíptica que nunca aconteceu. Eles foram super bem em explicar a origem do boato e ainda riram muito com as teorias absurdas.

Outra atividade bacana é o "Wiki Edit-a-thon". Essa é inspirada nos edit-a-thons mesmo, onde as pessoas se reúnem pra editar artigos da Wikipedia. A diferença é que eu organizo aqui na sala com temas específicos relacionados aos conteúdos que estamos estudando. Primeiro eu explico como funciona a edição na Wikipedia, mostro algumas diretrizes básicas pra eles não saírem editando qualquer coisa e faço um guia rápido sobre fontes confiáveis. Depois eles escolhem um artigo relacionado ao tema da aula (como um autor literário ou movimento artístico) e se dividem entre quem vai buscar informações novas, quem vai revisar o texto existente e quem vai adicionar referências. Isso leva umas duas aulas inteiras pra fazer direito. Na última vez fizemos com temas da Semana de Arte Moderna e a turma ficou empolgada em ver as edições ao vivo. O João até disse que se sentiu importante contribuindo pra algo real.

A terceira atividade é mais prática: chama-se "Palestra Digital". Eu trago vídeos curtos de palestras online, tipo TED Talks ou outras plataformas bacanas de divulgação científica. Aí os alunos têm que assistir e depois preparar uma apresentação rápida sobre as ideias principais usando outras fontes pra complementar. O material é bem variado: pode ser só um projetor com computador ou até mesmo os celulares deles quando a sala tá cheia demais pra todo mundo ver junto. Um dia desses a Ana Paula fez uma apresentação incrível sobre mudanças climáticas depois de assistir uma palestra da Greta Thunberg. Ela trouxe dados atualizados de artigos científicos pra reforçar a fala dela e deixou todo mundo impressionado.

De modo geral, essas atividades tomam tempo - entre duas a três aulas cada - mas o retorno é muito positivo. Os meninos gostam porque eles sentem que estão participando ativamente das aulas, usando ferramentas reais do dia a dia deles e aprendendo algo útil. E eu saio feliz porque vejo que estão ficando mais críticos, mais atentos ao mundo lá fora. É isso galera! Espero ter ajudado com essas ideias aí! Abraço!

Aí, sabe quando você percebe que o aluno aprendeu mesmo? É nos pequenos detalhes do dia a dia. Não é na prova, mas naquele momento em que você tá circulando pela sala e ouve a conversa da Ana com o João, por exemplo. Eles começam a discutir sobre uma notícia que viram na internet e a Ana vira pro João e fala "mas você viu de onde veio esse dado? Será que é confiável mesmo?" Aí eu penso "olha aí, ela pegou o espírito da coisa!". Ou então quando o Lucas tá ajudando o Pedro com um trabalho e solta um "tem que ver se não é fake news, cara". Essas coisinhas mostram pra mim que eles não tão só reproduzindo o que ouviram, mas já tão começando a aplicar de forma crítica.

E tem também quando eles me perguntam coisas que mostram que tão indo além do básico. Tipo, outro dia o Carlos me chamou e perguntou "professor, como é que eu posso saber se esse site aqui é mesmo confiável?" Aí sim, vejo que ele quer entender mais a fundo, quer ir além do superficial. E nem preciso falar da alegria quando alguém traz um exemplo de uma pesquisa própria sobre um tema que discutimos em aula. É como se as peças estivessem se encaixando.

Agora, não vou mentir. Tem uns erros bem comuns nesse processo. Um clássico é pegar só o que tá no Wikipedia e achar que já fez uma super pesquisa. Tinha um aluno, vamos chamar de Felipe, que sempre fazia isso. A galera às vezes tem essa ideia de que só porque tá na internet é verdade absoluta. E também tem aquele hábito de não checar a data da publicação. A Mariana uma vez tava toda empolgada com uma pesquisa sobre tecnologia, mas tava usando dados de 2008 como se fosse novidade! Aí tenho que dar aquele toque, explicar que informação defasada pode mudar todo o contexto.

O desafio maior mesmo é quando tem alunos como o Matheus, que tem TDAH. Pra ele, eu tento sempre quebrar as atividades em partes menores. Não dá pra deixar um texto grande esperando que ele absorva tudo de uma vez. Prefiro usar material visual pra ajudar. Tipo, mapas mentais ou vídeos curtos funcionam bem pra ele se concentrar sem se perder no mar de informações. E pausas frequentes também ajudam muito pro Matheus não perder o foco.

Com a Clara, que tem TEA, a abordagem já é diferente. Ela lida melhor com rotinas fixas e previsíveis. Então, mantenho sempre um cronograma bem estruturado e tento avisar com antecedência qualquer mudança. Uso fones de ouvido pra ela quando o barulho na sala tá demais e crio atividades que envolvem interesses específicos dela, tipo leitura ou pesquisas sobre temas que ela adora. Isso faz com que ela participe mais ativamente.

Claro que nem tudo funciona sempre. Já tentei usar um aplicativo de leitura dinâmica com o Matheus achando que ia ser top, mas foi um desastre. Ele ficou mais agitado ainda! E com a Clara uma vez propus uma atividade em grupo sem preparar ela direito antes e percebi logo que não tava rolando. Aprendi que tem que ir testando devagarinho pra ver o que encaixa melhor pra cada um.

Bom, é isso aí pessoal. Dá trabalho, mas ver os meninos desenvolvendo esse olhar crítico faz tudo valer a pena. Cada dia é um aprendizado também pra gente como professor, né? Continuo aqui trocando ideia com vocês e aprendendo junto nesse mundão da educação.

Até a próxima!

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