E aí, galera! Tudo certo? Hoje vim aqui falar sobre como trabalho a habilidade EF15AR03 da BNCC com meus alunos do 1º Ano. Olha, de início, quando a gente lê esse negócio de "reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas", parece meio complicado, né? Mas na prática, é mais simples do que parece. Essa habilidade tem tudo a ver com ajudar os meninos a perceber como diferentes influências culturais e estéticas estão presentes nas artes que eles veem no dia a dia. É como mostrar pra eles que aquela música que eles adoram dançar tem um pouquinho da cultura africana, ou que o bordado que a avó faz tem raízes em técnicas indígenas. Saca?
No primeiro ano, os alunos já vêm com uma noção básica de arte, tipo, eles sabem desenhar, colar umas coisas, cantar musiquinhas da escola. Mas essa habilidade pede um passo além: é fazer eles perceberem de onde vêm essas coisas que eles já gostam de fazer. Por exemplo, quando eles desenham uma casa igual sempre desenham, a casinha com chaminé (mesmo em Goiânia onde ninguém tem chaminé!), eu pergunto: "De onde vocês acham que veio essa ideia?". E a gente vai descobrindo junto.
Agora deixa eu contar umas atividades práticas que eu faço com os meninos pra trabalhar isso.
Uma das coisas que eu gosto de fazer é um mural cultural. Uso papel kraft e deixo disponível várias revistas velhas, cola e tesoura. Organizo a turma em grupos de três ou quatro alunos e dou umas boas duas aulas pra eles montarem o mural. Peço pra cada grupo escolher um tema, pode ser comida brasileira, música ou alguma outra manifestação cultural. Eles têm que encontrar imagens e palavras nas revistas que representem as diferentes influências culturais nesse tema. Por exemplo, quando eles escolhem comida, acabam descobrindo que o acarajé vem dos africanos e o sushi dos japoneses. Na última vez que fiz essa atividade, o João e a Mariana ficaram super empolgados com o tema festas brasileiras e encheram o mural com imagens do Carnaval e do Bumba Meu Boi. Eles adoraram descobrir as histórias por trás das imagens!
Outra atividade legal é uma roda de conversa sobre música. Levo uma caixa de som pra sala e escolho umas músicas bem diferentes entre si — tipo um samba antigo, um forró animado e uma moda de viola. Aí a gente escuta cada música com atenção e depois conversa sobre as impressões. Os alunos falam o que sentiram, se a música lembrou alguma coisa ou alguém da família deles. Isso dura mais ou menos uma aula inteira. Na última vez que fizemos, a Ana Paula disse que o samba lembrava as festas da avó dela no Rio de Janeiro, enquanto o Daniel disse que o forró parecia as festas juninas da escola dele antiga. Eu adoro essas conversas porque mostram como a arte toca cada um de forma diferente e ainda revela essas influências culturais.
Por fim, gosto muito de fazer uma oficina de artesanato com argila. A ideia aqui é mostrar como técnicas indígenas influenciam nossas práticas hoje em dia. Compro argila num armarinho mesmo (não precisa ser muita) e levo pra sala pra galera colocar a mão na massa! Divido eles em duplas ou trios e deixo eles explorarem por umas duas aulas seguidas. Eles podem criar potinhos, figuras ou qualquer coisa que vier à mente. Durante a atividade, mostro fotos de cerâmicas indígenas para inspirá-los. Na última vez que fizemos isso, o Lucas e o Pedro criaram uma cobra gigante juntos! Ficaram tão orgulhosos do trabalho deles! E eu também fico todo orgulhoso quando vejo como eles conectam esse fazer manual com tradições ancestrais.
Bom, é isso aí galera, essas são algumas das formas que uso pra trabalhar essa habilidade com os meninos do 1º ano. No fim das contas, nada mais é do que abrir os olhos deles pras riquezas culturais ao nosso redor e mostrar que tudo tem uma história por trás. Espero que tenha ajudado alguém aí! Qualquer coisa, só chamar nos comentários! Abração!
E aí, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF15AR03, vou te contar como percebo que os meninos entenderam o conteúdo sem precisar de uma prova formal. Acho que o segredo tá todo ali no dia a dia, enquanto eu circulo pela sala ou escuto as conversas deles. Por exemplo, teve uma vez que eu tava passando pelas mesas e ouvi a Ana Carolina explicando pro Pedro que aquele desenho dela tinha cores vibrantes por causa de um artista que a gente estudou. Cara, ela disse "ele usava muito essas cores porque queria mostrar alegria". Aí eu pensei: "ah, essa entendeu!". Essas observações valem ouro. Tem muita coisa que a gente pega no ar mesmo, tipo quando uma criança levanta a mão e diz "professor, isso aqui é igual ao que a gente viu naquele quadro, né?". Isso mostra que eles tão fazendo conexões.
Outra situação foi quando o João tava todo empolgado mostrando um desenho dele e disse que se inspirou num grafite que ele viu no caminho da escola. Ele comentou sobre as linhas e como o artista misturava figuras humanas com formas abstratas. Eu vi ali que ele tava aplicando o que discutimos em aula sobre influência de diferentes estilos. Nessas horas você percebe que o aprendizado tá acontecendo de verdade.
Agora, vamos falar dos erros comuns. Ah, isso faz parte do processo, né? Uma coisa que vejo muito é a confusão entre estilos artísticos e temas. Tipo, a Maria às vezes fala que um tema é um estilo e vice-versa. Teve um dia que ela tava desenhando umas paisagens e disse "esse aqui é impressionismo porque tem árvore", mas na verdade era só uma paisagem. Mas tudo bem, isso acontece porque os meninos ainda tão começando a separar os conceitos na cabecinha deles. O que eu faço nessas horas é dar exemplos bem concretos. Mostro pra eles dois quadros: um pelo tema e outro pelo estilo, e vamos conversando sobre as diferenças.
Outra questão é quando eles interpretam só pela aparência, sem considerar a ideia por trás. O Lucas achou que uma obra era só "bonita" sem entender a crítica social embutida ali. Acho que eles erram assim porque ainda tão aprendendo a olhar além da superfície. Então eu costumo fazer perguntas bem diretas tipo "o que você acha que o artista quis dizer com isso?" e vou guiando pra aprofundar um pouco mais.
Ah, e tem o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na nossa turma. Cara, cada aluno é único e requer adaptações pras atividades funcionarem bem pra eles também. Com o Matheus, precisei ser criativo com tempo e materiais. Ele adora se mexer, então quando faço atividades artísticas, deixo ele levantar e usar o quadro branco pra desenhar as ideias dele antes de passar pro papel. Funciona porque é como se ele estivesse "descarregando" toda a energia num lugar apropriado.
Com a Clara, preciso ser mais cuidadoso na maneira como apresento as tarefas. Ela se beneficia muito de instruções visuais claras e previsíveis. Então eu preparo cartões visuais com passo-a-passo do que vamos fazer na aula. E olha, isso ajuda não só ela, mas a turma toda! Descobri também que ela gosta de trabalhar com materiais mais táteis, então uso massinha ou colagens onde ela pode tocar e manipular os objetos.
Claro, nem tudo sempre funciona de primeira. Teve uma vez que tentei colocar música durante uma atividade pra ver se ajudava os dois a se concentrarem melhor. Pro Matheus até rolou bem porque ele curte som ambiente, mas pra Clara foi um desastre porque ela ficou muito distraída com o barulho. Então aprendi que às vezes menos é mais em termos de estímulo sensorial.
Bom pessoal, acho que por hoje é isso! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais de como essa habilidade pode ser trabalhada de forma prática na sala de aula com nossos pequenos artistas. Se tiverem alguma dúvida ou quiserem compartilhar suas próprias experiências, tô por aqui sempre! Um abraço!