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EF15AR13Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

MúsicaContextos e práticas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF15AR13 da BNCC, pra mim, é sobre os meninos começarem a ver música em tudo que tá ao redor deles e entenderem que ela não é só aquela coisa que a gente escuta no rádio ou no celular. É perceber que música tem função e significado diferentes dependendo do momento e do lugar, tipo assim: a trilha sonora de um filme faz a gente sentir coisas sem perceber, uma música na igreja tem um papel diferente da que toca numa festa de aniversário, sabe? Então, no segundo ano, eles precisam começar a identificar essas coisas e apreciar. Não é só gostar ou não gostar de uma música, mas entender por que ela tá ali e o que ela tá fazendo.

Na prática, é ver se os alunos conseguem prestar atenção no tipo de música que toca quando eles tão no shopping ou assistindo a um desenho na TV e por quê. O que muda se aquela música não estivesse lá? E ligar isso ao que eles já tão aprendendo desde o primeiro ano, que é ouvir música com cuidado e tentar entender o que tem por trás dela — ritmo, melodia, letra. No segundo ano, a gente só estende isso pro ambiente deles.

A primeira atividade que eu faço é uma roda de conversa bem simples. Cada aluno traz uma música que gosta ou alguma que ouviu em algum lugar durante a semana. Podem ser músicas dos desenhos animados preferidos deles, trilhas sonoras de jogos ou qualquer música tocada em casa. Organizamos a turma em círculo e passamos o celular ou pequeno rádio portátil com a música escolhida. Demora cerca de uns 50 minutos essa atividade toda. Na última vez que fizemos isso, o Pedro trouxe uma música de um jogo que ele adora. Ele explicou como a música faz ele querer jogar melhor e ficar mais animado. Os outros meninos ficaram empolgados porque muitos jogam o mesmo jogo e nunca tinham parado pra pensar nisso. Foi legal ver como eles se conectam com momentos do cotidiano.

Outra atividade que faço bastante são as músicas do cotidiano na prática. Eu gravo sons do dia a dia: pássaros cantando, carros passando, alguém batendo palma na rua. São sons comuns pra mim e pra eles também. Aí levo pra sala junto com um teclado simples ou uma flauta doce. Organizamos grupos pequenos, tipo duplas ou trios, pra explorar como esses sons podem virar uma "música". A tarefa deles é criar uma pequena apresentação com esses sons e os instrumentos, em cerca de 30 minutos. Olha, é incrível como surgem ideias! Da última vez, a Luísa e o João pegaram sons de cachorros latindo misturados com notas do teclado e criaram uma espécie de "canção da vizinhança". Eles mesmos riram muito, mas também perceberam como sons do dia a dia podem ter ritmo e harmonia.

E tem uma outra atividade mais elaborada que leva umas duas aulas: exploração musical com vídeos curtos. A gente assiste trechos de filmes ou desenhos animados sem som e depois com som. Divido a turma em grupos pequenos e damos uns 40 minutos pra cada grupo criar uma "trilha sonora" pro trecho mudo usando instrumentos simples: pandeiros, chocalhos ou mesmo batendo nas carteiras. Depois assistimos de novo com som e discutimos como muda nossa percepção da história. Na última vez, escolhi um trecho de um desenho sobre dinossauros. O Lucas foi o responsável por dar som ao rugido do dinossauro usando o pandeiro e ele fez isso tão bem que a turma toda vibrou! Quando assistimos com o som original, eles entenderam direitinho como a música adiciona emoção ao visual.

Essas atividades são legais porque os meninos começam a perceber que música tá por todo lado e tem um papel diferente dependendo do contexto. Eles não só ouvem mais atentamente como percebem o poder da música em influenciar emoções e ações. E é isso que eu acho que é apreciar criticamente: questionar por quê e pra quê aquela música tá ali.

Então é isso aí! Espero ter ajudado vocês a pensar em como trabalhar essa habilidade na sala de aula. Música é um universo incrível e cheio de possibilidades pros nossos alunos explorarem! Se tiverem mais ideias ou quiserem compartilhar experiências, tô por aqui!

é entender o porquê ela tá ali, qual é o efeito dela. E olha, é legal demais ver quando a coisa começa a fazer sentido pra eles. Não tem nada como aquele momento em que você percebe que um aluno captou a mensagem, sem precisar de uma prova formal pra isso, sabe?

Aí, como é que eu vejo que eles tão pegando a ideia? Bom, circulando pela sala dá pra perceber bastante coisa. Tipo assim, quando os meninos estão fazendo uma atividade em grupo e começam a discutir entre eles sobre a função de uma música num filme que assistiram. Às vezes, passo por perto e ouço um dizendo algo como "essa música faz a cena ficar mais triste", ou "essa aqui dá vontade de dançar". Quando eles começam a usar esse tipo de linguagem por conta própria, sem eu ter que soprar nada, aí eu sei que eles entenderam.

Teve uma vez que a Ana Clara, uma aluna bem esperta, tava explicando pro João, que tava meio perdido. Eles estavam ouvindo uma música em sala e ela disse: "João, essa música tá aqui pra gente sentir medo na história! Imagina se fosse uma música alegre? Ia estragar tudo!". Olha, nem precisei intervir; ela matou a charada.

Agora, falando dos erros mais comuns... É normal nessa idade querer dizer se gosta ou não gosta de uma música e pronto. O Pedro é um desses meninos que sempre diz "não gosto dessa música" sem pensar muito mais além disso. Aí eu sempre tento puxar mais dele: "Tá bom, Pedro, mas por que você não gosta? O que você acha que a música quer fazer você sentir e é por isso que não gosta?" Muitas vezes eles só não pararam pra pensar nesse lado da coisa.

Outra coisa comum é confundir a função da música com a letra. Tipo, o Lucas escutou uma música triste só que com letra animada e ficou confuso. Ele comentou: "Mas professor, como pode ser triste se tá falando de coisa boa?". Aí eu expliquei: "Lucas, escuta só os instrumentos e o ritmo também. Às vezes, a melodia triste é o que importa mais do que as palavras".

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, preciso mudar algumas coisinhas nas atividades. Ele tem muita energia e às vezes se perde fácil quando é algo mais longo ou repetitivo. Então procuro fazer atividades mais rápidas e diversificadas pra ele não perder o interesse. Tipo assim, permitir que ele desenhe enquanto escuta música ou até use instrumentos simples pra acompanhar o ritmo ajuda bastante. Uma vez ele trouxe umas batucadas ótimas usando apenas lápis na carteira enquanto ouvia um clipe musical.

Já com a Clara, que tem TEA, as coisas funcionam um pouco diferente. Ela precisa de mais previsibilidade e rotina. Então procuro explicar tudo antes de começar qualquer nova atividade e manter uma estrutura clara. Por exemplo, falo sempre o passo a passo antes de começar: "Primeiro vamos ouvir essa parte da música; depois vamos conversar sobre como ela nos faz sentir". Também uso cartões visuais pra ajudar ela a associar emoções com músicas específicas. E olha só pra você ver: numa atividade sobre trilha sonora de filmes, ela associou direitinho cenas alegres com músicas animadas só olhando pros cartões.

E claro, não é sempre que funciona de primeira. Já tentei algumas dinâmicas usando vídeos longos e percebi rápido que a Clara ficava sobrecarregada. Aí foi preciso ajustar o tempo das atividades pra garantir que ela pudesse processar tudo melhor.

Bom, pessoal, é isso aí! Acho importante estar sempre observando e ajustando nosso jeito de ensinar conforme vamos conhecendo melhor cada aluno. Não existe fórmula mágica; cada dia é um desafio diferente e uma oportunidade nova de aprender junto com eles. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências também, vou adorar trocar umas ideias! Abraços!

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