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EF15AR20Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes matrizes estéticas e culturais.

TeatroProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF15AR20 da BNCC no 3º ano, a gente tá falando basicamente de fazer com que os meninos experimentem o teatro de uma forma bem colaborativa e autoral. É como se eles estivessem num grande laboratório onde podem testar várias ideias juntos, usando o corpo, as expressões e até elementos culturais diferentes. O que eles precisam conseguir é basicamente contar uma história, improvisar, mexer o corpo e interagir em grupo. E não é só fazer qualquer coisa, tem que ser algo que faça sentido dentro de uma narrativa ou uma cena que eles criaram.

O legal é que eles já chegam com alguma base do 2º ano. Ano passado, lembro que a professora Ana trabalhou bastante com eles a expressão corporal e a questão de ouvir o colega na hora de criar histórias juntos. Então, agora no 3º ano, eu dou um passo além: pego essa base que já veio e ajudo eles a colocar mais camadas na coisa, incluindo elementos culturais ou estéticos novos. Isso dá mais complexidade pras histórias, e os desafia a pensar diferente.

Uma das atividades que faço é chamada “A Caixa Mágica”. A ideia é que eu levo uma caixa comum, pode ser até uma caixa de sapato, mas dentro dela eu coloco alguns objetos inusitados, tipo um chapéu velho, um lenço colorido, uma pequena máscara. A turma fica curiosa pra saber o que tem dentro. Divido eles em grupos de quatro ou cinco e dou uns 20 minutos pra olharem os objetos e criarem uma pequena cena em cima disso. O legal é ver a criatividade deles fluindo. Da última vez, o Joãozinho pegou um lenço e se transformou num mágico super engraçado. Claro que no começo rola aquela confusão e risadas, mas depois eles começam a discutir ideias mais focadas e a cena vai ganhando forma. É bem legal ver eles se envolvendo tanto.

Outra atividade que funciona bem é chamada “História em Movimento”. Pra essa eu só preciso do espaço da sala mesmo ou se der na quadra da escola. A ideia é criar uma história usando só gestos e movimentos, sem falar nada. Primeiro, explico pra eles que vamos contar uma história em que cada um vai ser um personagem diferente e eles têm que mostrar isso com o corpo. Geralmente leva uns 30 minutos entre explicar e executar a atividade. Gosto de lembrar pra turma que isso é como na mímica, mas com mais emoção envolvida nos gestos. Na última vez que fizemos isso, a Larissa foi incrível ao representar uma árvore, ela conseguiu transmitir toda a ideia de estar firme ali e se mexer com o vento. A galera aplaudiu de pé! É sempre bacana ver como eles conseguem contar uma história só com expressões.

A terceira atividade que faço chama-se “Teatro dos Sons”. Essa precisa de alguns instrumentos musicais simples: pandeiro, chocalho, ou até utensílios da cozinha como panelas e tampas (porque né, improviso também faz parte). Divido os alunos em grupos novamente e dou uns 30 minutos pra eles pensarem numa cena ou história onde cada som deve representar algo ou alguém: pode ser o som do vento, dos passos de um gigante, ou até da chuva batendo na janela. Na última vez que fizemos isso foi hilário porque o Pedro começou a tocar um chocalho como se fosse uma cobra deslizando na cena que o grupo dele estava criando. Todo mundo caiu na risada quando ele começou a imitar o som da cobra junto! Encorajo sempre os alunos a experimentar fazer sons diferentes com os instrumentos.

Essas atividades ajudam muito no desenvolvimento deles porque trabalham não só a questão artística como também competências sociais importantes como ouvir os colegas, respeitar as ideias diferentes e trabalhar em equipe. No geral, os alunos reagem super bem, mesmo aqueles mais tímidos acabam encontrando seu espaço no grupo ao perceberem o quão importante são suas contribuições.

Bom, essas são só algumas formas que encontrei pra trabalhar essa habilidade do teatro com minha turma do 3º ano. Cada atividade ajuda eles a mergulharem mais fundo nesse universo do teatro enquanto desenvolvem criatividade e trabalho em equipe. E claro, sempre saem algumas boas risadas dos momentos inesperados em sala! Se alguém tiver outras ideias ou sugestões, tô por aqui pra trocar figurinhas!

O legal é que dá pra perceber que os meninos estão pegando a habilidade EF15AR20 não só pela cena final, mas pelas pequenas coisas que acontecem ao longo do caminho. Tipo, quando você circula pela sala e vê a Amanda contando pra turma dela uma ideia de como a história pode começar e os outros já entram na onda, acrescentando novas ideias, você percebe que eles estão entendendo o processo de criação coletiva. Quando um aluno explica pro outro como deve ser a expressão corporal em determinada parte da história, com gestos e tudo, é um sinal claro que eles estão se apropriando dos conceitos do teatro.

Teve um dia que o Pedro e a Júlia estavam discutindo sobre como fazer a transição de uma cena pra outra sem perder o ritmo. Aí a Júlia falou: "Ah, vamos fazer como na peça que vimos semana passada, lembra aquele movimento que eles faziam?" Ali eu pensei: "É isso, eles estão fazendo conexões!" E quando você ouve algo assim, sabe que o aprendizado tá acontecendo.

Claro, nem tudo são flores. Os erros comuns aparecem bastante. O Lucas, por exemplo, sempre começava a improvisar e se perdia no meio do caminho porque esquecia de ouvir o que os colegas estavam dizendo. Às vezes ele fazia uma cena super legal sozinho, mas não se conectava com o restante do grupo. Acho que isso acontece porque tem criança que fica tão empolgada com sua própria ideia que esquece de integrar com as dos outros. Nesse caso, eu paro a atividade e faço uma rodinha pra gente conversar sobre como é importante ouvir e se deixar influenciar pelas ideias dos colegas.

A Ana Clara também teve dificuldades no início. Ela sempre fazia cenas muito parecidas com as das outras equipes porque tinha medo de arriscar algo novo. Isso rola bastante porque é comum o aluno querer seguir o que acha seguro ou o que parece mais fácil. Pra ajudar, eu gosto de incentivar essas crianças a se envolverem mais nos brainstormings e a não ter medo de errar. Se preciso, faço uma dinâmica só com ela ou em dupla antes de voltar pro grupo todo.

Agora, quando falamos do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA, a abordagem precisa ser diferente mesmo. Com o Matheus, eu percebi que ele tem muita energia e dificuldade pra manter o foco por muito tempo em uma atividade só. Então, uma coisa que funciona bem é dividir as atividades em partes menores e dar pequenos intervalos entre elas. Também deixo ele usar objetos nas cenas porque isso ajuda a manter o foco dele no personagem ou na ação que ele tá desenvolvendo.

Já com a Clara, que tá no espectro autista, é essencial ter atenção aos estímulos sensoriais. Eu sempre tento criar um espaço mais calmo no canto da sala onde ela pode participar das atividades sem se sentir sobrecarregada pelo barulho ou pela movimentação excessiva dos outros alunos. Uso materiais visuais com ela, como cartões com emoções ou expressões faciais desenhadas pra ajudá-la a entender melhor como expressar certos sentimentos nas cenas.

Uma vez fizemos um exercício onde cada um tinha uma máscara e precisava mostrar uma emoção diferente em cena. A Clara usou uma máscara feliz mas seu corpo estava rígido. Expliquei pra turma toda como até as pequenas mudanças no corpo podem fazer diferença na interpretação e ela foi ajustando devagarinho até se sentir confortável.

Bom, é isso galera! Tentar novas estratégias é sempre um desafio mas ver os meninos se expressando e colaborando é gratificante demais. Acho que esse tipo de troca aqui no fórum ajuda muito porque cada turma tem suas características únicas e sempre dá pra aprender mais sobre como lidar com essas diferenças. Valeu por lerem!

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