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EF15AR23Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

Artes integradasProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF15AR23 da BNCC com a turma do 3º ano é um negócio que eu curto muito, sabe? Na prática, essa habilidade está ligada a fazer os meninos reconhecerem e experimentarem como diferentes linguagens artísticas se relacionam entre si. A gente tá falando de artes visuais, música, teatro, dança, tudo junto e misturado em projetos temáticos. O lance é fazer eles perceberem que as artes não ficam isoladas, cada uma na sua caixinha, mas que elas conversam entre si de várias maneiras.

Se você for ver, o que os alunos precisam conseguir fazer é justamente enxergar essas relações e também botar a mão na massa pra experimentar isso. É tipo assim: eles têm que entender que uma música pode inspirar uma pintura, ou que uma cena de teatro pode ser expressa em dança. E como eles já vêm do 2º ano com uma base de percepção artística, onde já tiveram contato com várias formas de arte de forma mais básica, agora a gente aprofunda isso e começa a unir os pontos entre as linguagens.

Agora vou contar três atividades que faço com a minha turma pra trabalhar essa habilidade. Primeiro, tem uma atividade que chamo de "Cores e Sons". É bem simples e usa materiais básicos: papéis coloridos, lápis de cor, giz de cera e um aparelho pra tocar música (pode ser até o celular). Eu divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos. Aí toco algumas músicas instrumentais bem variadas – tipo clássicas, jazz, alguma coisa mais moderna sem letra –, e peço pros meninos desenharem o que estão sentindo ou imaginando ao ouvir cada música. Essa atividade normalmente leva uma aula inteira, uns 50 minutos.

Os alunos geralmente reagem de forma bem entusiasmada. Na última vez que fizemos, o João ficou super empolgado com uma música clássica e desenhou um campo com flores dançantes – ele dizia que as flores estavam dançando conforme a música. A Maria Clara se concentrou numa música mais agitada e fez um desenho todo em vermelhos e laranjas dizendo que parecia fogo dançando. Esse tipo de atividade ajuda eles a perceberem como som e imagem se relacionam.

Outra atividade legal é o "Teatro das Cores". Aqui a gente trabalha com materiais como tecidos coloridos, alguns objetos simples como chapéus ou máscaras e até mesmo instrumentos musicais pequenos como flautas ou pandeiros. A ideia é fazer pequenas esquetes teatrais onde cada grupo escolhe uma paleta de cores para representar emoções ou temas específicos. Divido a turma em 3 ou 4 grupos, dependendo do número de alunos.

Essa atividade costuma levar duas aulas. Na primeira aula eles criam o roteiro e escolhem as cores e os materiais; na segunda aula eles apresentam as cenas pro resto da turma. A última vez foi hilária! O grupo do Pedro escolheu tons escuros pra representar um mistério e fizeram uma cena investigativa onde cada um tinha um papel específico – tipo detetive, suspeito e tal. Já o grupo da Ana Clara escolheu cores quentes pra uma cena alegre num parque de diversões. E no final das apresentações a galera sempre gosta de discutir por que escolheram aquelas cores e como elas ajudaram na cena.

A terceira atividade é o "Dança dos Objetos". Aqui usamos objetos do dia a dia: pode ser cadeira, garrafa plástica vazia, ou qualquer coisa que esteja à mão. A ideia é criar movimentos de dança inspirados na forma ou na utilidade desses objetos. Deixo os alunos livres pra escolherem seus próprios objetos e formo duplas ou trios pra facilitar o trabalho em equipe.

Normalmente leva uma aula inteira também. Os alunos têm que pensar em movimentos que representem o objeto escolhido – tipo rodar como uma garrafa girando ou pular como uma mola. E olha, os meninos adoram! O Lucas e o Gabriel da última vez fizeram uma sequência bem legal usando cadeiras – começaram sentados e daí foram incorporando as cadeiras nos movimentos até formar uma coreografia completa.

Essas atividades são maneiras descomplicadas de mostrar pros alunos como as artes podem se misturar e se complementar. O legal é ver como cada aluno traz sua própria visão pras atividades e como isso enriquece o aprendizado de todos na turma.

Bom, acho que é isso! Espero ter ajudado a entender melhor essa habilidade da BNCC e como trabalhar ela na sala de aula. Se alguém tiver outra ideia bacana ou quiser compartilhar experiências também, tô sempre por aqui!

Agora, sobre como a gente percebe que os meninos realmente entenderam essa história de como as linguagens artísticas se relacionam, bom, é tudo muito observacional mesmo. Tipo, enquanto eles estão nos projetos, circulando pela sala, você vai ouvindo uns papos, vendo como eles montam as coisas. Tem uma menina na minha turma, a Júlia, que um dia estava conversando com a colega e aí ela disse: "Nossa, essa música parece a parte daquela dança de ontem!" Aí você pensa: caramba, ela pegou a ideia! E quando eles começam a fazer essas conexões sozinhos ou em grupo, sem a gente ter que ficar em cima falando "pensa nisso", é quando eu vejo que tão no caminho certo.

Também tem aqueles momentos em que um aluno explica para o outro. Outro dia o Pedro tava tentando entender como fazer uma colagem que mostrasse uma cena de teatro e o Lucas chegou e falou: "Pensa em como a cena pode virar uma história. O que tá acontecendo? Que música você acha que tocaria?" Olha, quando isso acontece dá um orgulho danado.

Claro que tem os erros comuns que a gente vê no meio disso tudo. A Marcela, por exemplo, às vezes se empolga demais na hora de desenhar e esquece de pensar na narrativa que ela queria criar. Acaba só concentrando no desenho e não liga ele às outras coisas. A Aninha já é mais do tipo de achar que tudo tem que ser separado — música de um lado, pintura do outro. Ela faz as partes bem, mas falta conectar.

Esses erros acontecem muito porque os meninos estão acostumados a ver cada coisa no seu quadrado. É só lembrar de como as matérias são ensinadas separadamente na escola desde cedo. Aí eu tento lembrar pra eles: "Ei, vamos misturar! Pensa naquela música enquanto você desenha essa cena." E vou puxando mais perguntas pra eles tentarem fazer essas ligações.

E aí vem o Matheus e a Clara. Olha, com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso ser muito criativo e paciente. Ele se distrai fácil, mas também tem uma energia incrível quando tá engajado. O negócio com ele é manter as atividades dinâmicas e curtas. Tipo assim: ao invés de pedir pra ele ficar 30 minutos na mesma tarefa, eu vou quebrando as atividades em blocos menores e variando bastante entre elas. Uma hora ele tá pintando, depois já tá recortando, e por aí vai. E eu sempre tento ter uns materiais que chamem atenção dele — folhas coloridas, texturas diferentes — porque ele responde muito bem a estímulos visuais.

Já a Clara, que tem TEA, ela precisa de mais estrutura e previsibilidade do que tá rolando. Então pra ela eu sempre faço questão de explicar bem antes como vai ser cada etapa da atividade. E olha, uma coisa que funciona muito bem é usar cartões visuais — tipo cartões com imagens das etapas da atividade — pra ela poder saber o que vem a seguir. Além disso, tenho sempre um cantinho mais tranquilo na sala onde ela pode ir caso sinta necessidade de se acalmar.

Uma coisa que testei e não deu certo foi tentar fazer uma atividade onde todo mundo tinha que participar junto ao mesmo tempo. O Matheus ficou agitado demais com tanta gente em volta e a Clara ficou meio perdida. Agora eu sempre procuro maneiras de permitir que eles trabalhem no ritmo deles quando necessário.

Bom pessoal, acho que assim é como eu acabo lidando com essas situações no dia a dia aqui na escola. Cada aluno é único e o legal é ver como cada um vai encontrando seu jeito pra entender e expressar essas linguagens todas juntas. Espero ter dado algumas ideias práticas aí pra vocês também! Até mais!

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