Olha, essa habilidade EF15AR02 da BNCC, que fala sobre explorar e reconhecer elementos das artes visuais, parece um pouco complicada quando a gente olha só na teoria, mas na prática ela é bem mais simples. O que a BNCC tá dizendo é que os meninos do 1º Ano precisam começar a perceber e brincar com os elementos básicos que compõem as artes visuais. Tô falando de coisas como ponto, linha, forma, cor, espaço e movimento. É tipo assim: eles precisam olhar para um desenho ou uma pintura e conseguir identificar essas coisas. Saber que uma linha pode fazer uma forma, que a cor traz emoções diferentes. É meio que dar o alicerce pra eles entenderem e criarem arte de maneira mais consciente.
Agora, se a gente pensa no que eles já sabiam da série anterior, dá pra dizer que os meninos já tinham aquele contato mais intuitivo com a arte. Eles gostam de desenhar e pintar sem muita regra, expressando livremente o que sentem e veem. No 1º Ano, a nossa missão é ajudar eles a começar a olhar pra essas criações e entender um pouco mais do "como" elas são feitas. Tipo assim, descobrir que dá pra criar várias formas usando só linhas ou que misturar cores pode trazer novas sensações pro desenho.
Uma atividade que costumo fazer é o "Desenhando com Linhas". Pra essa atividade, uso folhas de papel A4 e canetinhas coloridas. Eu começo explicando pra turma que as linhas são como caminhos que eles podem criar no papel. Aí eu dou alguns exemplos fáceis, tipo uma linha reta ou uma curva. Depois, peço pra que eles explorem essas ideias criando desenhos só usando linhas. A turma fica espalhada nas mesas mesmas, não precisa de organização especial. Essa atividade dura uns 30 minutos no máximo porque é bem prática. E olha, os meninos adoram! Teve uma vez que o Pedro desenhou um labirinto só com linhas curvas e ele ficou todo orgulhoso mostrando pros amigos.
Outra atividade bacana é o "Explorando as Cores". Pro material dessa atividade, basta tinta guache de várias cores e pincéis. Eu coloco papéis grandes nas mesas e convido eles a misturarem as tintas pra verem o que acontece quando cores diferentes se encontram. A turma trabalha em duplas ou trios porque é legal ver como eles se ajudam e se surpreendem com as misturas de cores. Lembro bem da última vez que fizemos isso, a Mariana misturou azul com amarelo e quando viu que virou verde deu aquele gritinho de surpresa! A atividade leva cerca de 40 minutos porque eles gostam de experimentar bastante.
E aí tem também a atividade de "Criando Formas com Ponto". Nessa eu uso papel em branco e lápis de cor. Exploro com eles como pontos podem criar formas maiores se forem posicionados estrategicamente. Primeiro mostro alguns exemplos simples na lousa - um triângulo só com pontos nas pontas, por exemplo. Depois deixo eles tentarem criar suas próprias formas usando essa técnica. Essa atividade é individual porque cada um acaba desenvolvendo um padrão diferente e leva uns 20 minutos. Uma vez o Lucas apareceu com uma estrela toda feita de pontos e ele tava tão feliz porque nunca tinha pensado em fazer algo assim antes!
Claro que nem sempre tudo sai como planejado! Tem dias que a galera tá animada demais e sai mais bagunça do que arte organizada. Mas faz parte do processo de aprendizado deles também entender como o ambiente pode influenciar na criação artística.
Bom, essas atividades ajudam muito a turma a começar explorar esses conceitos de maneira leve e divertida. E o mais importante: elas conseguem ver como cada elemento pode ser usado em suas criações pessoais. Isso não só desenvolve habilidades artísticas neles mas também alimenta a criatividade e autoestima ao perceberem que são capazes de criar algo bonito e interessante.
Enfim, trabalhar com crianças nessa fase é sempre uma surpresa atrás da outra, mas é muito gratificante ver como eles vão desenvolvendo suas habilidades ao longo do tempo! E você aí do outro lado da tela, se tiver alguma dica ou experiência diferente pra compartilhar sobre essa habilidade ou outras da BNCC, me conta aí nos comentários! Abraço!
E aí, galera, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF15AR02, vou contar um pouco sobre como eu percebo que os meninos realmente entenderam o que a gente tá trabalhando em sala de aula. Como isso é uma habilidade do 1º ano, a coisa é bem intuitiva, sabe? Nada de prova formal pra medir se eles pegaram o conteúdo. Eu observo mais no dia a dia, enquanto tô ali, circulando pela sala, ouvindo o que eles falam entre si ou quando um ajuda o outro.
Por exemplo, teve uma vez que eu tava andando pela sala e vi o Joãozinho explicando pro Miguel sobre as cores. O Joãozinho tava dizendo algo assim: "Olha, Miguel, se você misturar amarelo com azul, dá verde! E verde é uma cor fria." Aí eu percebi que ele não só entendeu as cores primárias e secundárias, mas também começou a pegar a noção de temperatura das cores. Esse tipo de interação é muito legal de ver porque mostra que o aluno internalizou o conceito e tá aplicando sem medo.
Outra situação que me fez ver que a galera tava entendendo foi quando a Maria desenhava um sol com linhas retas saindo dele. Ela comentou com a Sofia: "Essas linhas aqui mostram que o sol tá brilhando muito!" Isso me mostrou que ela tava percebendo como as linhas podem sugerir movimento e intensidade. Coisas simples assim dizem muito, sabe?
Agora, falando dos erros mais comuns... Bom, tem uns tropeços clássicos. Tipo o Lucas. Ele fez um desenho super colorido mas usou cores quentes pra fazer um fundo que deveria ser calmo e relaxante. Quando perguntei por que ele escolheu aquelas cores, ele disse que era porque "tinha mais lápis vermelho e laranja do que azul." Esse erro acontece bastante porque os meninos ainda estão pegando a ideia de relação entre cor e emoção. Quando percebo isso na hora, eu costumo dar umas opções limitadas de cores pra eles experimentarem sensações diferentes. É tipo guiá-los sutilmente até entenderem essa relação.
Tem também quando os meninos confundem forma com espaço. Vi isso acontecer com a Júlia num desenho de uma casa onde ela fez as janelas flutuarem acima do telhado. Aí eu perguntei: "Júlia, onde essas janelas estão?" E ela disse: "Ah! Elas estão no céu!" Então expliquei como as formas têm que ter um espaço definido. Pra corrigir esses erros, muitas vezes faço eles desenharem cenários reais primeiro, tipo algo na sala de aula mesmo.
E sobre incluir alunos como o Matheus e a Clara, que têm suas especificidades... bom, com o Matheus, que tem TDAH, eu sempre tento usar atividades mais curtas e dinâmicas. A gente faz intervalos regulares pra não sobrecarregá-lo ou deixá-lo entediado. Uma coisa que funciona bem pra ele são materiais mais táteis como massinha ou tinta guache porque aí ele consegue focar mais.
Já com a Clara, que é TEA, o negócio é diferente. Ela gosta de rotina e previsibilidade, então procuro manter as atividades estruturadas e esclareço bem antes do que vamos fazer em cada aula. Uso figuras e cartões visuais pra ajudá-la a entender os conceitos de forma mais concreta. Também dou tempo extra pra ela terminar as atividades e sempre deixo claro que tá tudo bem se ela precisar daquele tempinho a mais.
Teve uma vez que tentei uma atividade em grupo com todo mundo junto e percebi logo que não funcionou nem pro Matheus nem pra Clara – ele se distraiu fácil demais e ela ficou sobrecarregada com tantos estímulos. Depois disso, aprendi a adaptar essas atividades em grupos menores ou individuais conforme necessário.
Bom, gente, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais desse nosso mundo da educação para as artes visuais no 1º ano. Qualquer dúvida ou ideia nova sobre esse assunto tô aqui pra ouvir e trocar experiências!