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EF15AR19Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).

TeatroElementos da linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF15AR19 da BNCC é uma daquelas que, na prática do dia a dia, a gente vê florescer de um jeito muito bacana. Basicamente, a ideia é levar os meninos a perceberem e explorarem a teatralidade que já está presente na vida deles. Sabe quando um aluno faz uma imitação engraçada de um colega ou até mesmo de algum professor? Ou quando contam uma história e mudam a voz para cada personagem? É disso que estamos falando. Eles precisam ser capazes de identificar e usar essas variações de entonação, fisicalidade, personagens e narrativas nas atividades de sala.

No terceiro ano, os meninos vêm com uma bagagem legal já, lá do segundo ano, onde eles começaram a experimentar esses elementos de forma mais intuitiva. Na prática, o que essa habilidade pede é que eles consigam pegar uma cena do cotidiano e transformar num mini teatro. Eles têm que perceber que cada pessoa, cada situação pode ser uma cena dramática esperando para ser representada. Isso vai além de decorar falas ou fazer peça de teatro formal; é sobre brincar com essas nuances no dia a dia.

Agora, vou contar para vocês três atividades que eu costumo fazer com minha turma pra trabalhar essa habilidade. Começando pela primeira, que é quase um aquecimento: o "Jogo das Emoções". É bem simples e não precisa de muito material. Eu só uso algumas cartelas com nomes de emoções escritas (tipo alegria, raiva, tristeza). Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos e dou uma cartela pra cada grupo. Eles têm cerca de 15 minutos pra criar uma pequena cena onde todos têm que mostrar a emoção da cartela usando voz e gestos diferentes. Aí, os grupos apresentam um para o outro. As reações são sempre divertidas! Lembro que da última vez o Joãozinho fez uma raiva tão engraçada que a turma toda caiu na risada. Ele passou da gritaria ao murmúrio numa transformação de voz impressionante!

A segunda atividade é o "Teatro das Profissões". Aqui, eu uso nada mais do que cartões com diferentes profissões escritas neles. Divido os alunos em duplas e cada dupla escolhe um cartão. Eles têm uns 20 minutos pra criar uma cena do cotidiano daquela profissão. A ideia é explorar como as pessoas falam e se movimentam nesse contexto. Da última vez, as meninas Ana e Clara tiraram 'dentista'. Elas criaram uma situação super engraçada no consultório (com direito à paciente reclamando de dor de dente enquanto a dentista tentava acalmar). Foi interessante ver como elas mudaram a voz para simular o barulho das ferramentas e a paciência do dentista! Muitas vezes, os meninos pedem até pra repetir as cenas porque querem tentar imitar mais profissões.

A terceira atividade é chamada "História Improvisada". Essa demanda um pouco mais de tempo, geralmente uns 40 minutos da aula. Para essa atividade, eu uso um dado especial que tem cenas cotidianas em cada face (tipo 'estar no mercado', 'festa de aniversário', 'na escola'). A turma se divide em grupos maiores desta vez e cada grupo joga o dado pra ver qual cena vão encenar. A partir daí, eles têm que improvisar uma história completa utilizando as características da cena sorteada. A última vez foi hilária! O grupo da Mariana pegou 'mercado' e conseguiram criar uma história sobre dois desconhecidos discutindo qual marca de arroz era melhor. O destaque foi o Pedro assumindo o papel da caixa do mercado que tentava apaziguar os ânimos com muito bom humor.

Essas atividades são legais porque dão liberdade pra molecada criar sem medo de errar. Eles vão explorando as capacidades deles sem perceber que estão aprendendo coisas complexas como variações de entonação ou construção de personagem. E tem uma coisa bacana também: eles começam a reconhecer essas teatralidades fora da sala de aula... já ouvi relatos dos próprios alunos dizendo: "Professor, eu percebi que minha mãe muda a voz quando fala ao telefone" ou "Fizemos uma encenação no recreio". É isso que queremos: perceber teatro na vida!

Bom, vou ficando por aqui. Quem tiver outras dicas ou quiser trocar experiências, estamos aí pra isso! abraço para todos!

No terceiro ano, os meninos estão naquela fase em que a imaginação corre solta, e eles começam a perceber o mundo de um jeito muito próprio. Então, quando a gente trabalha com a habilidade EF15AR19, uma das coisas que eu mais gosto de observar é como eles começam a se soltar e a entender as nuances da teatralidade. E olha, você não precisa de prova formal pra saber se eles captaram a mensagem, viu?

Aí, como é que eu sei que eles aprenderam? Bom, é quando eu tô circulando pela sala e vejo aquela cena: um aluno explicando pro outro como fazer determinada expressão facial ou mudar a voz pra dar vida a um personagem. É bem engraçado, porque às vezes eles estão tão concentrados nisso que nem percebem que estão sendo observados. É nesse momento que eu penso "ah, esse entendeu".

Já teve um dia que eu tava passando entre as mesas e ouvi a Mariana dizendo pro Lucas: "Não, cara, se você fizer assim ninguém vai acreditar que você tá com medo. Tenta fazer uma cara mais apavorada, tipo assim..." E aí ela fez uma cara que realmente parecia de medo. O Lucas riu e tentou fazer igual. Esse tipo de interação mostra que eles estão pegando o jeito das coisas, sabe?

Aí tem também os momentos em que eles começam a usar essas habilidades nas conversas do dia a dia. Tipo o Pedro, que certa vez começou a contar uma história de um jeito tão teatral que até eu me peguei prestando mais atenção do que o normal. Ele mudava a voz pra cada personagem e usava as mãos de forma exagerada pra mostrar o tamanho dos objetos que descrevia. Dá pra ver claramente quando um aluno tá começando a perceber o poder da dramatização na comunicação.

Agora, sobre os erros mais comuns... ah, isso é quase inevitável! Os meninos se empolgam e às vezes confundem as bolas. Tipo quando a Ana achou que era só fazer careta e pronto, tava sendo teatral. Ela ficava só mudando de expressão sem contexto nenhum! Eu parei ao lado dela e expliquei: "Ana, tenta pensar no porquê do personagem estar fazendo essa cara. O que ele sentiu antes? O que aconteceu?" Quando você direciona desse jeito, eles começam a entender melhor.

Outro erro frequente é achar que falar alto é sinônimo de expressividade. O João gritava tanto nas primeiras apresentações que eu mal conseguia entender o que ele dizia. Aí precisei falar pra ele: "João, às vezes menos é mais. Se todo mundo fala alto o tempo todo, ninguém vai entender nada. Experimenta falar mais baixo em algumas partes pra criar suspense." E assim ele começou a dosar melhor e perceber o poder das pausas e da variação.

Agora, sobre os alunos com necessidades especiais... Bom, o Matheus tem TDAH e com ele tudo é questão de estrutura e tempo. Eu dou atividades mais curtas e com etapas bem definidas pra ele não se perder no meio do processo. Às vezes uso cronômetros visuais pra ajudar ele a saber quanto tempo falta pra acabar uma atividade. E olha, funciona! Ele fica menos ansioso quando sabe direitinho quanto tempo tem disponível.

Com a Clara, que tem TEA, eu uso muito suporte visual. Cartazes com expressões faciais são super úteis pra ela visualizar o que cada emoção significa. Também faço questão de criar um ambiente onde ela possa trabalhar em duplas ou grupos pequenos porque isso facilita pra ela entender o contexto social das atividades teatrais.

Por outro lado, o que não funcionou bem foi quando tentei usar jogos muito rápidos ou que exigiam respostas imediatas. Tanto pro Matheus quanto pra Clara esses jogos foram um desastre porque acabavam gerando ansiedade ou confusão. Então eu evito essas atividades ou adapto de forma que eles possam participar sem pressão.

Enfim, é sempre um desafio, mas também uma satisfação imensa ver esses meninos evoluírem e se expressarem melhor através da arte. A gente vai ajustando as estratégias conforme necessário e celebrando cada conquista deles no caminho. No final das contas, ensinar é muito sobre observar e entender cada aluno como único.

Espero ter ajudado com essas ideias! Qualquer coisa me chamem por aqui mesmo. Até mais!

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