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EM13CHS601Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Identificar e analisar as demandas e os protagonismos políticos, sociais e culturais dos povos indígenas e das populações afrodescendentes (incluindo as quilombolas) no Brasil contemporâneo considerando a história das Américas e o contexto de exclusão e inclusão precária desses grupos na ordem social e econômica atual, promovendo ações para a redução das desigualdades étnico-raciais no país.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, ensinar a habilidade EM13CHS601 é um desafio e tanto, mas também uma oportunidade incrível de abrir os olhos dos meninos para a realidade do nosso país. A habilidade fala sobre a importância de reconhecer e entender as demandas políticas, sociais e culturais dos povos indígenas e afrodescendentes no Brasil. Na prática, significa ajudar os alunos a enxergar como esses grupos têm sido historicamente marginalizados, mas também como eles lutam por direitos e reconhecimento. A ideia é que os alunos consigam identificar casos concretos de exclusão e inclusão e pensem em formas de reduzir essas desigualdades.

Por exemplo, os alunos precisam ser capazes de analisar notícias ou situações do dia a dia e perceber como as ações políticas ou sociais impactam esses grupos. Eles devem conseguir discutir como a história das Américas, desde o período colonial até hoje, influencia a situação atual das populações indígenas e afrodescendentes. Isso tudo se conecta com o que eles já viram nos anos anteriores sobre a formação social brasileira, escravidão, abolição e movimentos sociais.

Agora vou contar três atividades que eu faço na minha turma do 3º ano do ensino médio pra trabalhar essa habilidade.

Uma atividade que sempre rende bastante é o debate sobre cotas raciais nas universidades. Não precisa de muito material — geralmente eu uso algumas reportagens recentes impressas e dados sobre o impacto das cotas na inclusão desses grupos nas universidades públicas. Eu divido a turma em dois grupos: um a favor e outro contra as cotas. Cada grupo tem um tempo pra se preparar, geralmente uns 20 minutos, e depois começam os debates. É interessante ver como eles se envolvem! Na última vez que fiz essa atividade, o João, que sempre foi meio quieto, foi super articulado defendendo que as cotas são uma forma de reparação histórica. Já a Ana trouxe argumentos sobre meritocracia, mas no final ela acabou repensando algumas posições durante o debate. Essa discussão dura uma aula inteira, cerca de 50 minutos.

Outra atividade que gosto de fazer é um trabalho de pesquisa sobre comunidades quilombolas atuais. Peço pros alunos se dividirem em grupos pequenos e cada grupo tem que escolher uma comunidade quilombola do Brasil pra pesquisar. Peço pra eles pesquisarem sobre a história da comunidade, desafios atuais e políticas públicas que impactam essas comunidades. Eles têm uma semana pra preparar uma apresentação — podem usar cartazes, slides ou o que preferirem. Os alunos sempre ficam surpresos com o quanto ainda precisam aprender sobre essas comunidades! Na última vez que fizemos essa atividade, o grupo da Mariana escolheu um quilombo em Goiás mesmo, chamado Kalunga, e descobriram várias iniciativas culturais incríveis que eles não conheciam. Foi legal ver o brilho nos olhos deles ao apresentarem.

A terceira atividade envolve assistir filmes ou documentários seguidos de uma roda de conversa pra trocar ideias. Um filme que sempre traz boas discussões é "O Último Choro", que fala sobre a situação dos guaranis no Mato Grosso do Sul. A gente assiste ao filme juntos na sala — leva umas duas aulas — e depois fazemos uma roda de conversa pra falar sobre o que mais chamou atenção. Os alunos ficam bem impactados com as histórias pessoais mostradas no documentário. Teve uma vez que o Lucas comentou sobre como ele nunca tinha parado pra pensar na luta diária dos povos indígenas pela terra deles hoje em dia. A discussão flui bem natural e ajuda a criar empatia entre os alunos.

Trabalhar essa habilidade não é só ensinar conteúdo; é preparar os meninos pra serem cidadãos conscientes e críticos da realidade onde vivem. É mostrar pra eles que diversidade não é só sobre aceitar as diferenças, mas entender as lutas e histórias por trás dessas diferenças. E ver os estudantes saindo inspirados dessas atividades me dá ânimo pra continuar buscando novas formas de ensinar esse tema.

E é isso aí, pessoal! Espero que essas ideias inspirem vocês também. Qualquer dúvida ou sugestão, tamo junto!

Então, pessoal, sobre como perceber que o aluno aprendeu a habilidade EM13CHS601 sem aplicar prova formal... é mais fácil do que parece, viu? A gente tem aqueles momentos de "aha!" dentro de sala que são ótimos. Eu fico de olho nas conversas dos meninos e no jeito que eles se envolvem nas atividades. É na hora que eu tô andando pela sala, ouvindo um explicar pro outro, que dá pra sacar quem tá pegando o conteúdo de verdade. Teve um dia, por exemplo, que a Ana tava explicando pro João sobre a importância das cotas nas universidades. Ela começou a falar das oportunidades que isso cria pros jovens negros e indígenas. O João ouvia atentamente e eu ali, só observando. Quando ele respondeu pra ela dizendo algo tipo "Ah, então as cotas são uma forma de equilíbrio histórico", eu pensei: "Pronto, ele entendeu!"

Outro exemplo foi com o Pedro, que costuma ser mais calado. Tava rolando um debate sobre direitos culturais e ele levantou a mão pra falar sobre uma festa tradicional na aldeia dos avós dele. Ele conseguiu fazer uma ligação direta entre cultura e identidade de um jeito tão natural que foi aquele momento de 'sacada'. É nesse tipo de situação, quando eles começam a fazer conexões entre a teoria e a prática do dia a dia deles, que eu vejo que o aprendizado tá acontecendo.

Agora, quanto aos erros mais comuns, o pessoal frequentemente confunde conceitos, especialmente quando falamos de inclusão e políticas públicas. Lembro do Felipe que misturava as ideias de ações afirmativas com assistencialismo. Na cabeça dele, parecia tudo uma coisa só. Ele dizia coisas como "Ah, mas dar bolsa é a mesma coisa que dar esmola". Aí eu tive que intervir pra explicar direitinho as diferenças, porque isso acontece quando eles não conseguem ver a fundo as razões históricas e sociais por trás das políticas. Procuro explicar com exemplos do noticiário ou de casos reais da comunidade deles pra clarear as ideias.

E tem também os casos de simplificação demais das questões históricas. A Júlia uma vez disse que, se todos quisessem mesmo, podiam deixar de lado o passado e resolver tudo na conversa. Eu entendo a intenção dela, mas é aí que entra o papel do professor em mostrar a complexidade dessas questões. Quando percebo esse tipo de erro na hora, tento trazer exemplos concretos ou históricos pra ilustrar melhor a situação.

Sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na minha turma... olha, é um desafio adaptar as atividades pra atender as necessidades específicas deles sem deixar ninguém de fora. Pro Matheus, eu tento dividir as atividades em partes menores com intervalos entre elas, porque ele perde o foco rápido se for uma tarefa muito longa. Às vezes uso jogos educativos que prendem mais a atenção dele ou deixo ele usar tablets pra pesquisas rápidas – isso tem funcionado bem.

Agora com a Clara, procuro adaptar o material visualmente pra ficar mais claro. Ela responde bem a infográficos e mapas mentais. A estrutura previsível das aulas também ajuda muito ela a se sentir confortável e saber o que esperar. Uma vez tentei fazer uma atividade mais livre e vi que ela ficou perdida sem tanta estrutura, então voltei pros planejamentos mais organizados.

Uma coisa que não funcionou foi tentar incluir os dois num trabalho em grupo grande logo de cara. O Matheus ficou agitado demais e a Clara meio isolada no canto dela. Aí mudei pra grupos menores com papéis bem definidos e isso ajudou bastante. Outra coisa importante é ajustar o tempo: dou mais tempo pra eles terminarem as tarefas e sempre verifico se eles entenderam direitinho antes de passar pra próxima etapa.

E assim vamos indo, adaptando sempre que precisa e buscando maneiras melhores de ensinar pra turma toda andar junto, cada um no seu ritmo. Acho que essa troca aqui no fórum é importante demais porque dá pra gente pegar dicas uns dos outros e melhorar sempre!

E aí é isso pessoal! Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar experiências similares, estou por aqui! Até mais!

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