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EF03CI02Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar e relatar o que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes (copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na intersecção com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas e outros objetos de uso cotidiano).

Matéria e energiaProdução de som Efeitos da luz nos materiais Saúde auditiva e visual
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03CI02 da BNCC é aquele tipo de coisa que parece complicado à primeira vista, mas, na real, é super divertida de fazer com a molecada. Na prática, o que a gente tá querendo aqui é que os meninos do 3º Ano consigam entender como a luz se comporta. Eles precisam experimentar e ver com os próprios olhos o que acontece quando a luz passa através de coisas como copos e janelas, ou quando bate em superfícies polidas como espelhos. Também tem aquela questão de como a luz interage com objetos opacos, tipo as paredes e outros itens do dia a dia. A ideia é eles sacarem que a luz pode atravessar, refletir ou até mesmo parar em algum lugar e fazer sombra. É legal porque o pessoal já vem do 2° Ano com uma noção básica de luz e sombra, então a gente só aprofunda isso.

Agora, deixa eu te contar três atividades que faço com a turma. A primeira delas é super simples e usa copos d'água e lanternas. Eu dou um copo d'água pra cada aluno e peço pra eles levarem uma lanterna (se não tiver, sempre trago algumas reservas). A turma se divide em duplas por uns 30 minutos. A ideia é fazer com que cada um posicione a lanterna de um jeito diferente em relação ao copo d'água e observe o que acontece com a luz. Alguns ficam impressionados quando veem que a luz muda de direção ao passar pelo copo. Da última vez que fizemos isso, o Pedro ficou maravilhado e gritou: "Olha só, professor, parece mágica!". E aí você percebe que eles começam a entender que a água pode desviar o caminho da luz.

Uma outra atividade que faço envolve espelhos e uma fonte de luz forte, tipo uma luminária. Aí eu deixo eles brincarem um pouco com os espelhos pra ver como conseguem refletir a luz em várias direções. Nessa atividade eu organizo a sala em grupos de quatro porque ajuda na socialização e eles adoram trocar ideias entre si. Dura cerca de 40 minutos porque eles querem tentar várias posições diferentes com os espelhos. Da última vez, a Maria e a Ana estavam tentando posicionar os espelhos de um jeito que conseguissem fazer um reflexo bater no teto. E olha só, elas conseguiram! Foi aquela festa na sala, todo mundo queria tentar também.

Por último, tem uma atividade mais tradicional que envolve sombras. Peço para cada aluno trazer um objeto de casa (pode ser brinquedo, boneca, qualquer coisa). A gente vai lá pro pátio da escola num dia ensolarado e cada um posiciona seu objeto no chão pra ver como fica a sombra. Eles têm uns 20 minutinhos pra observar e desenhar no caderno as sombras dos objetos em diferentes posições conforme o sol se mexe. O João trouxe uma bola de futebol e ficou intrigado com como a sombra mudava de tamanho ao longo do tempo. Ele veio me perguntar por que isso acontecia e foi uma ótima deixa para explicar sobre o movimento aparente do sol.

O legal dessas atividades é que elas têm essa pegada prática que ajuda muito no entendimento dos conceitos. E por mais simples que pareçam, são cheias de descobertas pros alunos. Eles ficam empolgados porque conseguem ver com os próprios olhos o que tá acontecendo e isso faz toda a diferença no aprendizado deles.

Bom, acho que era isso que eu queria compartilhar por hoje. Espero que essas ideias sejam úteis aí pra vocês também! Qualquer coisa, tamo junto pra trocar mais experiências!

...não passa por tudo da mesma forma, né? E aí, gente, na hora de perceber se os alunos realmente entenderam essa parada toda, nem sempre a gente precisa de prova formal não. Tem uns sinais bem claros que mostram que eles pegaram a ideia.

Quando eu tô circulando pela sala, observando as mesas, gosto de prestar atenção no jeito que eles falam entre eles. Por exemplo, dia desses tava a Luana explicando pro Gabriel como a luz refletia no espelho que a gente tinha levado pra sala. Ela disse algo como "Olha, tá vendo que a luz bate aqui e vai pra lá? Igual quando você vê a sua cara no espelho do banheiro." Na hora pensei: "Aham, essa entendeu direitinho!" É esse tipo de comentário que me faz perceber o entendimento. Outro dia, vi o Pedro usando uma lanterna pra mostrar pro Marcos como a sombra mudava de forma quando ele movia um objeto na frente da luz. Aí já dá pra sentir que eles tão manuseando o conceito sem precisar do meu empurrão.

Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, tem uns clássicos! Um dos erros mais comuns é confundir reflexo com refração. Teve uma vez que o Lucas tava tentando explicar pro João que quando você vê sua imagem no vidro é porque a luz tá "dobrando" ali. Aí tive que intervir e mostrar como a refração rola mesmo é quando a luz passa por um copo d'água e muda de direção. Peguei um copo e mostrei na hora. Esses erros acontecem porque as palavras são parecidas e os efeitos são um pouco parecidos à primeira vista – até pra gente, imagina pros pequenos! Nessas horas, o melhor é usar exemplos visuais e palpáveis. Sempre levo eles pra fora da sala pra ver como a luz se comporta em ambientes diferentes e usar coisas do cotidiano deles.

Com o Matheus, que tem TDAH, preciso organizar as atividades de modo que ele possa se movimentar mais na sala. Já percebi que ele aprende melhor quando tá em atividade física. Então, quando a gente tá explorando como a luz funciona, deixo ele ser o responsável por distribuir materiais ou ser o "encarregado da lanterna". Isso ajuda ele a focar de um jeito divertido e menos restritivo. Ah, e tempo é crucial! Deixo ele trabalhar em ciclos menores de atenção e dou pequenas pausas pra ele caminhar. O importante é não colocar pressão e sim incentivar dentro do ritmo dele.

Já a Clara, com TEA, é uma história diferente. Com ela, uso muito material visual e rotina. Ela adora diagramas e vídeos curtos sobre como a luz se comporta. Uma vez mostramos um vídeo legal sobre espectro de luz e ela ficou fascinada. Tento sempre manter as instruções bem claras e diretas pra não gerar ansiedade nela. Um dia troquei as atividades de lugar sem avisar antes e foi um caos – aprendi rápido que ela precisa daquela previsibilidade pra se sentir confortável.

E assim vou ajustando conforme eu vejo o que funciona ou não funcionou daquela vez. Com os dois, usar recursos visuais e trazer muita prática tem feito maravilhas.

Bom, acho que deu pra compartilhar um pouquinho de como eu vejo esse processo todo com os meninos. Não é sempre fácil, mas quando você vê o brilho nos olhos deles ao entenderem algo novo, vale cada esforço. Qualquer dúvida ou dica também que vocês tiverem aí, tô por aqui! Abraço!

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