Oi pessoal, tudo bem? Hoje eu queria conversar com vocês sobre como eu trabalho a habilidade EF03CI07 da BNCC com os meus alunos do 3º ano. Essa habilidade é sobre ajudar os meninos a entenderem as características da Terra, tipo seu formato, a presença de água e solo, e tudo isso com base na observação e comparação de diferentes formas de representação do planeta, como mapas, globos e fotografias. Olha, não é só pegar um livro e falar "a Terra é redonda", tem toda uma exploração visual e prática que tem que rolar pra molecada realmente sacar a ideia. Eles vêm do 2º ano já sabendo que a Terra é redonda, mas muitos ainda acham que ela é plana quando veem o horizonte. É normal. Então, o que a gente faz aqui no 3º ano é aprofundar essa noção de esfericidade e as outras características do nosso mundão.
Bom, vamos às atividades. A primeira coisa que gosto de fazer é usar o globo terrestre. Parece simples, mas faz uma diferença danada. Eu levo o globo pra sala, deixo todo mundo pegar, girar, olhar de perto. Aí a gente conversa sobre os oceanos, os continentes, os polos. Eu faço isso bem no começo do ano pra já situar a galera. O globo é aquele pequeno mesmo, que não pesa muito. Divido a sala em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uns 10 minutos pra cada grupo explorar o globo. Depois disso, a gente faz uma roda de conversa onde eles contam o que acharam mais interessante ou diferente. Na última vez, a Letícia ficou encantada ao descobrir que tem mais água do que terra no nosso planeta. Ela disse: "Ué, então por que não chama Planeta Água?" A reação dos alunos é sempre de surpresa e curiosidade. É bacana ver eles fazendo essas conexões.
Outra atividade que faço é com mapas-múndi impressos. Eu mesmo imprimo uns mapas simples em preto e branco e dou uma cópia pra cada aluno. O material é só papel e lápis de cor mesmo. Eles têm que colorir os continentes de uma cor e os oceanos de outra. Parece bobo, mas ajuda muito na fixação dessas áreas geográficas. Eu dou uns 30 minutos pra isso e enquanto eles pintam, fico passando nas mesas ajudando e tirando dúvidas. Uma vez o João levantou a mão todo confuso porque não conseguia encontrar o Brasil no mapa. Quando eu fui lá ajudar, ele falou: "Ahhhh agora entendi!" Ele estava procurando no lugar errado porque achava que o Brasil era uma ilha! É engraçado como essas atividades simples começam a clarear as ideias na cabeça deles.
A terceira coisa que gosto de fazer é mostrar fotografias da Terra vista do espaço. A NASA tem um monte de imagens legais na internet que dá pra usar. Eu levo meu laptop pra sala e conecto na televisão da escola pra todo mundo ver junto. A gente fica uns 20 minutos discutindo as fotos: por que a Terra parece azul, onde é dia e onde é noite, essas coisas. E aí eu sempre passo um vídeo curtinho mostrando o espaço pra finalizar. Nessa parte eles ficam maravilhados! Da última vez, o Pedro quis saber se do espaço dava pra ver extraterrestres! A imaginação deles vai longe nessas horas.
O legal dessas atividades é que elas não só trabalham a habilidade da BNCC como também despertam outras curiosidades nos meninos sobre o universo em geral. E é isso que eu acho massa em ser professor: tá sempre atiçando essa vontade de saber mais neles. Enfim, galera, essas são algumas das coisas que faço na minha sala com o 3º ano pra trabalhar essa habilidade da BNCC sobre características da Terra. Quero saber como vocês fazem aí nas suas escolas também! Grande abraço!
E aí, pessoal, continuando aqui sobre a habilidade EF03CI07. Então, como é que eu percebo que os alunos realmente aprenderam sem apelar pra aquelas provas formais? Bom, vou dar uns exemplos do dia a dia que mostram isso direitinho.
Durante as atividades, eu gosto muito de ficar circulando pela sala, prestando atenção nas conversas e no jeito que eles interagem com os materiais. Tipo assim, quando a molecada tá mexendo nos globos ou nos mapas, dá pra ver um brilho no olho de alguns quando eles sacam uma coisa nova. Teve um dia que o João, enquanto comparava um mapa com um globo, virou pro colega e disse: “Ah, então é por isso que o Brasil aparece pequeno no mapa! No globo é bem maior porque tá mais perto do meio.” Aí eu pensei: “Ah, esse entendeu!” Esses momentos são impagáveis.
Outra coisa que faço é ouvir as conversas entre eles. A Maria outro dia estava explicando pra Ana que a Terra tem mais água porque o globo é mais azul do que verde e marrom. Sabe quando eles usam as palavras deles pra explicar uma coisa complexa? É muito legal. E também tem aquele aluno que começa a fazer perguntas mais elaboradas, tipo tentando relacionar o que vê na sala com a vida real. Esses são sinais claros de que a coisa tá indo pelo caminho certo.
Agora, falando dos erros mais comuns... Bom, tem umas confusões que acontecem direto. O Pedro, por exemplo, teve uma vez que olhou pro mapa-múndi e achou que os países se movem de verdade conforme ele gira o mapa. E a Sofia sempre acha que todos os rios correm pro mar porque viu num desenho animado. A confusão rola porque eles estão começando a lidar com abstrações e representações, e às vezes o cérebro de uma criança faz umas conexões que na cabeça deles faz sentido.
Quando pego esses erros na hora, gosto de conversar com eles e usar exemplos práticos. Se o Pedro acha que os países se movem, pego o globo e mostro como ele fica estável enquanto gira só no eixo. E sobre os rios, faço uma atividade onde a gente simula o curso d'água com areia e água numa bandeja inclinada, mostrando como nem sempre vai pro mar direto.
Agora, falando sobre como lido com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Bom, aí entra um pouco mais de personalização nas atividades. Pro Matheus, eu tento sempre deixar ele em tarefas curtas e diretas. Tipo assim: em vez de ficar muito tempo numa mesma atividade, eu divido em etapas menores. Isso ajuda ele a manter o foco e dá sensação de progresso rápido.
Com a Clara é outra abordagem. Ela se dá muito bem com rotinas bem definidas. Então eu tento manter uma sequência previsível nas aulas e dou materiais visuais adaptados pra ela ter sempre por perto. Uma vez testei usar um aplicativo no tablet onde ela podia explorar mapas interativos de forma guiada e foi incrível! Mas já tentei usar jogos em grupo onde tinha muita interação e não deu certo; ela ficou perdida e não curtiu.
Pro Matheus também uso um cronômetro visual. Ele adora saber quanto tempo falta pra acabar a tarefa. A Clara gosta quando dou desenhos pra colorir relacionados ao tema. Isso acalma ela e ainda ajuda a fixar algumas ideias na cabeça dela.
Bom pessoal, vou ficando por aqui. É sempre bom trocar essas ideias com vocês. Cada turma tem sua dinâmica e desafios próprios, mas essa parte de observar e ajustar as coisas é o que torna nosso trabalho tão único e especial, né? Espero que essas histórias ajudem vocês também nas suas salas de aula! Até a próxima!