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EF03CI10Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, dentre outras possibilidades), reconhecendo a importância do solo para a agricultura e para a vida.

Terra e UniversoCaracterísticas da Terra Observação do céu Usos do solo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03CI10 da BNCC é super importante, e eu vejo ela como uma chance de mostrar pros meninos do 3º ano como o solo não é só aquela coisa marrom que a gente pisa, mas sim algo essencial pra nossa vida. Na prática, o aluno precisa saber que o solo serve pra várias coisas: a gente planta nele, tira materiais, tem gente que mora em áreas de solo fértil... Eles têm que perceber como isso tudo tá conectado com a nossa vida aqui na Terra. Por exemplo, os meninos precisam entender que sem solo fértil, a gente não teria muitas das comidas que chegam na nossa mesa. E olha, essa conversa toda com eles tem que ser bem prática mesmo, do tipo "se a gente não cuidar do solo, vai faltar comida". Eles vêm com uma ideia básica de que planta cresce no chão e tal, mas aprofundar isso é o pulo do gato.

Uma das atividades que eu faço é a famosa "exploração do quintal". Material simples: só preciso de algumas folhas de papel e lápis. Levo os meninos pro quintal da escola e organizo eles em duplas. Aí, cada dupla tem que observar um pedacinho do solo e anotar tudo que vê: tipo pedrinhas, plantinhas, se tem formiga ou minhoca. Isso leva uns 40 minutos e é sempre um sucesso. Na última vez que fizemos, o Pedro ficou maravilhado quando achou uma minhoquinha. Achei engraçado porque ele botou nome na minhoca e quis levar ela pra sala! A ideia é eles verem a diversidade do solo e perceberem que até as formiguinhas fazem parte desse ecossistema.

Outra atividade legal é o "mini-jardim". Pra essa eu uso copos descartáveis e sementes de feijão. Cada aluno planta seu feijãozinho no copo com terra e cuida dele por umas semanas. A turma fica em polvorosa com essa atividade. Eles já chegam perguntando se o feijão cresceu mais ou se alguém lembra de regar. A última vez que fizemos isso, a Mariana tava super ansiosa porque o feijão dela não brotava. Ela ficou tão preocupada que fez uma "dança do feijão" ali na hora pra ver se dava sorte! Isso é ótimo pra eles verem como o solo precisa ser cuidado pra planta crescer direitinho.

E pra fechar, tem a "caça aos exemplos de uso do solo". Pro material eu só preciso de revistas velhas e tesouras. Divido a turma em grupos de quatro e dou uns 30 minutos pra eles recortarem imagens da revista que mostram diferentes usos do solo: pode ser uma plantação, uma mina de extração de minério, ou até uma construção civil. Depois, a gente cola tudo num grande cartaz da turma. Da última vez, o Lucas achou uma imagem de uma plantação linda e a Ana Clara encontrou uma foto de uma mineração que gerou um super debate entre eles sobre se aquilo era bom ou ruim pro meio ambiente. É interessante ver como eles começam a perceber o impacto das nossas ações no solo.

No final das contas, essas atividades ajudam os meninos a conectar o que aprendem na teoria com o mundo real. E não tem preço ver quando eles fazem essas conexões por conta própria! Tipo assim, já teve aluno me dizendo que não quer mais jogar lixo no chão depois de entender o quanto isso pode prejudicar o solo. É nesse momento que vejo que todo esse trabalho faz sentido.

Bom, é isso aí, pessoal! Espero ter dado algumas ideias legais pra vocês levarem pras suas salas também. Até a próxima!

E aí, continuando aqui sobre a habilidade EF03CI10. Depois que a gente faz aquelas atividades que eu já falei antes, não precisa de prova pra saber se os meninos entenderam. A observação no dia a dia é uma baita aliada. Olha só, quando eu circulo pela sala, é nessas horas que eu pego os sinais. Tipo assim, quando tô passando pelas mesas e escuto eles falando entre si ou explicando um pro outro, dá pra perceber quem tá sacando a ideia.

Por exemplo, teve um dia que o Lucas tava conversando com a Ana sobre uma experiência que fizemos com plantinhas em diferentes tipos de solo. Ele tava explicando pra ela por que uma das plantas cresceu mais rápido num solo mais escuro e úmido. Ele disse algo do tipo: "Sabe, Ana, é porque esse solo tem mais nutriente." Naquele momento, eu pensei: "Esse entendeu." É bem por aí, nessas trocas entre eles que você vê quem já pegou o lance.

Agora, falando dos erros comuns, nossa, tem uns padrões que quase sempre aparecem. Um deles é confundir as funções do solo. A Camila já me falou algo como "Professor, o solo só serve pras plantas, né?" Aí a gente precisa voltar e explicar de novo pra ela ver o todo. É comum também alguns não entenderem direito a diferença entre tipos de solo por conta das características. Tipo o João que achava que todo solo arenoso era igual à areia da praia. Nessas horas, preciso quebrar o conteúdo com exemplos mais visuais ou até levar eles pra tocar e ver a diferença.

Quando percebo esses erros na hora, sempre tento corrigir de um jeito que eles mesmos cheguem à resposta certa. Tipo perguntar: "Mas e se não tivesse solo na praia? Como seria?" Aí eles começam a pensar e corrigem sozinhos.

Agora sobre os meninos que precisam de um pouquinho mais de atenção especial... O Matheus tem TDAH e olha, precisa de um pouco mais de paciência e adaptação. O segredo tá em manter ele engajado com atividades práticas e movimentos mais frequentes pela sala. Ele gosta muito quando levamos coisas da natureza para eles mexerem. Uma coisa que ajudou foi usar jogos educativos relacionados ao tema. Mas tem que ser jogo rápido porque ele perde o interesse fácil.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela fica melhor em atividades mais estruturadas e previsíveis. Ela gosta dos momentos em que sabe exatamente o que vai acontecer depois. Então, faço mais uso de imagens e sondagens visuais com ela. Tipo mostrar fotos de diferentes tipos de solo e perguntar qual ela acha mais fértil e por quê.

O tempo das atividades eu costumo adaptar também. O Matheus precisa de pausas, então deixo ele fazer pequenas caminhadas pela sala pra "refrescar" a mente dele e voltar mais focado. Já com a Clara, funciona melhor dar tarefas bem direcionadas pra que ela tenha sucesso sem sentir sobrecarga.

Olha, nem tudo são flores, viu? Já tentei usar vídeos longos pensando que ia prender a atenção de todos... mas não rolou muito bem pros dois. Com o Matheus ele logo ficou inquieto e começou a desviar o foco da turma fazendo piadas. E a Clara se perdeu no meio do vídeo sem entender direito o contexto.

Então é isso pessoal! Cada aluno aprende no seu ritmo e do seu jeito, né? O importante é ir ajustando as estratégias conforme essas necessidades aparecem. Espero que esse papo tenha dado umas ideias pra vocês aí também! Se tiverem alguma dúvida ou quiserem compartilhar alguma experiência parecida me contem aí nos comentários! Até a próxima!

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