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EF04CI01Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição.

Matéria e energiaMisturas Transformações reversíveis e não reversíveis
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF04CI01 é uma daquelas que a gente vê que a turma pode se divertir bastante ao aprender. Ela está ligada à identificação de misturas na vida diária. Quando a gente fala disso, é basicamente ajudar os meninos a perceberem que existem várias misturas por aí, tanto na comida, como no nosso cotidiano, e que essas misturas têm características próprias que a gente pode observar. Eles já precisam começar a entender que uma mistura pode ser separada em seus componentes e que, às vezes, isso é fácil de ver e de fazer, outras vezes nem tanto.

Na prática, os alunos precisam conseguir olhar pra uma mistura e dizer o que eles tão vendo. Por exemplo, se eles olham pra um copo de água com areia, eles têm que perceber que são duas coisas diferentes juntas, e que dá pra separar, tipo usando um filtro ou deixando decantar. É importante que eles façam isso meio que naturalmente, já começando a ter um olho clínico pras coisas do dia a dia. E essa habilidade já conecta com o que eles aprenderam nos anos anteriores sobre os estados físicos da matéria e as propriedades dos materiais.

Agora vou contar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade. São bem práticas e os meninos adoram.

Primeira atividade: “O suco misterioso”. Essa é clássica e usa só suco em pó e água. Eu levo o material (uns pacotinhos de suco em pó de sabores diferentes e uma jarra de água) e divido a turma em grupos pequenos, tipo 4 alunos cada. Aí entrego um pacotinho pra cada grupo sem eles saberem qual é o sabor. Eles têm uns 15 minutos pra misturar o pó com a água e discutir entre eles sobre o que aconteceu com as duas substâncias. O legal é ver como eles exploram os sentidos – olfato e visão principalmente – pra tentar adivinhar o sabor sem provar. Da última vez, a Mariana ficou encantada quando percebeu que a cor do suco não batia com o cheiro. Ela começou a discutir com o grupo sobre como a gente pode ser enganado pelas aparências das misturas.

A segunda atividade é “Separação de Misturas”. Aqui usamos materiais simples: sal grosso, areia, um ímã e um copo com água. Novamente organizo em grupos de 4 alunos. Eles têm cerca de 30 minutos pra tentar separar os componentes dessa mistura através de métodos físicos. Eles começam com a ideia de usar o ímã pra tirar qualquer coisa metálica (a gente usa limalha de ferro), depois tentam dissolver o sal na água e separar da areia – enfim, usar técnicas simples de separação. A última vez foi engraçada porque o Lucas achou que poderia usar o ímã pra separar tudo! Ele ficou surpreso quando viu que não funcionava com sal. Foi um aprendizado bacana sobre as limitações de cada método.

A terceira atividade é mais observacional: “Mistura ou substância pura?”. Aqui eu mostro vários objetos do dia a dia (uma barra de chocolate, uma colher com açúcar, uma pedra) e peço para identificarem quais são misturas e quais são substâncias puras só com base no olhar. Uso cerca de 20 minutos pra essa atividade. Os meninos ficam bem animados e até competem pra ver quem acerta mais. Da última vez, a Júlia ficou intrigada ao saber que o chocolate era uma mistura complexa de várias substâncias e não algo puro como ela imaginava.

Essas atividades são muito legais porque além de práticas ajudam os alunos a desenvolverem não só habilidades científicas como também o trabalho em equipe e o respeito às opiniões dos colegas. A maioria dos meninos reage bem, ficam curiosos e muitas vezes levam essa curiosidade pra casa, perguntando ou contando pros pais sobre o que aprenderam na escola.

Acho importante finalizar dizendo que essas experiências vão além do simples conteúdo. Elas são oportunidades pros alunos se encantarem com a ciência e começarem a olhar pro mundo ao redor deles com outros olhos. Isso desperta neles um senso crítico desde cedo e eu percebo claramente como cada um vai começando a se interessar por novas descobertas no dia a dia deles.

Bom, é isso! Espero ter ajudado quem está pensando em trabalhar essa habilidade na sala. Se tiverem outras ideias ou quiserem compartilhar experiências também, tô aqui! E bora continuar transformando nossas aulas em momentos gostosos pros meninos aprenderem!

identificar misturas e desmisturar. Tipo, separar areia de arroz, ou entender que a salada de frutas é uma mistura que dá para ver os pedaços das frutas separadinhos. Então, o que faço muito é andar pela sala, ficar circulando pra ver como eles tão lidando com isso. É na hora que a gente tá ali, no meio da atividade, que percebe quem realmente entendeu. Quando eles estão fazendo alguma atividade prática e eu vejo um aluno explicando pro colega como separar uma mistura de água e óleo, aí já dá pra perceber que ele pegou a ideia. Tipo assim, teve uma vez que o Pedro tava ajudando a Ana a entender por que o sal não aparece quando a gente mistura na água, mas tá lá ainda. Ele falou "Ana, é que o sal dissolve na água, mas não some não". E eu pensei "ah, o Pedro entendeu direitinho".

Agora, os erros mais comuns que eles cometem... tem alguns clássicos. Um deles é confundir mistura homogênea com heterogênea. A Maria, por exemplo, uma vez virou e disse que a areia misturada com água era homogênea porque ela "parecia" toda igual quando chacoalhavam o copo. Aí a gente teve que parar e voltar um pouco pra explicar que, mesmo parecendo uniforme por um momento, ainda dava pra separar os componentes e ver as partes diferentes. Outro erro comum é achar que toda mistura pode ser separada facilmente. O João tava certo de que conseguia separar o leite em água e gordura só deixando descansar. Aí é hora da gente explicar as diferenças entre misturas simples e compostas.

Quando esses erros acontecem, tento não corrigir de imediato pra não desmotivar. Dou algumas dicas ou faço uma pergunta capciosa pra eles pensarem melhor sobre aquilo. Muitas vezes deixo eles experimentarem o erro pra depois discutir o que aconteceu. A gente aprende muito mais errando do que só acertando sempre.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Quando tem alunos com TDAH e TEA na sala, a gente precisa adaptar algumas coisas pra eles se sentirem incluídos e acompanharem o ritmo da turma ao mesmo tempo. Para o Matheus, que tem TDAH, eu procuro fazer atividades mais dinâmicas e curtas, pra ele não perder o foco rápido. Por exemplo, enquanto a turma tá fazendo um experimento mais longo de separação de mistura, dou pequenas tarefas pro Matheus dentro daquela atividade maior. Tipo: "agora você separa só as partes grandes da mistura". Isso ajuda ele a se concentrar melhor.

Com a Clara, que tem TEA, é importante ter instruções claras e visuais. Então uso bastante cartazes com passo-a-passo ilustrado das tarefas. Funciona bem porque ela pode conferir cada etapa no tempo dela sem ficar perdida ou ansiosa com tanta informação de uma vez só. Uma coisa que também ajudou foi usar fones de ouvido com música instrumental baixa pra ajudar a isolar ruídos excessivos da sala.

A gente já tentou algumas coisas que não deram tão certo também, tipo deixar aberto demais o tempo de execução das atividades pro Matheus; aí ele acabava dispersando muito. Com a Clara, percebi que simplificar demais as explicações pode deixá-la ainda mais confusa porque ela gosta dos detalhes.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje sobre essa habilidade EF04CI01 e como faço na prática no dia a dia com os meninos. Espero ter ajudado alguém aqui que estivesse precisando de ideias ou só refletindo um pouco sobre como lidar com essas situações na sala de aula. Qualquer coisa me chamem aí! A gente se vê no próximo post! Abraço!

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