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EF05CI07Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

Vida e evoluçãoNutrição do organismo Hábitos alimentares Integração entre os sistemas digestório, respiratório e circulatório
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF05CI07 da BNCC, na prática, é tipo fazer a galera entender como o corpo da gente funciona como uma cidadezinha cheia de estradas e rotas. Pensa assim: o sistema circulatório é como aquelas avenidas principais que levam tudo que a gente precisa pros lugares certos e ainda recolhem os lixinhos que a gente produz pelo caminho. Então, quando falo disso com os meninos, eu trago coisas do dia a dia deles pra ficar mais fácil de entender. Eles já sabem umas paradas sobre nutrição e digestão do ano passado, tipo o que é proteína, carboidrato e essas coisas, mas agora a gente aprofunda pra eles sacarem como tudo tá ligado.

A primeira coisa que a gente faz é uma atividade que eu chamo de "Mapa do Corpo". Eu uso um material bem simples: cartolina e canetinhas coloridas. A turma se divide em grupos pequenos, geralmente de quatro ou cinco alunos, pra facilitar a dinâmica. Cada grupo recebe uma cartolina e eles desenham o "mapa" de um corpo humano. Eles têm que inserir o caminho que os nutrientes fazem desde quando a gente come alguma coisa até o ponto em que os resíduos são eliminados. Eu dou um exemplo: "Imagina que você come uma maçã. Por onde ela passa?" E pronto, eles começam a desenhar.

Na última vez que fizemos isso, um grupo do Lucas pegou firme na ideia e desenhou até os detalhes do estômago e intestino. O Lucas mesmo tava todo empolgado explicando pras meninas do grupo dele como os nutrientes viravam energia pra gente jogar bola na hora do recreio. Essa atividade leva mais ou menos uns 50 minutos, porque deixo eles explorarem e conversarem bastante. É divertido ver como eles começam tímidos, mas no final tão praticamente dando aula uns pros outros.

Outra coisa que faço é uma experiência chamada "O Caminho do Sangue". Para isso, uso materiais tipo garrafas plásticas e bolinhas de gude. A turma fica em duplas ou trios, dependendo do número de alunos. Com as garrafas cortadas no meio, eles constroem uma espécie de circuito onde as bolinhas (que representam os nutrientes) precisam passar de uma "parte do corpo" pra outra através de tubinhos feitos com papel sulfite enrolado.

Na última aula, a Sofia ficou encantada com essa atividade. Ela ficava repetindo "Olha só como o sangue leva tudo direitinho!" E teve até competição entre as duplas pra ver quem conseguia fazer as bolinhas passarem mais rápido pelo circuito. A atividade é rápida, uns 30 minutos já dá pra todo mundo entender bem o conceito e ainda se divertir no processo.

E aí tem a aula prática mais bacana que eles adoram: "Os Caminhos do Transporte". A gente faz tipo um teatrinho. Eu separo a turma em grupos maiores e cada um vira parte do corpo humano: coração, pulmões, estômago e assim por diante. Eles têm papeis diferentes e precisam fazer encenações mostrando como os nutrientes vão de um lugar pro outro e como os resíduos saem do corpo.

Foi hilário na última vez que fizemos isso porque o João ficou encarregado de ser o coração e ele ficou pulando pelo "palco" (que era só uma área maior da sala) e falando com voz grossa "Eu sou o coração e vou bombear tudinho!". A turma toda riu demais, mas no final das contas eles conseguiram explicar direitinho como acontecia o transporte dos nutrientes e resíduos. Essa atividade leva um pouco mais de tempo, cerca de uma hora e quinze minutos, porque precisa organizar os papéis e ensaiar um pouquinho.

É legal ver como essas atividades fazem os meninos entenderem melhor o conteúdo porque não é só aquela coisa teórica chata no quadro. Eles vivenciam mesmo o que estão aprendendo e sempre saem das aulas mais curiosos sobre o próprio corpo. E isso é bom demais! No fim das contas, acho que esse jeito de ensinar conecta eles com o conteúdo de um jeito muito mais significativo.

E assim vai minha rotina por aqui. Compartilhar essas experiências me anima porque vejo como pequenas coisas fazem grande diferença no aprendizado deles. Se alguém tiver dicas ou quiser trocar ideia sobre outras atividades, tô por aqui! Valeu!

E aí, continuando essa conversa sobre como a gente percebe que os meninos aprenderam essa parada do sistema circulatório, olha, é muito pelo jeito que eles começam a falar entre eles mesmos. Enquanto circulo pela sala, eu fico de ouvido atento. Outro dia, tava passando perto das carteiras e o João Pedro tava explicando pra Maria Clara que "o sangue é tipo um ônibus que leva oxigênio pras células". Na hora pensei: "É, esse entendeu!". Aí você vê que eles começam a usar essas metáforas nas conversas, e não só nos exercícios.

Tem uma coisa que eu sempre observo: quando um aluno de repente se vira pro outro e fala "Então é por isso que a gente fica cansado quando corre!", porque entendeu que o corpo precisa de mais oxigênio. E quando eles fazem conexões assim sozinhos, sem eu precisar explicar de novo, é um sinal claro de que captaram a ideia.

Agora, sobre os erros comuns. A Letícia, por exemplo, tinha uma dificuldade danada em entender por que o coração tem dois lados e achava que era só uma bomba sem partes específicas pro sangue que vai e pro sangue que vem. Uma vez ela virou pra mim e disse: "Carlos, mas o sangue não vai e volta pelo mesmo tubinho?". Foi aí que percebi que ela tava confundindo artérias e veias como se fossem a mesma coisa. Erros assim acontecem porque é muita informação nova junta e, às vezes, o modo como explicamos precisa ser reformulado. Aí eu puxo do bolso umas figurinhas ou até desenho no quadro de novo, mostrando como se fossem ruas diferentes saindo e entrando na cidade.

Tem também aqueles momentos em que alguém fala "E se o sangue suja no caminho?" aí eu percebo que tão achando que ele vai sujo pras células. É confusão na certa! Nessas horas volto um pouco, explico a ideia do oxigênio sendo descarregado nas células e o gás carbônico sendo recolhido. Essas coisas básicas mas essenciais.

E olha, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, aí a coisa requer uma atenção maior nas atividades. O Matheus tem muita energia (muita mesmo!), então tento sempre planejar atividades mais práticas pra ele não perder o foco fácil. Tipo assim, eu deixo ele ser meu assistente quando estamos fazendo alguma atividade em grupo ou prática. Ele adora mexer com os materiais e distribuir os papéis. Outra coisa que ajuda muito é que mantenho atividades curtas e com instruções bem claras, senão ele se perde no meio do caminho.

Já com a Clara, eu percebi que ela se dá super bem com rotinas previsíveis e visuais. Então sempre deixo tudo organizadinho no quadro com cores diferentes pro que é mais importante ou pras etapas da atividade. Uma vez tentamos uma apresentação onde ela explicaria algo usando só a fala e foi um desastre porque ela ficou super ansiosa. Aí passamos a usar cartazes ou até slides simples. Isso ajudou muito! Além disso, procuro dar retornos bem diretos e positivos pra ela saber exatamente o que tá indo bem.

Pra ambos, tento ajustar o tempo das atividades pra considerar pausas. Tipo assim, dou 15 minutos de trabalho focado e depois uma pausa curta pra respirar ou mexer um pouco.

Bom, é isso aí pessoal! Essas são algumas das estratégias que uso com os meninos no dia a dia pra perceber o aprendizado deles sobre o sistema circulatório e ajudar aqueles que têm um pouco mais de dificuldade ou necessidades especiais. Sempre aprendendo com eles também, né? Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas tô por aqui! Até mais!

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