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EF06CI04Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Associar a produção de medicamentos e outros materiais sintéticos ao desenvolvimento científico e tecnológico, reconhecendo benefícios e avaliando impactos socioambientais.

Matéria e energiaMisturas homogêneas e heterogêneas Separação de materiais Materiais sintéticos Transformações químicas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06CI04 da BNCC é um baita desafio, mas também é daquelas que a gente vê os meninos se engajarem de verdade. Na prática, a ideia é ajudar os alunos a entenderem como coisas que eles veem no dia a dia, como remédios e plásticos, estão ligadas ao desenvolvimento científico e tecnológico. E mais importante, eles precisam começar a perceber que essas coisas têm um impacto na sociedade e no ambiente. Então, além de saber o que é uma mistura homogênea ou heterogênea, eles precisam entender que, por exemplo, o plástico é um material sintético que facilita muito nossa vida, mas também gera um monte de lixo.

Os meninos chegam no 6º ano já com uma ideia básica de misturas e matérias do 5º ano. Eles sabem distinguir uma mistura homogênea de uma heterogênea olhando pra um suco de maracujá ou um copo de água com areia. O pulo do gato agora é eles perceberem o papel da ciência e tecnologia na criação de materiais que a natureza não nos dá de bandeja e pensar nas consequências disso.

Então, uma das atividades que eu faço é a "Oficina dos Plásticos", que é bem prática. A ideia é simples: peço pros alunos trazerem embalagens plásticas vazias de casa – garrafa PET, potes de sorvete, sacolinhas, o que tiver. A turma trabalha em grupos de 4 ou 5, e cada grupo analisa as embalagens, discute a utilidade delas e depois levanta os problemas ambientais associados a cada tipo. Isso costuma levar umas duas aulas. Os alunos sempre ficam animados porque trazem coisas deles e acabam se surpreendendo com o quanto de plástico a gente usa sem perceber. Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara comentou algo tipo "Nossa, professor, eu não tinha ideia que tudo isso no meu armário era plástico!". É bem bacana ver esse despertar neles.

Outra atividade legal é o "Desafio dos Medicamentos". Nessa aqui eu peço para os alunos trazerem bulas de remédios (ou tirarem fotos) – claro, nada muito complicado, só medicamentos comuns tipo analgésicos ou vitaminas. A ideia é fazer eles entenderem que por trás daquele comprimido tem um monte de ciência rolando. Divido a turma em duplas e cada dupla escolhe um medicamento pra pesquisar: pra que serve, como foi desenvolvido, quais são os ingredientes sintéticos envolvidos. Com isso, eles montam um pequeno cartaz explicativo. Isso leva umas três aulas porque eles vão atrás das informações, discutem entre eles e depois fazem uma mini apresentação pro restante da turma. Na última vez que fiz isso, o João Vítor descobriu com espanto que o paracetamol tem um processo químico bem complexo por trás e ficou super empolgado explicando pros colegas.

A terceira atividade é mais experimental: "Filtro das Misturas". Aqui eu uso materiais super simples – coador de café, areia, sal, água e óleo. Primeiro mostro pros alunos a diferença entre misturas homogêneas e heterogêneas usando esses materiais. Depois o desafio é eles conseguirem separar os componentes das misturas usando os materiais disponíveis. Como cada grupo tenta estratégias diferentes pra separar as misturas, as reações são as melhores possíveis! Normalmente leva umas duas aulas e na última vez o Lucas mandou ver usando dois filtros juntos pra separar areia e sal da água com uma precisão incrível.

O mais legal dessas atividades é ver como os estudantes começam a conectar as coisas. Tipo assim, ver na prática a diferença entre conceitos que pareciam abstratos no começo. Além disso, quando eles percebem o impacto ambiental dessas criações humanas, acho que plantamos uma sementinha de consciência aí.

Então é isso! Essas são algumas maneiras que eu encontrei pra trabalhar essa habilidade com a galera do 6º ano. Tem sido bem produtivo e sempre rende boas discussões em sala. Se alguém aí tiver outras dicas ou atividades bacanas pra dividir sobre esse assunto, tô super aberto! É sempre bom trocar ideia e aprender com as experiências dos colegas também.

Abraço!

E aí, galera! Continuando a prosa sobre a EF06CI04, uma das coisas que mais me fascina é perceber quando os alunos realmente entendem o conteúdo. E olha, isso não acontece só em prova, não! Quando tô circulando pela sala, a gente percebe nos pequenos detalhes. Tipo, quando os alunos começam a usar a linguagem científica nas conversas deles. Outro dia ouvi o Pedro explicando pra Maria a diferença entre mistura homogênea e heterogênea usando o exemplo do café com leite e o suco de laranja com gominhos. Aí eu pensei: "Esse moleque pegou a ideia!"

Outra coisa que observo é quando estão em grupos e um aluno tira uma dúvida do outro. Lembro da Júlia e da Ana conversando sobre o impacto ambiental dos plásticos, e a Júlia falando: "Mas Ana, mesmo que seja reciclável, se não for descartado direito, vai parar no oceano, né?". Aí você vê que elas já estão conectando as ideias!

Mas claro, tem os perrengues também. Os erros mais comuns são aqueles que a gente acha que já explicou mil vezes! O Lucas toda hora confunde as misturas. Ele sempre fala que o ar é uma mistura heterogênea porque acha que dá pra ver os componentes, tipo as nuvens. Aí tenho que voltar atrás e explicar que as nuvens são gotículas de água suspensas, mas o ar em si é homogêneo.

A Helena vive esquecendo que nem todo material sintético é ruim pro ambiente só porque não é natural. Fica achando que tudo que não vem da natureza é um vilão. Então aproveito pra discutir exemplos de materiais sintéticos que são importantes na medicina, como certas próteses.

Quando pego esses erros na hora, paro tudo e chamo a atenção da turma sem expor ninguém. Tipo: "Galera, vamos dar uma olhada nisso aqui rapidinho..." Aí dou aquela reforçada nos conceitos com exemplos novos.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Cada um tem sua maneira de aprender e a gente precisa fazer adaptações pras aulas rolarem bem pra eles também. O Matheus, por exemplo, com o TDAH, se distrai fácil. Pra ele funciona bastante se eu der tarefas mais curtas e mais objetivas. E durante as atividades em grupo, faço questão de estar mais perto dele pra ajudar a manter o foco na tarefa.

Pra Clara, que tem TEA, a coisa muda um pouco. Ela se beneficia muito de rotinas bem definidas e previsíveis. Então tento ser bem claro sobre o que vai acontecer na aula desde o começo. Quando rola atividade prática ou uso de materiais diferentes, explico antes tudo direitinho. E também uso fichas visuais com passos das atividades pra ela consultar quando precisar.

Um material que achei bem legal foi um app de realidade aumentada onde eles conseguem ver animações de misturas sendo feitas. Isso ajuda bastante tanto o Matheus quanto a Clara porque é visual e interativo ao mesmo tempo. O Matheus fica super empolgado e focado quando usamos tecnologia assim.

Já teve coisa que não deu certo também. Tentei uma vez usar vídeos longos porque achei que eles iam gostar, mas o Matheus perdeu o interesse rápido e a Clara ficou meio dispersa porque tinha muita informação de uma vez só. Fui percebendo que preciso quebrar os vídeos em partes menores e discutir cada parte antes de seguir.

Bom, pessoal, é isso aí! Ensinar essa habilidade é um desafio constante, mas ver os alunos ligarem os pontos entre ciência e vida real não tem preço! Espero que essas dicas ajudem vocês também em sala de aula. E qualquer coisa, tamo aí pra trocar ideia! Abraços!

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