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EF07CI03Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Utilizar o conhecimento das formas de propagação do calor para justificar a utilização de determinados materiais (condutores e isolantes) na vida cotidiana, explicar o princípio de funcionamento de alguns equipamentos (garrafa térmica, coletor solar etc.) e/ou construir soluções tecnológicas a partir desse conhecimento.

Matéria e energiaMáquinas simples Formas de propagação do calor Equilíbrio termodinâmico e vida na Terra História dos combustíveis e das máquinas térmicas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Então, hoje eu vim aqui pra falar sobre como trabalho a habilidade EF07CI03 da BNCC na turma do 7º Ano. Pra quem não tá muito por dentro, essa habilidade fala sobre a galera entender como o calor se propaga e usar isso pra explicar porque a gente usa certos materiais no nosso dia a dia. Tipo, saber porque a garrafa térmica mantém o café quente ou como um coletor solar esquenta a água. É bem legal porque é aquele tipo de coisa que eles veem todo dia em casa, mas muitas vezes nem param pra pensar direito.

Na prática, essa habilidade é sobre fazer os meninos perceberem a diferença entre materiais que conduzem calor e aqueles que isolam. Por exemplo, é importante que eles consigam explicar porque a panela é de metal mas o cabo não. E olha, esse negócio de calor muitas vezes tá ligado ao que eles já aprenderam lá no 6º ano. Eles já tinham uma ideia básica de energia e matéria, então agora a gente aprofunda e mostra aplicações práticas no cotidiano.

Uma das atividades que faço é bem simples, mas os alunos adoram. Uso só uns copos plásticos, água quente e gelo. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos – é bom que assim eles discutem entre si e ninguém fica de fora. Leva uns 40 minutos mais ou menos, com explicação e tudo. Peço pra cada grupo colocar água quente num copo e gelo no outro e aí trocar os copos conforme o tempo passa pra ver como o calor se propaga entre eles. Aí eu pergunto qual copo esfria mais rápido e por quê. Na última vez que fizemos, o João ficou todo animado e começou a explicar pro grupo dele como o calor do copo quente passa pro copo frio, e eles brincaram que ele tava virando "cientista maluco". Foi bem divertido.

Outra atividade que rola é fazer eles entenderem a diferença entre condutores e isolantes com uma experiência bem prática com colheres de metal e madeira. Todo mundo traz uma colher de casa (ou eu peço emprestado na cozinha da escola mesmo), daí aqueço água numa panelinha elétrica que temos na sala de ciências. Aí eles colocam uma colher de metal e outra de madeira dentro d'água pra ver qual esquenta mais rápido. Faço isso em grupos pequenos e em 30 minutos tá tudo feito. É incrível ver como eles ficam surpresos quando percebem que o calor não passa pela madeira tão fácil quanto pelo metal. Da última vez, a Camila perguntou toda curiosa se era por isso que ela queimava a língua na sopa mas o cabo da colher não esquentava. Foi ótimo ver ela ligando os pontos.

Agora, uma atividade mais elaborada que faço envolve construirmos mini coletores solares com materiais bem básicos: garrafas PET, papel alumínio, fita adesiva e água com corante (pra ficar mais fácil de ver). Essa leva mais tempo, normalmente uns dois períodos de aula. A ideia é fazer com que eles montem esses coletores e vejam como a luz do sol esquenta a água dentro da garrafa mais eficazmente por causa do papel alumínio refletindo a luz. Eles ficam em duplas ou trios pra esse projeto maior. O mais legal foi ver quando o Lucas percebeu que podia deixar o coletor inclinado pra pegar mais sol e esquentar melhor – ele ficou todo orgulhoso quando viu que a temperatura da água no coletor dele era maior que no da turma do lado.

Olha, trabalhar essa habilidade realmente abre os olhos da garotada pro mundo à volta deles. Eles começam a perceber como certas coisas funcionam sem precisar ser adultinho pra isso! Ver as reações deles quando entendem por quê determinadas escolhas são feitas (tipo no material das coisas) é muito gratificante. E dessa forma, as aulas ficam mais vivas, porque conecta aquilo tudo dos livros com a realidade. E cada aula é uma chance deles se fascinarem um pouco mais com ciência – e quem sabe até inspirar o próximo engenheiro ou cientista da nossa escola!

Bom, espero ter ajudado algum colega por aí que tá querendo ideias ou só entender melhor essa habilidade na prática. Qualquer dúvida ou troca de ideia tô por aqui! Abraço!

Oi, pessoal! Continuando aqui nossa prosa sobre a habilidade EF07CI03, vou falar agora como eu percebo que o aluno aprendeu sem precisar aplicar uma prova formal. Aí, olha, não tem jeito melhor do que a gente ficar esperto nas conversas deles e naquelas interações de sala. É na hora que você tá circulando pela sala que dá pra sacar quando o aluno internalizou o que a gente tá ensinando.

Tem vezes, por exemplo, que tô passando pelas mesas e ouço a Ana explicando pro Pedro por que uma colher de metal esquenta na sopa e uma de plástico não. Ela fala assim: "Pedro, é porque o metal é bom condutor de calor e o plástico não é." Quando ouço isso, dá um alívio danado porque vejo que entenderam mesmo a lógica da coisa. E tem aquelas situações também em que eles começam a falar entre si, tipo em grupo, e um solta: "É igual na experiência do tubo de ensaio!" Daí sei que ligaram as ideias e associaram com o que discutimos lá no laboratório.

Agora, os erros mais comuns... Bom, tem vários. Um deles é confundir isolante com condutor. O João, por exemplo, vivia se atrapalhando. Ele costumava dizer que o isopor não deixava o calor passar porque era mais pesado que o ar dentro da garrafa térmica. É meio confuso mesmo pra eles entenderem que não é questão de peso, mas sim da composição do material. Quando isso acontece, eu paro tudo e volto na explicação com exemplos: pego um pedaço de isopor e um de alumínio e faço eles testarem tocando num copo com água quente. Aí já clareia um pouco mais a ideia.

E um erro clássico é achar que todo metal aquece igualzinho. A Letícia uma vez disse que o cobre esquentava igual ao ferro porque "metal é tudo igual". Aí eu levo eles pra aula no laboratório e mostramos na prática como cada metal reage diferente com a mesma fonte de calor.

Falando do Matheus, que tem TDAH, é sempre um desafio manter ele focado. Eu tento adaptar as atividades deixando-as mais curtas e objetivas pra ele, além de usar bastante imagem e exemplos visuais. Uma coisa que ajudou muito foi usar vídeos curtos sobre transferência de calor. Tem um sobre como funcionam os painéis solares que ele adorou e conseguiu manter a atenção o tempo todo. Outro lance é dividir as tarefas em etapas bem pequenas e ir chamando ele pra participar aos poucos.

Já com a Clara que tem TEA, preciso ser claro nas instruções e, às vezes, usar uma linguagem mais direta com menos metáforas pra não causar confusão. Gosto de usar materiais sensoriais como diferentes tecidos para testar perda de calor. E ela curte muito quando dou essas responsabilidades específicas tipo: "Clara, me ajuda a registrar as temperaturas nesse experimento?". Isso faz ela se sentir parte importante do processo.

Mas nem tudo são flores! Teve atividades que não rolou tão bem... Tipo uma vez tentei botar todo mundo num grande debate sobre o uso de energia solar versus energia elétrica convencional e foi meio caótico pro Matheus e pra Clara acompanhar tanta gente falando ao mesmo tempo. Percebi depois que atividades mais estruturadas funcionam melhor pros dois.

Enfim, é isso pessoal! Trabalhar essas diferenças num mesmo espaço é sempre desafiador mas também traz muita satisfação quando a gente vê os meninos aprendendo juntos com suas particularidades respeitadas. Espero ter ajudado vocês a entender um pouquinho mais do meu dia a dia com essa habilidade da BNCC. E se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tamo aí! Até mais!

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