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EF07CI10Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Argumentar sobre a importância da vacinação para a saúde pública, com base em informações sobre a maneira como a vacina atua no organismo e o papel histórico da vacinação para a manutenção da saúde individual e coletiva e para a erradicação de doenças.

Vida e evoluçãoDiversidade de ecossistemas Fenômenos naturais e impactos ambientais Programas e indicadores de saúde pública
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07CI10 da BNCC é bem aquela que a gente tem que fazer os meninos entenderem o porquê de tomar vacina, sabe? Não é só enfiar a agulha no braço e tá tudo certo. A ideia é que eles consigam argumentar, defender a importância da vacinação usando informações sobre como ela funciona no corpo e também contando um pouquinho da história das vacinas. Isso é legal porque eles vão perceber que as vacinas não servem só pra proteger a gente individualmente, mas pra ajudar todo mundo e até mesmo acabar com doenças, como já rolou no passado. E tá tudo ligado às aulas anteriores, tipo quando a gente fala de sistema imunológico ou de doenças contagiosas. Então os meninos já vêm com uma base legal pra gente construir em cima.

Bom, vou te contar como faço isso na minha sala do 7º Ano. Eu sempre começo com uma aula meio papo, meio bate-papo mesmo. Levo uma apresentação simples em PowerPoint com imagens mostrando vírus, bactérias e células de defesa do nosso corpo. Aí vou explicando que quando a gente toma uma vacina, tá introduzindo uma forma enfraquecida ou morta desses microrganismos pra que nosso corpo aprenda a se defender deles. E falo também sobre como a vacinação em massa ajuda a proteger quem não pode ser vacinado, tipo assim: se todo mundo tá vacinado, o vírus não consegue se espalhar fácil. Gosto de usar exemplos do dia a dia deles, tipo quando a avó ou o pai fala "tem que vacinar contra gripe", aí eles associam.

Uma das atividades que faço é pedir pra galera pesquisar sobre doenças que foram erradicadas graças às vacinas. Uso materiais simples: internet e o livro didático mesmo. Divido a turma em grupos de três ou quatro alunos e dou uns 40 minutos pra eles pesquisarem e prepararem uma apresentação rápida de 5 minutos sobre a doença e como a vacinação ajudou a acabar com ela. Eles adoram usar o celular pra isso, mas têm que saber filtrar as informações, né? Da última vez, o grupo do João e da Maria trouxe umas fotos antigas de pessoas com varíola e isso deu um impacto enorme na turma. Rolou um silêncio, sabe? Eles ficaram impressionados em ver como era sério.

Outra atividade que faço é uma roda de conversa sobre fake news envolvendo vacinas. Antes do dia da atividade, peço pra cada aluno trazer exemplos de notícias falsas que eles ou alguém da família já tenha visto sobre vacinas. Aí a gente junta essas notícias na sala e discute por uns 30 minutos mais ou menos. A turma fica dividida em dois grupos: um defende e o outro refuta as fake news. É interessante ver como eles se envolvem e até fica meio acalorado. Teve uma vez que o Pedro começou a defender umas teorias da conspiração que leu não sei onde, mas aí a Ana Clara rebateu lembrando dos casos de sarampo que voltaram a aparecer justamente por causa de desinformação. Foi muito bacana ver eles discutindo argumentos baseados no que aprenderam.

Pra fechar o assunto e trazer tudo pro mundo real deles, organizo uma visita ao posto de saúde do bairro. Claro, tem todo um preparo antes: pego autorização dos pais e marco um horário com o pessoal do posto pra evitar tumulto. Lá, os profissionais explicam na prática como as campanhas de vacinação são organizadas e falam um pouco sobre cada vacina do calendário nacional. Essa atividade leva uma manhã inteira com deslocamento e tudo mais, mas é super valiosa. Os alunos ficam curiosos, fazem perguntas — às vezes até demais! Na última visita, o Lucas ficou fascinado querendo saber como se decide quais vacinas são obrigatórias no Brasil. Ele voltou cheio das ideias pro projeto final sobre saúde pública.

E assim vou trabalhando essa habilidade com os meninos. É desafiador, mas ver eles saindo da sala entendendo mais sobre o tema já vale muito a pena. A sensação é ótima quando você vê que eles começam a falar disso com os pais em casa ou comentam nas redes sociais de um jeito mais consciente. Acho que nosso papel é esse mesmo: formar cidadãos críticos e informados.

Bom, é isso aí! Espero que tenha ajudado compartilhar essas experiências e te inspire a adaptar pro teu jeito também. Abraço!

Aí, galera, continuando sobre como vejo que os meninos entenderam essa história toda de vacina sem precisar fazer prova formal, é bem no dia a dia mesmo. Quando tô andando pela sala, ouvindo as conversas, dá pra sacar. Tipo assim, tem vez que tô lá circulando e escuto a Julia explicando pro Lucas que a vacina é como um treino pro corpo, aí o "sistema de defesa" fica esperto pra quando a doença de verdade aparecer. A Julia explicando pro Lucas assim é aquele momento que você pensa: "Ah, essa pegou a ideia".

Outra coisa que acontece é quando eles começam a questionar além do que foi dado. Uma vez, o Pedro perguntou por que algumas vacinas precisam de reforço e outras não. Aí você percebe que ele tá pensando sobre o assunto de verdade, não só repetindo. E tem também quando eles conectam isso com as experiências pessoais, como a Lia falando que a avó teve poliomielite quando era nova e hoje em dia a doença tá praticamente erradicada por causa da vacinação. É nessas horas que vejo que internalizaram o conhecimento.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem algumas situações engraçadas e outras complicadas. O João sempre confunde antídoto com vacina, tipo ele acha que se ficar doente é só tomar uma vacina e pronto. Já corrigi ele várias vezes explicando que a vacina é preventiva, não curativa. A Maria, por outro lado, acha que se tomou uma vez uma vacina nunca mais precisa. Aí expliquei novamente como certos vírus podem sofrer mutações e por isso que tem vacinas anuais como a da gripe.

Esses erros geralmente vêm de entender mais ou menos como tudo funciona. Eles costumam associar vacina a qualquer coisa de saúde sem separar bem os conceitos. Por isso, quando pego o erro na hora, tento mostrar com exemplos simples. Pergunto se eles já viram alguém com sarampo hoje em dia e aí puxo pra importância da vacinação em massa pra eliminar doenças.

Sobre trabalhar com o Matheus e a Clara na sala, faço umas adaptações. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que chamem atenção dele sem serem muito longas. Faço um esquema de rotação entre atividades práticas e teóricas. Com ele funciona bem quando usamos vídeos curtos sobre o assunto ou jogos educativos. Ajuda ele a focar por mais tempo e não deixa ele dispersar tanto.

Já a Clara, que tem TEA, às vezes precisa de um tempo extra ou de um ambiente mais tranquilo. Ela se dá bem com materiais visuais claros e diretos, tipo infográficos ou esquemas desenhados e coloridos. E evito atividades com muito barulho ou confusão ao redor dela porque isso atrapalha mais do que ajuda.

Uma coisa que testei com o Matheus e não funcionou foi trabalhar só com leitura de textos longos sobre as vacinas. Ele se perdia no meio do caminho. Agora, a Clara já responde bem melhor com histórias visuais sobre como foi descoberta uma vacina específica ou como ela funciona no corpo humano.

Pra ambos, procuro dar feedbacks frequentes e adaptar o discurso na aula conforme vou notando como eles reagem à explicação. É um tal de ir ajustando até encontrar o jeito certo pra eles acompanharem sem dificuldade.

Vou encerrando por aqui, mas sempre é bom ouvir as experiências de vocês também. Cada sala é única e o jeito que cada aluno aprende também! Se alguém aí tiver uma dica diferente ou até tiver uma situação parecida pra compartilhar, comenta aí no fórum! Abraço pessoal!

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