Olha, essa habilidade EF09CI12 da BNCC na prática é sobre ajudar os meninos do 9º Ano a entenderem o porquê de termos esses lugares tipo parques nacionais, reservas e florestas. A ideia é que eles consigam justificar a importância dessas áreas pra preservar a biodiversidade e o patrimônio nacional. No fundo, é fazer eles perceberem que esses lugares não estão lá só pra gente visitar e fazer trilha, mas sim porque têm um papel importantíssimo em manter tudo funcionando direitinho no nosso planeta. Tem que rolar esse entendimento de que essas áreas protegem plantas, animais e até mesmo a gente, né. Sem falar das comunidades que vivem perto ou dentro dessas áreas e das atividades que podem ou não acontecer por lá.
A galera do 8º Ano já vem com uma noção legal sobre ecossistemas, cadeias alimentares e um pouco de impacto ambiental. Eles sabem o básico sobre como as coisas estão ligadas na natureza. Então, quando chegam no 9º, a gente meio que dá um passo além e começa a conectar essas ideias com a preservação da biodiversidade de maneira mais prática e direta. Dá pra puxar aquele gancho sobre como as ações humanas podem proteger ou prejudicar tudo isso.
Agora, sobre as atividades que faço em sala! Uma delas é uma pesquisa de campo virtual. É um negócio simples: uso Google Earth ou aquele Google Maps mesmo pra mostrar pra eles algumas unidades de conservação do Brasil. A turma fica dividida em grupos pequenos pra cada grupo pesquisar sobre um tipo de unidade: parques nacionais, reservas biológicas ou florestas nacionais. Damos uns 40 minutos pra eles explorarem, anotarem curiosidades e, depois, cada grupo compartilha suas descobertas com o resto da turma. Teve uma vez que o João ficou fascinado com o Parque Nacional do Iguaçu! Ele não parava de falar das cataratas e que queria ir lá um dia. É legal ver como os olhos deles brilham quando descobrem algo novo.
Outra atividade que deu super certo foi um debate. Aí eu levo um texto bem curtinho sobre algum impacto ambiental em unidades de conservação, tipo o desmatamento na Amazônia ou as queimadas no Pantanal. Peço pra eles lerem rapidinho (coisa de uns 10 min) e depois divido a sala em dois grupos: um vai defender as ações humanas nas UCs e outro vai argumentar contra, pensando na preservação da biodiversidade. Deixo rolar o papo e vou mediando. É bem interessante ver como eles vão construindo os argumentos ao longo do debate. A última vez que fizemos isso teve até faísca entre a Ana e o Carlos! Cada um defendendo seu ponto com unhas e dentes, mas no fim acabaram entendendo melhor o ponto de vista do outro.
E tem aquela atividade prática clássica: montar um mural da biodiversidade. Pra isso eu levo cartolina, revistas velhas, tesoura e cola. Eles têm umas duas aulas pra montar cartazes sobre diferentes aspectos das unidades de conservação: fauna, flora, comunidades locais, ameaças... Cada grupo escolhe um tema. Assim eles trabalham em equipe e ainda colocam a criatividade pra jogo. Quando fizemos isso mês passado, o mural ficou incrível! O cartaz do grupo do Pedro sobre os animais ameaçados foi parar no corredor da escola porque ficou realmente sensacional.
Os alunos reagem muito bem a essas atividades mais dinâmicas porque sai daquele esquema só livro-caderno-quadro-negro. Eles se envolvem mais quando colocam a mão na massa ou quando sentem que estão aprendendo algo prático que faz sentido na vida real.
No geral, trabalhar essa habilidade é mostrar pros meninos que cada atitude nossa pode influenciar na conservação dessas áreas vitais pro planeta. E também fazer com que eles vejam essas unidades não só como lugares distantes ou turísticos, mas partes essenciais do nosso mundo interligado.
Bom, é isso aí pessoal! Espero que tenha ajudado vocês com essas ideias pra trabalhar essa habilidade na sala de aula. Se tiverem mais dicas ou jeitos diferentes de abordar esse tema, manda aí que tô sempre aberto pra trocar figurinhas! Até a próxima!
Agora, gente, quando a gente tá lá no meio das aulas, é incrível como o dia a dia na sala dá vários sinais de que os meninos tão pegando a matéria mesmo sem precisar de uma prova formal. O que eu gosto de fazer é circular pela sala enquanto eles tão fazendo as atividades ou discutindo em grupo. Aí você vê aquelas expressões de “ah, entendi!” na cara deles, sabe? Outro dia, tava lá perto do Lucas e do Pedro, e o Lucas virou pro Pedro e começou a explicar por que é importante ter uma reserva ambiental perto da nossa cidade. Ele disse algo tipo: “Imagina se não tivesse esse lugar pra proteger os bichos. Eles iam acabar sumindo.” Aí o Pedro completou: “E também tem aquela parada do ar, né? As florestas ajudam nisso.” Nessa hora pensei: “Beleza, eles tão sacando o negócio.”
E às vezes é só ouvir as conversas entre eles, sabe? Eles começam a debater sobre o que a gente tá aprendendo em ciência como se estivessem falando sobre um jogo de futebol. Tipo, lembro que teve uma vez que a Júlia e a Ana tavam discutindo sobre as florestas e a Ana mandou: “Mas e se a gente plantasse árvores na cidade?” E aí a Júlia respondeu: “Não é bem assim porque na cidade não vai ter o mesmo equilíbrio que numa floresta real.” Quando você ouve isso, percebe que elas tão começando a ligar os pontos.
Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros comuns aparecem bastante também. É normal ver a galera confundindo coisas básicas. Um erro clássico é pensar que um parque nacional serve só pra turismo. O Tiago outro dia achou que era só isso mesmo. Ele dizia: “Ah, mas não pode fazer nada lá dentro!” Expliquei que não é só sobre o que as pessoas podem ou não fazer, mas sobre preservar os bichos e plantas que tão lá e não tem em mais lugar nenhum. E rola também muito erro de conceito quando vão falar de biodiversidade. Tipo assim, eles acham que biodiversidade é só ter muitos tipos de animais diferentes. A Clarice uma vez falou: “A gente tem um tanto de passarinho diferente no quintal de casa, então tem biodiversidade.” Aí eu tive que dar aquele toque de que biodiversidade envolve outros seres vivos e as relações entre eles também.
Quando eu vejo esses erros na hora, eu costumo parar ali mesmo e dar uma mini-aula rápida pra esclarecer. Às vezes pego um exemplo do dia a dia deles. “Pensa nos ecossistemas como um prato cheio de comida variada. Se você só tiver arroz todo dia, não fica saudável.” Tento sempre trazer pra realidade deles porque ajuda muito.
Falando em adaptação, tem o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA na turma. Com eles, eu tenho que ajustar algumas coisas pra garantir que eles tenham o apoio necessário. Pro Matheus funciona bem quebrar as atividades em pedaços menores e dar pausas no meio pra ele desanuviar um pouco. Ele se beneficia muito quando deixo ele se movimentar pelo espaço enquanto faz as atividades práticas. Já tive situações em que uma atividade longa demais não deu certo porque ele perdeu o foco total.
Com a Clara, geralmente ajudo ela mais nas instruções claras e visuais. Pra ela entender melhor os conceitos de preservação e biodiversidade, uso muitos gráficos e mapas visuais bem coloridos porque isso prende bem a atenção dela e facilita o entendimento. Antes tentei um material com muito texto, mas não rolou legal porque acabava ficando cansativo pra ela.
Cada aluno tem seu jeito de aprender e a gente tem que ir ajustando conforme vê o andamento das coisas. O importante é ir testando diferentes abordagens até encontrar aquilo que faz sentido pra cada um deles.
Bom, acho que tá aí um bom resumo de como ando lidando com essa habilidade na sala de aula. Sempre é desafiador mas também recompensador ver eles entendendo o papel importantíssimo dessas áreas preservadas pro nosso planeta. Espero que isso ajude vocês também nas suas salas!
Até a próxima!