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EF09CI13Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Propor iniciativas individuais e coletivas para a solução de problemas ambientais da cidade ou da comunidade, com base na análise de ações de consumo consciente e de sustentabilidade bem-sucedidas.

Vida e evoluçãoHereditariedade Ideias evolucionistas Preservação da biodiversidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09CI13 da BNCC, de cara, parece um bicho de sete cabeças, mas quando a gente vai ver na prática, fica bem mais tranquilo. A ideia é que os alunos do 9º Ano consigam pensar em formas de resolver problemas ambientais ali na cidade ou comunidade deles. É tipo pegar o que eles já sabem de consumo consciente e sustentabilidade e transformar em ação. O que é legal é que eles já chegam no 9º Ano com uma base do 8º Ano. A galera já tem uma noção de ecossistemas, cadeias alimentares, esse tipo de coisa, então a gente só dá um gás a mais pra eles pensarem em soluções práticas.

Imagina que eles precisam ser capazes de olhar pra um problema, tipo o descarte errado do lixo no bairro deles, e pensar "O que eu posso fazer pra ajudar a resolver isso?". E não precisa ser nada mirabolante, às vezes são pequenas ações que fazem muita diferença. Como já trabalhamos bastante com sustentabilidade antes, a turma já entende o impacto das suas ações no meio ambiente. Então, quando chegam aqui, dá pra aprofundar mais e deixar eles colocarem a mão na massa.

Bom, agora vou contar o que eu faço na minha sala pra trabalhar isso aí. A primeira atividade que sempre faço é uma roda de conversa. Chamo de "Roda do Futuro". Junto os meninos em um círculo na sala (umas 30 cadeiras), e a gente bate um papo sobre os problemas ambientais que eles veem por aí. É papo aberto mesmo, sem julgamento. Uso só um papel grande colado na parede pra anotar as ideias principais. Dá uns 45 minutos essa atividade e sempre rende. Da última vez, o João falou sobre o rio que passa ali perto da escola tá cheio de lixo e isso fez a menina Ana lembrar de como a rua dela enche d'água toda vez que chove por causa do entupimento dos bueiros. Vira uma conversa muito rica porque um assunto puxa o outro.

A segunda é uma pesquisa sobre iniciativas de sucesso em outros lugares. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou pra cada grupo um tema, tipo reciclagem, economia de água ou energia renovável. Eles têm uma aula no laboratório de informática da escola pra pesquisar e depois mais uma aula pra preparar uma apresentação. O material é simples: só computador e internet mesmo. Da última vez, o grupo do Lucas descobriu um projeto em Curitiba onde as pessoas trocam recicláveis por frutas e verduras. Ele ficou super empolgado porque achou que dava pra fazer algo parecido por aqui com um pouco de organização comunitária.

E a terceira atividade é mão na massa: criar um projeto local. Depois das pesquisas, cada grupo tem que pensar num projeto pequeno que possam fazer na comunidade deles. Isso leva mais umas duas aulas pra organizar tudo e depois tem a execução do projeto, que aí vai depender do que eles escolherem fazer. Teve uma vez que uma dupla fez panfletinhos sobre como separar o lixo orgânico do reciclável e distribuiu nas casas ao redor da escola — foi ideia da Mariana e da Sofia. Elas ficaram na frente da escola logo cedo entregando os panfletos e conversando com quem passava por lá. Até tiraram foto e postaram no mural da escola depois.

Os alunos curtem essas atividades porque eles se sentem realmente parte da solução, sabem? E é legal ver como eles se engajam quando percebem que podem mudar alguma coisa no mundo deles, por menor que seja. Claro que tem sempre aquele aluno mais tímido ou que acha tudo besteira no começo, mas quando vêem os colegas empolgados acabam se envolvendo também. E é nessa hora que você percebe que tá plantando uma sementinha de consciência ambiental neles.

No final das contas, essas atividades todas giram em torno de fazer os meninos pensar fora da caixa e entender o impacto das ações deles no meio ambiente. Quando você vê eles discutindo soluções, propondo ações ou até mesmo se envolvendo num projeto comunitário pequeno, é gratificante demais. E tudo isso só funciona porque a gente trabalha junto: professor orienta daqui, aluno puxa dali e vai todo mundo aprendendo junto como dá pra fazer a diferença.

Bom gente, espero ter dado uma luz aí para quem tá tentando trabalhar essa habilidade em sala de aula! Qualquer coisa tô por aqui!

I aí, como é que eu vejo que os meninos realmente entenderam sem precisar de prova? Olha, é uma questão de observação no dia a dia, sabe? Quando tô circulando pela sala, gosto de prestar atenção nas conversas que rolam entre eles. Às vezes, vejo a Ana explicando pra Vitória sobre como o lixo reciclável precisa estar limpo antes de ser descartado. Ela não só fala, mas mostra com um exemplo do lanche que trouxe. Nessas horas eu penso: "Ah, essa pegou a ideia!" Ou quando escuto o João falando do projeto que ele fez com o Lucas sobre compostagem em casa e percebo que ele tá botando em prática o que discutimos na aula.

Outras vezes, é vendo a forma como eles lidam com os debates em grupo. Teve uma vez que o Pedro e o Rafael estavam discutindo qual seria a melhor forma de reduzir o uso de embalagens plásticas na escola. Aí o Pedro veio com uma ideia de fazer campanhas de conscientização com cartazes e o Rafael já emendou: "E se a gente fizer um vídeo pra redes sociais também?" Aí eu vi que eles não só entenderam o conteúdo, mas estavam pensando em soluções concretas.

Agora, vamos falar dos erros mais comuns. Olha, um bem comum é o pessoal confundir biodegradável com reciclável. Parece que a palavra engana, né? A Gabriela cismava que toda embalagem biodegradável era reciclável também. Aí eu mostrei pra ela como algumas coisas se decompõem na natureza mas não podem ser recicladas em processos industriais. Usei um exemplo de sacolas biodegradáveis que se desfazem em pouco tempo no ambiente mas não podem ser recicladas junto com plástico comum. Depois ela ficou mais ligada nisso.

Outro erro é a famosa confusão entre efeito estufa e aquecimento global. O Carlos sempre misturava os dois conceitos nas discussões. Ele entendia que ambos estavam relacionados ao clima, mas não via a diferença entre os fenômenos. Mostrei pra ele um diagrama simples que mostra como o efeito estufa é um processo natural e necessário, enquanto o aquecimento global é o aumento da temperatura média do planeta causado pelo excesso de gases poluentes. A partir daí, vi que ele começou a separar bem as duas coisas.

Com Matheus e Clara, tive que adaptar algumas coisas nas minhas atividades. Matheus tem TDAH e precisa de mais foco, então divido as tarefas em etapas mais curtas pra ele não perder o fio da meada. Por exemplo, numa atividade de planejamento de uma horta comunitária, ao invés de jogar tudo de uma vez, combino com ele pra resolver uma parte de cada vez: primeiro escolher as plantas, depois fazer os esboços do terreno, e por aí vai.

Já pra Clara, que tem TEA, modifico um pouco os materiais visuais. Uso mais figuras e esquemas com cores bem definidas porque ela responde melhor assim. Outra coisa importante é dar instruções claras e diretas. Uma vez tentei usar uma dinâmica mais aberta e percebi que ela ficou perdida. Desde então, deixo tudo bem explicado desde o início.

Olha só, no final das contas, cada aluno tem seu jeito próprio de aprender e cabe a nós, professores, encontrar formas de ajudar cada um no seu caminho. É um aprendizado contínuo pra mim também.

Bom, acho que é isso aí por hoje! Se alguém tiver experiências parecidas ou outras dicas pra compartilhar sobre essa habilidade ou qualquer outra coisa lá da sala de aula, vou adorar ouvir! É sempre bom trocar ideias e aprender juntos. Abraço!

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