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EM13CO06Computação Ensino Médio · 1º EM Ano · Ensino Médio

Avaliar software levando em consideração diferentes características e métricas associadas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de "avaliar software" no contexto da BNCC, eu costumo pensar assim: é tipo ensinar os meninos a serem críticos, sabe? Eles têm que olhar para um programa de computador e saber dizer o que é bom e o que não é. Não é só sobre usar o software, mas entender quão bem ele faz o que promete. Imagina tu pedir um pastel e a pastelaria te mandar um salgado que não é nada do que tu pediu. É mais ou menos isso. Pensar em como o software funciona, se é fácil de usar, se resolve o problema para o qual foi feito, se é rápido, seguro… essas coisas são as métricas, as características que a gente avalia.

Então se no ano passado eles já aprenderam a usar algumas ferramentas básicas e entenderam como elas funcionam, agora a gente quer que eles pensem mais criticamente sobre elas. É deixar de ser só usuário e começar a ter um olhar de desenvolvedor ou de crítico técnico. Eles já sabem criar uns programinhas simples, então agora é hora de afiar esse olhar crítico.

Uma das atividades que faço envolve usar aplicativos que eles já conhecem. Aí peço pra turma se dividir em grupos de 4 ou 5 e cada grupo escolhe um aplicativo diferente pra avaliar. Eles usam os celulares mesmo, porque a ideia é ser algo do dia a dia. Cada grupo tem uma aula pra usar o tempo juntos avaliando coisas como a interface do app, se ele cumpre bem seu propósito, essas coisas. Depois disso, cada grupo apresenta pro resto da turma suas conclusões. Os alunos sempre ficam animados com essa atividade porque adoram discutir sobre os apps que eles usam todo dia. Da última vez, a Ana e o João quase discutiram por causa dos pontos de avaliação do WhatsApp. A galera sempre se empolga nas apresentações.

Outra coisa que faço é uma análise comparativa entre dois softwares que fazem a mesma coisa. Dou exemplos tipo dois editores de texto ou duas redes sociais. Eles têm duas aulas pra isso: na primeira aula eles exploram os softwares e na segunda fazemos uma roda de conversa onde cada um fala o que achou mais interessante ou problemático em cada software. Pra isso, uso uma planilha simples onde eles marcam as características que tão avaliando – tipo usabilidade, velocidade, etc. – e vão dando notas. O legal dessa atividade é quando eles percebem diferenças grandes em coisas que usaram a vida toda sem prestar atenção. Semana passada a Paula ficou chocada ao perceber como um editor era mais pesado pro computador dela do que outro.

A terceira atividade é um desafio: criar uma lista de melhorias para um software fictício com base nas avaliações deles. Para isso, dou a eles uma descrição de um software bem básico e digo que são consultores encarregados de melhorar esse software. Essa tarefa leva mais tempo, geralmente umas três aulas entre discussão e apresentação das ideias finais. Eles usam papel e caneta pra anotar tudo durante as discussões em grupo. É engraçado ver as ideias malucas que surgem. Quando fizemos essa atividade pela última vez, os alunos propuseram transformar um simples gerenciador de tarefas em quase uma rede social, com chat e tudo mais! O Lucas veio todo empolgado defendendo a ideia de ter stickers para comemorar cada meta atingida.

Essas atividades são legais porque elas tiram os alunos da zona de conforto e fazem com que pensem além do óbvio. No começo alguns ficam meio perdidos — lembro na primeira vez o Tiago perguntou "mas por que eu vou ficar avaliando esse app aqui?", mas com o tempo eles pegam gosto pela coisa. O melhor é ver como eles começam a criticar tudo depois: dos apps aos jogos, até os sites que usam.

Enfim, trabalhar essa habilidade da BNCC pode parecer complicado à primeira vista, mas quando levamos pro cotidiano dos alunos fica bem mais fácil de conectar com o mundo deles e desenvolver essas habilidades críticas neles. No fim das contas, é sobre preparar esses meninos pra serem não só consumidores, mas também pensadores criativos e críticos nesse mundo cheio de tecnologia onde vivemos.

E por aí? Como vocês tão trabalhando essa habilidade com os alunos? Tô sempre aberto pra trocar ideias!

Então, como é que eu percebo que a galera tá realmente pegando o jeito? Olha, não é só na hora da prova que a gente vê se o aluno aprendeu, né? Eu gosto de circular bastante pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades, e é aí que você pega os sinais. Tipo, quando um aluno tá explicando pro outro como corrigir um erro ou tá mostrando um jeito diferente de resolver um problema. Isso pra mim é um sinal claro de que ele entendeu o assunto, porque se o cara consegue ensinar, é porque absorveu mesmo. Teve um dia que o Lucas tava ajudando a Mariana a entender como escolher uma métrica pra avaliar uma ferramenta. Ele usou um exemplo lá do joguinho que eles gostam e disse "Manu, imagina se o jogo trava toda vez que tu vai passar de fase. Não adianta ser lindo se não funciona". Ouvir isso foi tipo: "Ahá, saquei!".

E às vezes também, no meio das discussões em grupo, você percebe pelos comentários. Outro dia, a turma tava discutindo sobre segurança de dados em softwares e o Felipe mandou uma: "Eu não vou colocar minha senha em qualquer lugar porque não sei quem tá do outro lado". Aí eu pensei "pronto, ele entendeu a importância da segurança". E isso sem precisar de prova. Essas conversas são bem reveladoras.

Agora, os erros mais comuns... Tem alguns que já espero até. Uma coisa que vejo muito é o pessoal confundir rapidez com eficiência. Aí a Bianca já chegou pra mim dizendo "professor, esse programa abre rapidinho!". Só que quando fui ver com ela, o negócio consumia toda a memória do computador. Aí expliquei que rapidez não quer dizer que é eficiente ou bem feito. Outro erro é esquecer de considerar o usuário final do software. Teve uma vez que o Davi criou uma planilha super complexa e eu perguntei como a avó dele usaria aquilo. Ele coçou a cabeça e percebeu que pro usuário comum tava complicado demais.

E quando eu percebo esses deslizes, gosto de chamar pra um papo rápido. Nada muito formal, sabe? Só mostrar onde tá a falha e pedir pra pensar em exemplos do dia a dia deles pra facilitar. Às vezes uso analogias tipo "um sapato lindo mas apertado" pra explicar porque algo bonito pode não ser a melhor escolha.

Agora, lidar com as necessidades do Matheus e da Clara requer um olhar mais atento e algumas adaptações. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos diferenciados. Descobri que ele responde bem a atividades mais dinâmicas e visuais. Então pra ele, eu sempre preparo algum material extra com cores mais vibrantes ou atividades em vídeo que prendem mais a atenção dele. Outro dia fizemos uma atividade prática no computador onde ele tinha que construir um pequeno aplicativo usando blocos visuais; isso ajudou a manter ele focado.

Já a Clara, com TEA, precisa de uma abordagem diferente. Eu adapto boa parte do conteúdo pra ser mais previsível e estruturado. Ela gosta de saber o passo-a-passo do que vai acontecer na aula. Então faço questão de ter um roteiro claro na lousa ou num papelzinho pra ela seguir. E quando estamos em atividades de grupo, dou tarefas específicas pra ela fazer sozinha primeiro, antes de integrar ao grupo maior.

O tempo também precisa ser adaptado pra eles. Dou uns minutos extras pro Matheus finalizar as atividades sem pressão e ofereço alternativas pra Clara participar das discussões sem precisar se expor demais se não quiser.

Nem tudo funciona sempre, claro! Já tentei usar música durante as atividades achando que ia ajudar o Matheus a focar mais, mas percebi que deixou ele ainda mais disperso. Pra Clara, já fiz umas planilhas muito detalhadas achando que ia ajudar e só acabou confundindo mais.

Bom, é isso aí pessoal! Tento fazer o melhor nessa lida toda dia. A sala de aula é um espaço cheio de desafios, né? Mas também é cheio de momentos bacanas onde vejo a galera crescendo e aprendendo juntos. E vocês aí? Como lidam com essas situações diferentes? Vou adorar ler as histórias de vocês também! Abraço!

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