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EM13CO18Computação Ensino Médio · 1º EM Ano · Ensino Médio

Planejar e gerenciar projetos integrados às áreas de conhecimento de forma colaborativa, solucionando problemas, usando diversos artefatos computacionais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EM13CO18 da BNCC é um baita desafio, mas super bacana de trabalhar com os meninos do 2º ano do Ensino Médio. Eu entendo essa habilidade como a capacidade de planejar e gerenciar projetos em conjunto, usando conhecimentos de várias áreas e os tais artefatos computacionais. Na prática, o que busco aqui é que os alunos consigam identificar um problema, pensar em soluções criativas e, principalmente, trabalhar juntos para colocar essas ideias em ação. Tipo assim, eles têm que saber discutir em grupo, dividir tarefas, usar ferramentas tecnológicas pra organizar as atividades e acompanhar o progresso do projeto. É bem aquilo de combinar o que eles já aprenderam com o que estão aprendendo agora.

A turma já vem com uma base lá do 1º ano, onde já tiveram contato com alguns conceitos de programação básica e noções de trabalho em equipe. Então, agora é hora de pegar o que eles sabem e aprofundar para que eles possam tocar projetos mais complexos. Quando falo em projetar e gerenciar algo, não estou dizendo só de sair escrevendo código, mas sim entender o problema que estão tentando resolver e pensar em como ir adiante. É meio que criar um mini projeto de startup ali na sala.

Agora vou contar três atividades que faço por aqui pra ajudar a desenvolver essa habilidade:

Primeiro, tem uma atividade chamada "Projeto Comunidade". Os meninos têm que pensar num problema da comunidade deles — pode ser algo do bairro ou da própria escola — e propor uma solução usando tecnologia. Pra isso, eles usam papel, caneta e computadores com acesso à internet. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos, pra garantir que todo mundo participe. Essa atividade costuma levar umas quatro semanas inteiras, porque além de planejar, eles têm que pesquisar e apresentar a solução pra sala. Da última vez, a Maria e o Pedro lideraram um grupo que decidiu criar um aplicativo pra ajudar na coleta seletiva do bairro deles. Foi legal ver como eles se organizaram pra desenvolver a ideia e depois apresentaram uma maquete do aplicativo usando slides.

Aí tem outra atividade que chamo de "Hackathon da Escola". É mais intensa porque tem um tempo limitado — geralmente dois dias inteiros dedicados só a isso. Cada grupo tem que criar algo criativo usando uma linguagem de programação simples como o Scratch ou algo mais avançado dependendo do nível deles. Uso laptops da escola mesmo e algumas cartolinas pra rascunho. No último hackathon, a Júlia e o Lucas criaram um joguinho educativo sobre finanças pessoais que foi super bem aceito pela galera. Eles ficaram tão empolgados que até pediram pra continuar melhorando o jogo fora do horário de aula.

Outra atividade bacana é a "Semana das Soluções Tecnológicas". Nessa, trago alguns convidados — tipo ex-alunos ou amigos da área de TI — pra falar sobre projetos reais que estão trabalhando ou já trabalharam. Serve como inspiração pros garotos perceberem como as coisas funcionam no mercado. Depois das palestras, divido a turma em duplas ou trios pra desenvolverem mini-projetos inspirados no que ouviram. Isso leva uns cinco dias no total, mas vale muito a pena. Teve uma vez em que o Diego ficou tão motivado após as palestras que começou a desenvolver um site pra divulgar eventos culturais na cidade dele.

Os alunos costumam reagir bem a essas atividades porque são desafiados a trabalhar com problemas reais e têm liberdade pra serem criativos. Claro, às vezes rola aquela resistência inicial — sempre tem alguém dizendo "professor, isso é muito difícil" — mas é só questão de tempo até entrarem no espírito da coisa. E é muito compensador ver quando eles conseguem colocar as ideias no papel e transformar aquilo num projeto palpável.

Bom, é isso aí! Essas atividades ajudam não só no aprendizado técnico mas também no desenvolvimento pessoal dos alunos. Eles aprendem a se comunicar melhor entre si, a respeitar as ideias dos outros e a lidar com prazos e responsabilidades. Acho que esse tipo de experiência prepara bastante os meninos pro futuro, seja lá qual caminho decidirem seguir depois da escola.

Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências também, vamos trocar uma ideia!

Então, continuando aqui sobre a habilidade EM13CO18, o jeito que eu percebo que a galera tá realmente entendendo o que a gente tá estudando é bem no dia a dia mesmo. Sabe quando você passa pela sala, dá aquela circulada básica entre as mesas e só de ouvir os papos entre os grupos já dá pra sacar quem tá com a ideia na ponta da língua e quem ainda tá patinando? É bem assim. Tipo, teve um dia que eu tava observando o Lucas e a Isabela discutindo sobre a solução de um problema que a gente tava trabalhando. A Isabela mandou um “ah, então essa parte aqui é melhor a gente fazer assim, porque aí vai integrar melhor com o que o grupo do João tá desenvolvendo”, e eu pensei: “caramba, ela captou!”. Isso mostra que eles estão pensando no projeto como um todo, não só na partezinha deles. E tem aquela hora mágica quando você vê um aluno explicando uma coisa pro outro. Sério, é maravilhoso. Vi o Pedro explicando pra Mariana como eles poderiam usar uma planilha pra organizar as tarefas do grupo e automaticamente eu soube que ele tinha entendido como funciona essa parte do gerenciamento de recursos. Ele tava seguro, confiante, e a Mariana conseguiu pegar a ideia rapidinho.

Agora, falando sobre os erros comuns... sempre rola né? A Ana Clara, por exemplo, costuma confundir as coisas e achar que cada um no grupo tem que fazer o projeto todo sozinho. Ela fica meio perdida em dividir tarefas. Uma vez ela tava tão atolada de trabalho porque não sabia delegar nada pro resto do grupo. Isso acontece porque muitos alunos ainda têm essa mentalidade de “tarefa individual”, sabe? Quando pego esse tipo de erro, eu paro tudo e puxo uma conversa com o grupo todo sobre como dividir as tarefas pode ser mais eficiente. Mostro na prática como isso economiza tempo e energia. Outra situação foi com o Gustavo: ele tava tentando usar uma ferramenta online pra gerenciar o projeto, mas não configurou direito e acabou bagunçando tudo. Ele ficou frustrado, mas aí eu cheguei junto, mostrei passo a passo como ajustar aquilo e aos poucos ele foi pegando as manhas.

Agora falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e às vezes ele se perde no meio das atividades mais longas ou quando tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. O que faço com ele é quebrar as tarefas em passos menores e mais manejáveis. Digo pra ele: “Matheus, foca só nisso aqui por enquanto”, e aí vou dando pequenas pausas pra ele não se sentir sobrecarregado. Uso também cronômetros visuais pra ele ter uma noção melhor do tempo que tá passando. Já a Clara tem TEA e gosta de rotina. Então eu sempre aviso com antecedência quando a gente vai mudar alguma atividade ou fazer algo fora do padrão. Ela se dá muito bem com instruções claras e diretas. Um material que uso muito com ela são os checklists visuais. Dessa forma ela consegue seguir os passos mais facilmente sem se perder pelo meio do caminho.

O que não funcionou tão bem foi uma vez que tentei fazer uma atividade super aberta com eles sem dar muita estrutura. Achei que eles iam curtir ter mais liberdade, mas percebi que tanto o Matheus quanto a Clara ficaram inseguros sem um guia mais claro do que fazer. Aprendi que liberdade demais pode ser legal pra alguns alunos, mas nem todos se adaptam bem sem alguma orientação inicial.

Bom, acho que é isso! É sempre um desafio tentar acertar na forma de ensinar cada estudante, mas também é super recompensador ver quando eles pegam o jeito da coisa. Aí na sala de aula é assim mesmo: cada dia é uma novidade, um aprendizado diferente pra eles e pra mim também. Vou ficando por aqui por hoje, mas qualquer coisa tô por aqui no fórum pra gente trocar mais ideias! Um abraço!

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