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EM13CO14Computação Ensino Médio · 2º EM Ano · Ensino Médio

Avaliar a confiabilidade das informações encontradas em meio digital, investigando seus modos de construção e considerando a autoria, a estrutura e o propósito da mensagem.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, gente, essa habilidade EM13CO14 da BNCC é uma das mais importantes que trabalhamos no ensino médio, principalmente porque os meninos tão cada vez mais mergulhados nesse mundo digital. Na prática, essa habilidade é sobre ensinar os alunos a serem críticos com a informação que encontram na internet. Não é só acreditar em tudo que aparece na tela do celular ou computador. Tem que ter um olhar atento pra saber de onde vem a informação, quem escreveu, qual é o propósito daquilo ali, sabe?

Então, por exemplo, quando o aluno tá pesquisando sobre um tema de redação, ele precisa conseguir diferenciar uma notícia de um site confiável de uma postagem sensacionalista que só quer gerar cliques. A ideia é que eles aprendam a investigar a fonte de informação, perceber se o autor tem alguma autoridade ou conhecimento sobre o assunto e entender se o objetivo é informar, vender ou manipular de alguma forma.

Quando eles chegam no 2º ano do ensino médio, já têm uma boa base de como pesquisar na internet e como usar ferramentas digitais. No ano anterior, focamos bastante em como encontrar informação relevante e em como sintetizar isso pro uso acadêmico. Agora, com essa habilidade, a gente dá um passo adiante e começa a afiar esse senso crítico.

Vou contar pra vocês três atividades que faço lá na sala e que os meninos curtem bastante. A primeira é a "Caça ao Tesouro da Verdade". Eu levo recortes de notícias e posts impressos – sim, ainda uso papel para algumas coisas! – e distribuo pra galera em grupos de quatro ou cinco. A missão deles é analisar e discutir se aquilo parece confiável ou não. Eles têm uns 30 minutos pra fazer isso e apresentar o que descobriram. Olha só, na última vez que fizemos isso, a Júlia pescou uma notícia falsa sobre um artista famoso que ia se aposentar. Quando ela começou a ler os comentários na suposta notícia, percebeu que era tudo farsa porque ninguém confirmava nada em sites grandes. Foi engraçado ver a animação dela ao descobrir!

A segunda atividade é chamada “Perfil do Autor”. Cada aluno escolhe um artigo ou notícia online e precisa investigar quem escreveu. Eles têm uns 40 minutos pra isso e podem usar os computadores da escola ou os próprios celulares com a internet liberada. Aí precisam olhar o perfil do autor em outros sites ou redes sociais e determinar se ele tem formação ou experiência no assunto que escreveu. Lembro que o João encontrou um artigo sobre economia escrito por um cara que se dizia especialista, mas só tinha publicações em blogs pessoais e nenhum artigo acadêmico reconhecido. Ele achou estranho um economista escrever só em blog e foi investigar mais. Adorei ver como ele foi profundo na análise!

Por fim, tem uma atividade chamada “Propósito Descoberto”, onde eu coloco alguns vídeos curtos de propagandas enganosas ou notícias tendenciosas. A turma fica dividida em duplas e tem cerca de 20 minutos pra discutir qual é o real propósito daqueles vídeos: vender algo? Criar pânico? Influenciar decisões? A Sophia e a Beatriz pegaram um vídeo sobre uma dieta milagrosa que prometia resultados absurdos em poucos dias. Elas foram rápidas em perceber que aquilo era quase um golpe publicitário camuflado como notícia.

O mais legal é ver como essas atividades realmente mexem com os meninos e fazem eles pensarem além do que está na tela. Às vezes eles chegam até a casa contando pros pais sobre como desconfiaram de algo online usando o que aprenderam na aula.

Bom, pessoal, essa habilidade não é só essencial pro ensino médio, mas pra vida toda deles! Quanto mais cedo começarem a desenvolver esse olhar crítico pras informações que recebem, melhor preparados estarão pro mundo lá fora. Enfim, esse é o meu jeito de trabalhar essa habilidade por aqui, espero que possa inspirar vocês também! Abraço!

Olha, gente, continuando a conversa sobre a habilidade EM13CO14, uma das coisas que eu mais gosto de fazer pra perceber se os alunos tão realmente entendendo é aquele momento que a gente chama de "circulando pela sala". Sabe quando você anda ali entre as mesas e escuta as conversas? É nessa hora que dá pra sentir se a galera tá pegando o jeito da coisa. Por exemplo, teve uma vez que o Lucas tava explicando pro João como verificar se uma notícia era fake ou não. Ele pegou um site qualquer e começou a mostrar os passos: “Ô João, olha aqui, vê esse site. Primeiro, vê quem escreveu. Depois vai em outros sites pra ver se tão falando a mesma coisa”. E ele foi mostrando direitinho, como se fosse um mini Carlos Eduardo. Na hora eu pensei: "Ah, esse entendeu!".

E tem também quando eles começam a se questionar entre eles. Tipo a Mariana, que um dia virou pro grupo dela e falou: “Gente, mas será que isso é verdade mesmo? Que fonte que isso veio?”. Aí você percebe que eles tão começando a usar o pensamento crítico naturalmente e não só porque eu tô ali falando. Essas pequenas coisas no dia a dia mostram muito mais do que uma prova escrita.

Agora, claro, os erros acontecem e fazem parte do aprendizado. Um dos erros mais comuns que vejo é eles confundirem opinião com fato. O Pedro, por exemplo, uma vez apresentou um trabalho sobre os benefícios da tecnologia na educação e começou a citar vários blogs de opinião como fontes de informação factual. Aí fui lá e conversamos sobre a diferença entre opinião pessoal e pesquisa científica. Expliquei pra ele que blog de opinião é legal pra saber o que as pessoas pensam, mas não pode ser usado como prova irrefutável de alguma coisa.

Outro erro comum é acreditar em tudo que aparece com cara de notícia séria. A Júlia me mostrou um site uma vez dizendo que tinha “dados científicos” sobre um assunto super mirabolante. Aí perguntei: “Júlia, mas de onde vem esses dados? Quem fez essa pesquisa?”. Ela percebeu que não tinha verificado nada além do título atraente. Quando pego esses erros na hora, tento transformar num momento de aprendizado ali mesmo, sem deixar pra depois. Faço perguntas que os levem a pensar e a buscar mais informações críticas.

E falando nos nossos alunos especiais, com todo carinho temos o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA. Pro Matheus, eu procuro sempre adaptar o tempo das atividades e dividir as tarefas em passos menores. Tipo assim, em vez de dar um trabalho grande pra ele fazer de uma vez só, eu divido em partes menores com pequenos objetivos. Isso ajuda ele a manter o foco e não ficar tão sobrecarregado. Também uso muito material visual pra ele, como infográficos ou vídeos curtos, porque percebo que ele aprende melhor vendo do que lendo.

Com a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela se beneficia muito de instruções claras e previsíveis. Sempre explico as atividades antes de começar e às vezes até escrevo no quadro o passo a passo do que vamos fazer no dia. Ela também gosta bastante dos recursos visuais e tecnológicos, então uso tablets com aplicativos educativos onde ela pode interagir com o conteúdo, o que deixa ela bem mais confortável do que só papel e caneta.

Uma coisa que tentei e não deu muito certo foi formar grupos de debate muito grandes com eles. Percebi que tanto o Matheus quanto a Clara se sentem mais à vontade em grupos menores onde conseguem interagir melhor e com menos pressão social. Então agora faço grupos menores ou até pares dependendo da atividade.

Bom, gente, acho que é isso por hoje. Compartilhar essas experiências sempre me faz refletir sobre o quanto ainda temos que aprender também como professores. Cada turma é diferente e cada aluno é único, né? Se alguém tiver dicas ou quiser trocar ideia sobre essas situações aí da sala de aula, tô por aqui! Abraço!

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