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EM13CO16Computação Ensino Médio · 2º EM Ano · Ensino Médio

Desenvolver projetos com robótica, utilizando artefatos físicos ou simuladores.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EM13CO16 da BNCC é aquela que fala sobre desenvolver projetos com robótica. Eu entendo isso como uma forma de fazer os meninos colocarem a mão na massa, sabe? Tipo assim, não adianta só falar de robótica, tem que fazer robótica. Pra mim, o que essa habilidade quer é que o aluno consiga pegar um problema, pensar numa solução usando tecnologia e construir algo com suas próprias mãos. E isso pode ser com robôs físicos ou até em simuladores, mas o importante é eles entenderem como funciona na prática. A ideia é eles conseguirem planejar e montar um projeto do zero.

A galera já vem do 1º ano do Ensino Médio com uma noção básica de programação e eletrônica. Eles já sabem usar Arduino, por exemplo, e alguns conceitos de lógica de programação. Então, quando chegam no 2º ano, a gente começa a trabalhar em projetos mais complexos. Não é só ligar LED ou fazer um sensor de luz funcionar. A gente tenta ir um pouco além, desafiando eles a pensar de forma mais sistêmica.

Agora vou contar como eu coloco isso em prática na minha sala. Tenho algumas atividades que sempre gosto de fazer porque funcionam bem e os alunos curtem.

A primeira atividade que faço é construir um carrinho robô simples. A gente usa aqueles kits básicos de Arduino e motores DC. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos, porque acho que assim eles conseguem se ajudar e discutir melhor as ideias. Esse projeto leva umas duas semanas, trabalhando duas aulas por semana. Na última vez que fizemos, o João, a Camila, o Pedro e a Larissa formaram um grupo que deu super certo. Eles decidiram fazer o carrinho seguir uma linha preta desenhada no chão. E olha, parecia fácil no começo, mas na hora dos testes eles viram que ajustar a sensibilidade dos sensores não era tão tranquilo assim. O João quase desistiu no meio do caminho porque não estava conseguindo calibrar direito. Mas aí a Camila teve a ideia de pesquisar soluções parecidas na internet e deram conta do recado. No final das contas, o carrinho deles funcionou direitinho e até ganhou uma “corrida” que organizamos entre os grupos.

Outra atividade interessante é construir um braço robótico usando simuladores online, tipo o Tinkercad Circuits. Nessa atividade, a turma ainda trabalha em grupos menores ou até individualmente, dependendo da capacidade dos computadores da escola naquele dia. Isso geralmente leva umas 3 aulas completas pra terminar. É muito legal porque eles conseguem ver o projeto ganhando forma em tempo real no computador mesmo sem ter os componentes físicos ali na hora. Da última vez, o Gabriel ficou fascinado quando conseguiu programar o movimento suave do braço robótico dele pra pegar um objeto virtual e colocar em outro lugar. Ele até chamou os amigos pra mostrar como tinha feito e explicou direitinho a lógica por trás do código.

E por último, gosto de propor um desafio maior: criar um protótipo para resolver um problema da escola ou da comunidade usando robótica. Pode parecer complicado no início, mas quando os alunos percebem que podem escolher algo que os incomoda no dia a dia e buscar uma solução prática usando tecnologia, eles se empolgam bastante. Essa atividade leva mais tempo — umas quatro semanas — porque envolve pesquisa, planejamento e execução do projeto final. Da última vez que fizemos isso, o grupo da Mariana teve a ideia de automatizar o sistema de rega das plantas do jardim da escola. Eles foram atrás dos materiais (sensores de umidade do solo, bombas d’água pequenas) e programaram todo o sistema pra funcionar sozinho com base nos dados dos sensores.

Durante essa atividade, percebi como é importante deixar claro que não tem problema errar ou ter que refazer parte do projeto. E aí entra aquela coisa do aprender fazendo mesmo — errando e corrigindo. Quando se trata de robótica e programação, muitas vezes as coisas não funcionam de primeira. Bom mesmo foi ver o quanto eles ficaram orgulhosos quando conseguiram finalizar tudo e mostrar pra escola.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é dar espaço pros alunos usarem a criatividade aliada à tecnologia pra resolver problemas reais — isso sim faz diferença na vida deles! Eu sempre digo pra eles: a robótica é só uma ferramenta; o mais importante é como você aprende a pensar sobre os desafios usando essa ferramenta.

Então é isso, pessoal! Essas são algumas formas como eu tento trabalhar essa habilidade com os meninos na sala de aula. Se tiverem outras ideias ou experiências parecidas pra compartilhar aqui no fórum, vou adorar saber! Abração!

A galera já tá ligada que quando a gente fala de robótica, não é só ficar vendo vídeo ou lendo texto. É pegar as peças, os sensores, os fios e começar a montar alguma coisa que funcione de verdade. E eu percebo que o aluno aprendeu mesmo quando tô ali circulando pela sala e noto aquele brilho no olho. Tipo quando o Joãozinho tá explicando pro Pedro como fazer o motor girar. Eu vejo que ele tá entendendo quando usa palavras simples pra explicar uma coisa complexa, sabe? Outro dia, por exemplo, vi a Maria ajeitando um sensor de proximidade e cochichando com a Luana sobre como ajustar a programação. Na hora pensei: "essa pegou o jeito".

Aí tem aqueles momentos em que você ouve o aluno falando sozinho, testando hipóteses em voz alta. "Se eu ligar esse fio aqui... humm, não deu. Ah, já sei!" E aí ele ajusta e faz funcionar. Quando eles conseguem resolver um problema sem pedir ajuda pra mim ou pros colegas, é um sinal de que tão começando a caminhar sozinhos. E quando um explica pro outro então, é um festival de aprendizado! Isso é bacana demais de ver.

Mas nem tudo são flores nessa jornada. O erro mais comum que vejo é a galera querer pular etapas. O Lucas, por exemplo, sempre tenta ligar tudo de uma vez sem testar parte por parte. Daí dá erro e ele fica perdido sem saber onde foi o problema. Isso acontece porque muitos deles tão animados e querem ver o robô funcionando logo, mas esquecem que precisa ter paciência e ir passo a passo. Quando noto isso, dou uma parada na atividade e peço pra eles revisarem cada conexão, cada linha de código antes de avançar. A gente faz uma espécie de checklist juntos.

Outro erro comum é esquecer da carga da bateria ou conectar errado os fios. Já vi a Ana colocar o positivo no negativo e fazer faísca! Nessas horas, respiro fundo, explico calmamente sobre polaridade e segurança. Aí sento do lado deles e mostro como fazer com calma e atenção.

Agora falando do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA, é sempre um desafio pensar em atividades que funcionem pra eles também. Com o Matheus, eu tento quebrar as tarefas em partes menores pra ele não ficar ansioso. Tem dias que ele tá mais agitado, então deixo ele trabalhar em pé ou até mesmo fazer pausas curtas pra dar uma volta na sala. Funciona bem. Já usei cronômetros também pra ajudar ele a se concentrar por períodos curtos.

Para a Clara, que tem TEA, o visual é muito importante. Então eu tento usar materiais com muitas imagens e cores, além de deixar tudo muito bem organizado na mesa dela. Eu já percebi que ela se dá melhor quando tem uma rotina previsível durante as aulas. Uma vez tentei uma atividade altamente dinâmica em grupo e foi um desastre pra ela, porque ela não conseguia lidar com a imprevisibilidade.

Outra coisa que faço é usar fones de ouvido com música baixa para a Clara quando o barulho da sala passa do limite dela. Ela disse que ajuda muito a focar no próprio projeto sem se distrair tanto com os sons ao redor.

No fundo, cada aluno tem seu jeito e tempo pra aprender e a chave é ter paciência e estar disposto a ajustar as práticas sempre que necessário. O mais gratificante é ver quando cada um encontra sua maneira de superar desafios.

Bom gente, acho que por hoje é isso. Espero ter ajudado vocês a entender um pouco mais sobre como lidar com essas situações na sala de aula! Se tiverem dúvidas ou quiserem compartilhar experiências também, tô por aqui! Um abraço!

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