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EM13CO21Computação Ensino Médio · 3º EM Ano · Ensino Médio

Comunicar ideias complexas de forma clara por meio de objetos digitais como mapas conceituais, infográficos, hipertextos e outros.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CO21 da BNCC aí é sobre os meninos conseguirem se expressar de maneira clara e organizada usando ferramentas digitais. Na prática, é fazer com que eles consigam pegar uma ideia que pode ser bem complexa e transformar isso em algo que qualquer um possa entender, tipo um infográfico, um mapa conceitual ou até mesmo um hipertexto. O lance é que eles aprendam a usar essas ferramentas pra organizar o pensamento deles e comunicar de forma eficaz.

Eu sempre digo pros outros professores que, no fundo, a gente tá falando de como eles podem usar a tecnologia pra se expressar melhor e de maneira mais visual. Se você pensar bem, antes disso eles já deviam ter alguma noção de como estruturar um texto ou uma apresentação tradicional. Agora, a ideia é fazer isso com mais recursos multimídia, usar a tecnologia pra ajudar na clareza e na organização das ideias deles.

Na turma do 2º ano aqui da escola, eu tenho feito algumas atividades pra trabalhar essa habilidade com eles. Um exemplo é quando a gente tá discutindo alguma coisa mais teórica, tipo os impactos das redes sociais na vida cotidiana. A primeira atividade que faço é criar infográficos. Eu costumo usar materiais bem simples, tipo papel pardo grande, canetas coloridas e alguns tablets com aplicativos de criação de infográficos. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou um tempo pra eles discutirem e decidirem o que querem destacar no infográfico deles. Geralmente separo umas duas aulas pra isso.

Os meninos costumam reagir bem com essa atividade porque eles adoram usar os tablets e ver as ideias tomando forma ali na tela. Teve uma vez que o João e o Lucas ficaram super empolgados criando um infográfico sobre as fake news. Eles conseguiram mostrar direitinho como as notícias falsas se espalham e os impactos disso na sociedade. Foi legal porque também rolou uma discussão bacana entre os grupos sobre o que cada um achou mais importante destacar.

Outra atividade que faço é usar mapas conceituais pra ajudar a organizar pensamentos quando estamos estudando temas mais complexos das ciências humanas ou exatas. Pra isso, eu não uso nada muito complicado: só folhas A3 e canetinhas coloridas pro pessoal rabiscar e conectar as ideias. Às vezes, levo meus próprios dispositivos com apps pra mapas conceituais, mas só quando dá.

Divido a turma em duplas ou trios e deixo eles trabalharem por umas duas ou três aulas até desenvolverem um mapa completo do tema escolhido. Uma vez, lembro que o Pedro e a Ana estavam mapeando as causas do aquecimento global e foi impressionante como eles conseguiram conectar várias informações diferentes num único diagrama. O Pedro até comentou depois que nunca tinha conseguido visualizar o problema dessa forma antes.

A terceira atividade é criar hipertextos usando sites gratuitos de construção de páginas web. Dou uma introdução básica de como funcionam esses sites e deixo eles explorarem. A turma se divide em grupos menores de dois ou três alunos e cada dupla escolhe um tema específico dentro do assunto geral que estamos estudando – pode ser algo como “influência da internet na formação da opinião pública” ou “a evolução dos videogames”.

Essa atividade leva geralmente umas quatro aulas porque precisa de mais tempo pra pesquisa e edição. Eles têm que criar links entre as páginas deles e dos colegas, então preciso dar umas dicas sobre como organizar isso tudo sem se perder no meio do caminho. Da última vez que fizemos isso, a Mariana e o Rafael criaram um site bem bacana sobre a história dos memes na internet. Eles conseguiram conectar várias páginas entre si mostrando como os memes foram evoluindo ao longo dos anos.

O legal dessas atividades é perceber como os alunos vão desenvolvendo a capacidade de comunicar ideias complexas de maneira mais clara e visual. No começo, muitos ficam meio perdidos porque não estão acostumados a expressar as ideias deles desse jeito, mas aos poucos vão pegando o jeito. E no final das contas, acho que esse tipo de projeto ajuda não só na compreensão do conteúdo em si, mas também na habilidade deles de se expressar melhor no dia a dia.

Bom, é isso aí! Espero que essas ideias ajudem quem tá começando a trabalhar com essa habilidade na sala de aula. É desafiador, mas muito gratificante ver os meninos evoluindo! Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui!

Eu sempre fico de olho nos meninos quando tô circulando pela sala ou ouvindo as conversas entre eles pra sacar se entenderam mesmo o que a gente tá trabalhando. Aí, tem umas pistas que entregam quando eles captaram a ideia. Tipo assim, quando vejo um aluno explicando o conteúdo pro outro e usando exemplos do dia a dia, dá aquele estalo: "ah, esse entendeu". Teve uma vez que o João tava ajudando a Luana a montar um infográfico sobre energia renovável. Ele pegou o celular e disse: "Imagina que o sol é uma bateria gigante e a gente tá pegando um fio e ligando direto nele". Cara, na hora eu pensei: é isso, o moleque conseguiu pegar a essência e traduzir numa imagem que faz sentido.

Outra pista é quando eles começam a fazer perguntas mais profundas ou conectam um assunto com outro que já vimos. Tipo, teve uma aula em que estávamos discutindo sobre organização de dados e a Ana me perguntou se dá pra usar esses conceitos pra otimizar o tempo que ela passa estudando inglês, por exemplo. Essa ligação entre assuntos é um sinal claro de que ela tá entendendo bem o conteúdo.

Mas olha, ninguém acerta tudo de primeira, né? Os erros mais comuns que eu vejo são na hora de selecionar e organizar as informações. Os alunos às vezes se perdem no excesso de dados. O Pedro, por exemplo, tentou colocar tudo sobre energia solar num único slide. Era tanta informação que ficou impossível de entender. Isso acontece muito porque eles querem mostrar que pesquisaram bastante e acabam sem filtrar o que é essencial. Nesses casos, eu costumo fazer uma pausa estratégica na aula e junto a galera pra discutir quais dados são realmente relevantes pro tema. É tipo um pit stop, sabe? Vamos lapidando juntos.

Agora, falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA... Bom, com eles eu tenho que ser mais criativo na abordagem. Pro Matheus, funciona muito bem quebrar as atividades em partes menores. Ele se perde fácil se a tarefa é grande demais de uma vez só. Então, eu faço um esquema de etapas: primeiro ele faz uma pesquisa rápida, depois organiza as informações num mapa mental simples e por último monta o projeto final. E sempre dou uns intervalos pra ele se mexer um pouco porque ajuda a manter o foco.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela precisa de instruções bem claras e visuais. Então, eu preparo uns modelos com passos numerados e uso bastante imagem pra ajudar na compreensão. Também deixo ela usar fone com música instrumental porque isso ajuda a criar um ambiente confortável pra ela trabalhar. Tem funcionado bem!

Teve uma atividade em que pedi pra Clara criar um mapa conceitual sobre biodiversidade. Eu dei um modelo impresso com as etapas enumeradas e algumas imagens de referência. Olha, foi incrível ver como ela conseguiu organizar tudo direitinho seguindo aquilo ali. E percebi que quando o ambiente tá previsível e ela tem um guia visual, ela consegue se desenvolver bem melhor.

Ah, mas nem tudo são flores! Já tentei usar aplicativos mais complexos com eles e não funcionou muito bem... O Matheus ficou frustrado com tantas opções e botões pra clicar e acabou desistindo de usar aquele app específico; já a Clara ficou confusa com as múltiplas abas abertas ao mesmo tempo. Aí aprendi a manter as ferramentas mais simples e diretas possível.

Bom gente, acho que era isso que queria compartilhar sobre essa habilidade EM13CO21 com vocês! Espero ter trazido alguma ideia bacana ou quem sabe um novo olhar sobre como trabalhar isso em sala de aula. Qualquer coisa tô por aqui! Abraço!

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