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EF03CO04Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Relacionar o conceito de informação com o de dado.

Mundo digitalCodificação da informação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, meus colegas, essa habilidade EF03CO04 da BNCC, que é "Relacionar o conceito de informação com o de dado", parece meio complicada no papel, mas na prática é bem mais simples do que parece. Basicamente, a gente está falando de ajudar os meninos a entenderem a diferença entre dado e informação. Na nossa vida cotidiana, dado é qualquer coisa que a gente capta do mundo, tipo números, palavras soltas, figuras. Já a informação é quando a gente organiza esses dados e eles passam a fazer sentido pra gente. Tipo assim: se eu te der só o número “25”, isso é um dado. Agora, se eu te disser que “25” é a temperatura de hoje em Goiânia, vira uma informação.

Os alunos do 3º ano já vêm com uma base do 2º ano que ajuda bastante. Eles sabem o que é número, palavra, essas coisas mais básicas. O desafio agora é fazer eles perceberem que um monte de números e palavras jogadas podem virar algo útil se organizados da forma certa. É tipo um quebra-cabeça onde as peças são os dados e o desenho final montado é a informação.

Bom, agora vou contar pra vocês três atividades que faço com minha turma pra trabalhar essa habilidade. São coisas simples, mas que têm rendido bons resultados.

A primeira é o "Caça ao Dado Secreto". Essa atividade é bem legal e usa papel craft e canetinhas coloridas. Divido a galera em grupos de 4 ou 5 e distribuo uma folha de papel craft grande pra cada grupo. No meio da folha eles têm que desenhar uma tabela com colunas e linhas. Eu dou pra cada grupo um envelope com várias tirinhas de papel dentro. Cada tirinha tem um dado solto, tipo números, palavras ou figuras. Aí peço pros grupos organizarem esses dados em categorias e depois tentarem descobrir que tipo de informação eles conseguem tirar dali.

Uma vez estava fazendo essa atividade e o João pegou uma tira que tinha “11” escrito e colocou na coluna dos “números”. Aí depois ele pegou outra tira com “setembro” escrito e começou a rir: “Professor, 11 de setembro! Isso pode ser a data do meu aniversário!”. E pronto, daí já saiu uma discussão super legal sobre como datas são informações importantes na nossa vida.

A segunda atividade é o "Jogo dos Sentidos". Essa eu faço no pátio quando está um dia bonito lá fora. O material é fácil: só os sentidos mesmo! Primeiro eu separo os alunos em duplas ou trios e peço pra um dos alunos fechar os olhos enquanto os outros dois guiam ele por alguns minutos pelo pátio. Durante esse tempo, quem tá de olhos fechados deve se concentrar nos sons, cheiros e na sensação tátil das coisas ao redor - tudo isso são dados sensoriais.

Depois eles voltam pra sala e cada grupo vai contar o que percebeu pro restante da turma. A ideia aqui é comparar as diferentes percepções: um aluno ouviu passarinho cantando (dado), outro sentiu cheiro de comida (dado), mas no fim todos entenderam que era hora do almoço (informação).

Teve uma vez que fiz essa atividade e a Mariana ficou tão empolgada contando sobre o cheiro de grama molhada que o Pedro logo completou: “Ah! Foi quando passou o jardineiro regando! Eu ouvi o som da água!” E assim eles perceberam como diferentes dados podem se conectar pra formar uma única informação.

A última atividade chama-se "História com Dados". Esse aqui sempre rende boas risadas. Cada aluno recebe uma folha em branco e escreve três dados aleatórios — pode ser qualquer coisa: um número, um nome de animal, uma cor... Depois eles dobram a folha e passam pra frente. O próximo aluno pega esses dados e tem que inventar uma mini história usando eles como base pra criar informações.

Uma vez a Sofia pegou “8”, “cachorro” e “azul”, e criou uma história sobre um cachorro azul espacial que morava no planeta 8X. Aí a turma toda entrou na brincadeira tentando descobrir mais dados sobre esse planeta maluco, tipo qual era a cor do céu lá (eles decidiram que era laranja!) e o que esse cachorro gostava de comer (pipoca doce!).

Essas atividades costumam durar um tempinho — geralmente uns 40 minutos cada uma — mas são bem dinâmicas e os meninos adoram participar. Eles ficam animados pra ver como conseguem transformar coisas soltas em algo com significado. E eu sempre me divirto junto com eles!

Enfim, trabalhar essa habilidade EF03CO04 na prática pode ser bem divertido. Espero que essas ideias ajudem vocês aí nas suas turmas também! Um abraço!

...25 é a temperatura lá fora”, aí virou informação, né? Aí na sala de aula, eu curto usar umas atividades que envolvem coisas do dia a dia dos meninos. Eles ficam todos animados quando percebem que aquilo que aprendem ali tem tudo a ver com o que tá rolando no mundo real.

Agora, como é que a gente sabe que eles aprenderam? Bom, uma das formas é só observar! Na hora que tô circulando pela sala de aula, dá pra sentir o clima. Vejo as mesas cheias de papéis, canetas coloridas e uma bagunça boa de ideias trocando. Às vezes, paro um pouco pra ouvir as conversas entre eles. Outro dia, vi a Maria explicando pro Pedro uma atividade que eles estavam fazendo sobre a diferença entre dados e informações usando exemplos de jogos de videogame. Ela falou algo como “os dados são os números e estatísticas que aparecem na tela, tipo quantos pontos você fez, mas a informação é quando você usa esses dados pra saber se tá perto de ganhar”. E eu pensei: “Ah, essa entendeu direitinho!”

Um momento marcante foi quando o Joãozinho, que sempre foi mais quieto, veio me mostrar um gráfico que ele tinha feito com dados da pesquisa sobre frutas favoritas da turma. Ele conseguiu transformar aquilo em informação dizendo: “Professor, aqui dá pra ver que a maioria prefere banana!” Ver ele todo empolgado com a descoberta me fez perceber que ele pegou bem a ideia.

Mas é claro que tem uns tropeços pelo caminho. Os erros mais comuns são quando os meninos confundem dado com informação. Teve uma vez que o Lucas fez uma atividade e trouxe uma lista de números aleatórios achando que já era informação. Expliquei pra ele que ainda faltava organizar e dar sentido àquilo. Outro erro foi da Ana, que pegou uma revista e falou que tudo ali era dado. Aí tive que mostrar pra ela que muito do que tava na revista já eram informações processadas.

Esses erros acontecem porque os conceitos podem ser meio abstratos pra eles no início, então sempre tento trazer exemplos mais concretos e do cotidiano deles. Quando pego o erro na hora, costumo parar e refazer a explicação junto com eles, usando algo que eles curtam ou já conheçam bem.

Agora, falando do Matheus e da Clara, cada um tem suas particularidades. O Matheus, que tem TDAH, precisa de atividades mais dinâmicas e que não se prolonguem muito tempo. Faço pausas regulares e divido as tarefas em etapas mais curtas pra ele não perder o foco. Uso também fichas coloridas pra ajudar na organização das ideias dele. Já aconteceu de tentar uma atividade longa demais e ele ficar disperso no meio do caminho, então aprendi a adaptar o ritmo.

Com a Clara, que tem TEA, o negócio é criar uma rotina bem estruturada e previsível. Ela se dá melhor com materiais visuais claros e diretos. Uso gráficos grandes e figuras bem destacadas pra ajudá-la. Também ajusto o ambiente da sala, tentando reduzir barulhos excessivos ou luzes fortes. Teve um exercício em grupo que não rolou muito bem pra ela porque era muito barulhento e confuso, então agora faço grupos menores e mais controlados quando necessário.

E aí meus amigos do fórum, cada dia é um aprendizado novo nessa profissão, não é mesmo? A gente vai ajustando conforme vai conhecendo melhor cada aluno e suas necessidades. Bom compartilhar essas experiências com vocês porque sei que cada um deve ter seu jeitinho especial de lidar com esses desafios também. Vamos em frente! Aquele abraço!

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