Olha, a habilidade EF03CO08 da BNCC é um trem bem interessante. Na prática, ela fala sobre ensinar os meninos a usar as ferramentas computacionais pra se expressar em diferentes formatos digitais. Traduzindo isso aí pro nosso dia a dia, é mais ou menos assim: os alunos precisam saber se virar com o computador pra criar coisas, sabe? Tipo, fazer um desenho no Paint, escrever um texto no Word ou até gravar um vídeo usando o celular. A ideia é que eles consigam comunicar algo usando essas tecnologias que estão por aí, que eles já veem em casa, na TV e tal.
Essa habilidade se conecta bastante com o que a turma já traz do segundo ano. No ano passado, eles já tiveram uns contatos com computação, talvez conheceram alguns joguinhos educativos no computador ou usaram tablets na escola, coisas assim. Então, quando chegam no terceiro ano, a gente meio que pega essa familiaridade básica que eles têm com a tecnologia e leva um passo além. Eles começam a usar essa tecnologia não só pra jogar ou assistir vídeos, mas também pra criar e expressar suas próprias ideias.
Vou te contar sobre três atividades que eu faço na minha sala do terceiro ano e como elas ajudam nessa habilidade.
A primeira atividade que sempre faço é aquela clássica do "Desenhando no Paint". É simples e eficaz. Eu uso os computadores da sala de informática da escola, que já são meio velhinhos mas ainda dão conta do recado. Divido a turma em duplas pra todo mundo ter oportunidade de mexer no mouse e teclado. Dou uns 30 minutos pra eles explorarem o Paint. A turma sempre fica animada porque eles adoram desenhar e pintar. Na última vez que fizemos essa atividade, a Maria desenhou uma casa cheia de detalhes e estava tão empolgada que queria mostrar pra todo mundo. É legal ver como cada um se expressa de um jeito diferente só com um programa de desenho.
A segunda atividade é o "Texto no Word". Essa costuma levar um pouco mais de tempo, umas duas aulas de uma hora cada. Começo mostrando pra galera como abrir o Word e salvar um documento. Aí peço pra escreverem uma história curta sobre as férias. Eles adoram contar essas histórias! O desafio aqui é mais sobre digitar e formatar o texto, tipo colocar em negrito ou itálico as partes mais importantes. Tem sempre aqueles que já sabem um pouco mais e ajudam os colegas. Da última vez, o Pedro foi super generoso ajudando o Lucas a mudar a cor da fonte; foi bonito de ver.
A terceira atividade é o "Vídeo Criativo". Aqui eu deixo os meninos mais soltos pra escolherem o formato: pode ser vídeo no celular ou até uma apresentação de slides com fotos. A escola tem alguns tablets disponíveis, então divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo escolhe um tema - pode ser sobre animais, esportes ou mesmo algo divertido como "Um dia na vida de super-heróis". Eles têm uma semana pra preparar tudo e depois apresentam pro resto da turma. Na última ocasião, o grupo da Ana fez um vídeo hilário sobre como seria se eles fossem super-heróis na escola. Todo mundo riu muito!
Essas atividades não só ajudam na habilidade EF03CO08 como também deixam os meninos mais à vontade com as ferramentas digitais. Eles vão percebendo que computador é mais do que acessar redes sociais ou jogar; é uma forma poderosa de expressar o que eles pensam e sentem.
E olha, nem tudo são flores... Sempre tem aquele aluno que nunca mexeu muito em computador e aí fica meio perdido no começo. Mas com paciência e ajuda dos colegas (e eu ali mediando), eles acabam pegando o jeito. É engraçado ver como depois que perdem o medo inicial eles querem explorar cada vez mais.
No fim das contas, essas atividades ajudam os alunos a se sentirem mais confiantes no uso das tecnologias e mostram como essas habilidades podem ser aplicadas em várias situações do dia a dia deles. E eu saio dessas aulas sempre aprendendo algo novo com eles também!
Bom, espero que esse relato tenha ajudado quem tá chegando agora na nossa profissão ou mesmo quem já tá aí há anos mas quer dar uma renovada nas práticas pedagógicas com tecnologia. E se tiverem ideias ou quiserem compartilhar experiências de vocês também, tô por aqui! Até a próxima!
essa geração que já nasceu no meio de tanta tecnologia, né? Então, vou te falar que é uma beleza ver quando esses meninos pegam o jeito da coisa. O mais bacana é perceber o aprendizado no dia a dia mesmo, sem ter que aplicar uma prova formal.
Tipo assim, tô andando pela sala e vejo a Maria explicando pro João como salvar um arquivo no computador. Ela tem aquela paciência de monja, vai passo a passo. E aí, quando vejo o João repetindo o processo sozinho depois, sei que ele entendeu. Outro dia, o Pedro tava ajudando a Larissa a configurar uma fonte diferente num texto que eles estavam escrevendo juntos. Ele foi mostrando pra ela como fazer e, de repente, ela já tava mudando a cor e o tamanho da letra sozinha. Fico só observando de longe e pensando "ah, essa aí pegou direitinho".
Os meninos também costumam se ajudar bastante nas atividades em grupo. Uma vez, durante uma tarefa de criar um cartaz digital, vi a Sofia e o Lucas discutindo sobre como fazer um fundo mais legal pro trabalho deles. A Sofia deu uma ideia de usar uma imagem e o Lucas imediatamente foi no Google procurar algo que combinasse. Eles ficavam trocando ideias e ajustando as coisas até chegar num resultado que os dois achavam bacana. É nessas horas que eu vejo que eles não só entenderam o conteúdo, mas também estão desenvolvendo outras habilidades importantes como a colaboração.
Agora, claro que nem tudo são flores. Existem erros que são bem comuns nesse tipo de conteúdo. O Gabriel, por exemplo, vive se enrolando com as ferramentas de edição. Uma vez ele quase perdeu todo um desenho no Paint porque não salvou antes de fechar o programa. A sorte foi que deu pra recuperar parte do trabalho. Erros assim acontecem geralmente porque eles se empolgam tanto em criar que esquecem dos passos básicos, tipo salvar o arquivo sempre.
Aí tem também a questão de usar a internet pra buscar imagens ou informações. O Tiago um dia fez uma apresentação onde ele colocou umas imagens bem legais, mas esqueceu de citar as fontes. Foi um bom momento pra conversar com a turma sobre a importância de dar crédito ao trabalho dos outros e como isso é parte do uso responsável da internet.
Quando pego esses erros na hora, gosto de parar tudo e explicar pro aluno onde ele pode melhorar ou o que tá faltando. Tento ser paciente e mostrar exemplos práticos. Às vezes peço pra eles mesmos encontrarem uma solução e isso costuma ajudar bastante na fixação do aprendizado.
E aí tem o Matheus e a Clara, cada um com suas necessidades específicas. O Matheus tem TDAH e precisa de uma ajuda extra pra manter o foco nas atividades. Eu tento adaptar as tarefas pra ele ser capaz de concluir sem se perder no meio do caminho. Divido as atividades em pequenas etapas e faço pausas frequentes pra ele não ficar sobrecarregado. Uso também timers visuais na lousa digital pra ele ter uma noção do tempo que ainda tem pra cada parte da atividade.
Pra Clara, que tem TEA, as instruções precisam ser bem claras e diretas. Também uso bastante material visual com ela porque ajuda na compreensão do que precisa ser feito. Uma coisa que funciona bem é trabalhar com ela individualmente antes ou depois da aula pra revisar os conceitos e garantir que ela não ficou com dúvidas. Já tentei incluir sons nas atividades dela, mas percebi que isso mais atrapalhava do que ajudava porque deixava ela ansiosa.
Cada um tem seu jeito de aprender e é importante estar atento a isso pra ajustar nossas estratégias na medida do possível. Dá trabalho? Dá! Mas quando você vê aquele brilho nos olhos deles entendendo algo novo ou conseguindo realizar uma tarefa sozinhos, vale muito a pena.
Bom, acho que é isso por hoje! Qualquer dúvida ou sugestão, tô por aqui sempre aberto pra trocar ideia. Um abraço!