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EF06CO04Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir soluções de problemas usando a técnica de decomposição e automatizar tais soluções usando uma linguagem de programação. Empregar diferentes estratégias da Computação (decomposição generalização e reúso) para construir a solução de problemas.

Pensamento computacionalEstratégias de solução de problemas - Decomposição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06CO04, do 6º ano, na prática é o seguinte: a gente tá pegando uma situação, um problema, e quebrando ele em pedaços menores. É tipo quando a gente pensa em fazer um bolo. Não dá pra pensar nele inteirinho de uma vez, né? Primeiro você separa a receita em partes: ingredientes, modo de preparo, tempo de forno. Cada coisa no seu tempo e jeito. E aí a molecada precisa aprender a fazer isso com problemas, e depois botar isso na linguagem dos computadores, como se fosse ensinar o computador a resolver o problema sozinho.

Aí, tem esse lance de decomposição e generalização. Eles precisam ver que muitos problemas grandes têm pedaços que se repetem ou que são parecidos, né? Então, você resolve um pedaço e já tá quase lá pra resolver os outros. E o reúso é aquele truque esperto: se eu já fiz um código uma vez que resolve uma parte do problema, por que não usar ele de novo? A turma do 5º ano já vem mexendo com algumas ideias básicas de lógica, tipo sequências e padrões, então eles não chegam totalmente crus. Mas agora no 6º ano a gente afina mais isso com programação.

Agora deixa eu contar umas atividades que eu faço com eles pra trabalhar tudo isso. A primeira é a que eu chamo de "Quebra-cabeça do Jogo da Vida". Não precisa de muita coisa: só papel e caneta e uma lousa ou quadro branco. Eu começo explicando aquele jogo da vida do John Conway - mas sem entrar em detalhes demais, só o básico mesmo. A gente desenha uma grade no quadro e os meninos precisam decidir quais células vão 'viver' ou 'morrer', seguindo umas regras simples. Eles se dividem em grupos e cada grupo tem sua própria grade no papel. Demora umas duas aulas de 50 minutos até todo mundo pegar o jeito.

Os alunos reagem super bem porque é quase um jogo! Mas olha só o Mateus da última vez: ele começou devagar porque achou chato fazer tudo no papel. Mas quando viu as células 'nascendo' e 'morrendo' conforme as regras que ele mesmo escolheu, começou a ficar animado e até quis passar mais tempo experimentando outras combinações.

Outra atividade que faço é a "Corrida dos Robôs". Aqui eu uso uns aplicativos simples de programação em blocos - tipo o Scratch. E a turma adora porque tem aquele visualzinho bonitinho e dá pra ver o resultado do código rapidinho. Eu organizo a sala em duplas ou trios pra dividir os computadores ou tablets (a escola às vezes empresta). Em uma aula dá pra criar o básico do jogo: eles fazem um robozinho ir de um lado pro outro da tela, desviando de obstáculos.

O legal é ver como eles começam a entender a decomposição na prática. Quando fizemos isso da última vez, a Ana ficou travada num obstáculo porque tava tentando programar tudo numa linha só. Aí fui lá incentivar ela a quebrar o problema em passos menores: "Primeiro faz o robô andar 3 passos, depois para e pensa no próximo movimento". Ela conseguiu terminar e ficou toda animada contando pra turma.

Por último, tem o "Desafio dos Algoritmos", onde usamos situações do dia a dia pra criar algoritmos simples. Eu dou exemplos como preparar uma mochila para escola ou fazer um sanduíche e eles precisam listar os passos necessários. A gente usa papel grande (tipo cartolina) que fica colado pela sala pra todo mundo ver as ideias dos colegas depois. Essa atividade também leva duas aulas geralmente.

Da última vez que fizemos, o Pedro fez um algoritmo bem detalhado sobre como escovar os dentes e incluía coisas como "abrir a torneira", "molhar a escova", "fechar a torneira enquanto escova". No começo ele achou bobo, mas percebeu como tudo isso era importante quando tivemos que automatizar esse processo num software simples mais tarde.

Enfim, essas atividades ajudam demais os meninos a entender que resolver problemas é muito mais sobre estratégia e criatividade do que simplesmente saber tudo sobre programação logo de cara. E além disso, eles acabam curtindo porque ficam surpresos vendo que conseguem criar algo funcional e legal sozinhos ou com os amigos.

Bom, espero ter dado uma luz aí sobre como eu trabalho essa habilidade com os alunos do 6º ano. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências também, tamo junto!

Aí, sabe como eu percebo que os meninos aprenderam sem precisar de prova formal? É o seguinte: eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. Fico meio que de ouvido aberto escutando as conversas entre eles. Quando um aluno começa a explicar pro outro como resolver um problema, é aí que eu vejo o brilho. Tipo aquela vez que o Lucas tava explicando pro Pedro como quebrar um problema em partes menores. Eles estavam trabalhando numa atividade de criar um algoritmo simples pra organizar uma festa de aniversário. Aí o Lucas falou algo tipo: "Olha, Pedro, primeiro a gente precisa pensar nos convidados, depois na comida, e aí por último na decoração". Ele tava pegando a situação complexa e dividindo em partes, sem nem perceber que tava aplicando a técnica de decomposição. Foi aí que eu saquei: esse entendeu.

Outra coisa que faço é prestar atenção nas perguntas que eles fazem. Quando a Maria veio me perguntar se tal ordem nos passos do algoritmo faz diferença no resultado final, percebi que ela já tinha entendido a importância da sequência lógica das ações, mesmo sem ter uma resposta pronta.

Mas claro que tem os erros comuns que os meninos cometem. Por exemplo, o João sempre começa com tudo numa ordem meio bagunçada. Ele pega e quer resolver tudo de uma vez, sem partir em etapas. Uma vez ele tava tentando programar um robô simples pra seguir uma linha. Só que ele colocou todos os comandos de uma vez, sem pensar na ordem certa. Aí o robô ficava se perdendo. Essa confusão acontece porque eles têm essa vontade de ver o resultado final logo, sem entender que o processo é mais importante. Quando pego isso acontecendo na hora, dou umas dicas, tipo: "João, vamos pensar primeiro no início: o robô precisa primeiro virar à direita ou à esquerda?". E ele vai ajustando com meu apoio.

Já a Ana costuma errar na hora de passar as ideias pra linguagem de programação. Ela tem ótimas ideias, mas às vezes esquece de traduzir esses pensamentos pro código de maneira clara. Uma vez ela queria fazer um jogo simples onde os jogadores precisassem coletar objetos. Mas tava esquecendo de especificar quantos objetos tinha em jogo e como eles apareciam na tela. Aí eu ajudo perguntando: "Ana, como o jogo começa? O que acontece primeiro?" Isso vai guiando ela pra colocar as etapas no código direitinho.

E quando se trata do Matheus, que tem TDAH, eu preciso fazer umas adaptações nas atividades pra ele conseguir se concentrar melhor. Por exemplo, divido os exercícios em partes menores ainda e dou um tempo maior pra ele concluir cada parte. Ao invés de pedir pra ele resolver um problema muito complexo de uma vez só, divido em várias etapas e peço pra ele fazer pausas entre elas. Também uso muito material visual com ele; gosto de mostrar diagramas ou esquemas pra facilitar o entendimento.

Agora a Clara, com TEA, gosta muito de rotina e previsibilidade. Então eu organizo as atividades de forma bem clara e sempre explico toda a sequência antes de começar. Uso cartões com passos numerados que ela pode seguir enquanto trabalha; isso dá segurança pra ela saber o que vem depois. Com esses cartões ela pode riscar cada etapa concluída e ver quanto já avançou.

Um exemplo do que funcionou bem foi quando fiz uma espécie de jogo interativo online onde tanto Matheus quanto Clara podiam ir passando pelas fases e marcando seus próprios avanços no tempo deles. Isso deu autonomia pros dois dentro dos limites da atividade.

O que não rolou tão bem foi quando tentei usar uma plataforma que tinha muitas animações e sons excessivos. O Matheus ficou meio perdido por causa do excesso de estímulos e a Clara não gostou da imprevisibilidade das animações.

Bom, por hoje é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com essas histórias do dia a dia da sala de aula e como a gente vai driblando os desafios juntos com os alunos. Tô sempre por aqui pra trocar ideia, então se tiverem mais perguntas ou quiserem compartilhar suas experiências também, manda ver! Até a próxima!

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