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EF06CO06Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar diferentes casos particulares (instâncias) de um mesmo problema, identificando as semelhanças e diferenças entre eles, e criar um algoritmo para resolver todos, fazendo uso de variáveis (parâmetros) para permitir o tratamento de todos os casos de forma genérica. Empregar diferentes estratégias da Computação (decomposição, generalização e reúso) para construir a solução de problemas.

Pensamento computacionalEstratégias de solução de problemas - Generalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF06CO06 da BNCC, quando a gente traz pro dia a dia da sala, é basicamente ensinar os meninos a pensar como se fossem fazer uma receita que funcione pra várias comidas. A ideia é pegar um problema, ver o que ele tem de igual e diferente em várias situações e criar um tipo de receita que funcione pra tudo. É sobre pensar de forma organizada, tipo assim: primeiro faz isso, depois aquilo, e por último aquilo outro. Os alunos precisam conseguir ver o que tem em comum e o que muda nos problemas pra poder criar um passo a passo que resolve tudo, usando uma coisa chamada variável, que é tipo um espaço vazio que depois você preenche com o que precisa.

A turma já vem do 5º Ano com uma noção básica de resolver problemas, mas ainda não tão acostumados a pensar em algoritmos ou variáveis. Eles sabem somar, subtrair, fazer umas continhas mais simples com números concretos, mas aí a gente começa a mostrar que dá pra usar esses conceitos em situações mais gerais. Já viram coisas como padrões em matemática, então dá pra ir puxando daí. O desafio é eles começarem a ver as variáveis como essas caixinhas que podem guardar qualquer coisa dependendo do problema.

Agora vou contar umas atividades que faço na sala pra trabalhar isso. A primeira é uma brincadeira que chamo de "Receita Mágica". Olha só como funciona: pego uns objetos simples, tipo frutas ou peças de lego. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Dou pra cada grupo um conjunto diferente de objetos e peço pra eles criarem uma receita de suco ou de construção qualquer coisa usando aqueles objetos. A parte importante é eles anotarem os passos certinho e identificarem o que muda dependendo dos objetos (as variáveis). A atividade leva uns 50 minutos.

Na última vez que fiz isso, o Joãozinho e a Maria estavam no mesmo grupo e começaram a discutir porque ele queria misturar tudo no suco e ela queria fazer por etapas. Foi interessante porque aí eu parei tudo e no meio da discussão mostrei como as duas ideias podiam virar um algoritmo diferente dependendo do objetivo final. Os alunos, quando percebem essas coisas na prática, ficam super animados.

Outra atividade que funciona muito bem é quando faço um "Desafio do Tesouro". Esse é mais longo, tipo duas aulas seguidas de 50 minutos cada. Eu crio um mapa do tesouro com pistas bem variadas e dou pra turma dividida em duplas. Cada pista leva a uma variável diferente: pode ser um número escondido atrás de um recado ou uma cor dentro de um desenho. A ideia é eles entenderem que as pistas (problemas) são diferentes, mas o caminho até o tesouro segue um padrão (algoritmo) onde as variáveis são importantes pra chegar lá.

Teve uma vez que o Pedro e o Lucas ficaram presos numa pista porque não conseguiam perceber qual era a variável-chave ali. Precisaram da ajuda da Ana e do Rafael que já tinham sacado como funcionava. Foi legal ver a colaboração entre eles e como cada um explicou seu raciocínio pro outro. Esse tipo de interação ajuda muito na compreensão geral dos conceitos.

Por último, adoto uma coisa chamada "Histórias Computacionais". Essa atividade é mais aberta e permite bastante criatividade. Peço pros alunos inventarem uma história onde algo precisa ser resolvido de várias maneiras diferentes: tipo salvar um gatinho preso numa árvore em quatro situações diferentes (com vento, sem vento, com chuva...). Eles têm que identificar o que se mantém igual na resolução (como subir na árvore) e o que muda dependendo do cenário (usar capa de chuva ou não). Essa atividade geralmente leva umas três aulas de 50 minutos.

Na última vez o grupo da Carol fez uma história muito engraçada sobre um cachorro detetive resolvendo mistérios em várias cidades. Eles criaram várias estratégias diferentes com base no clima e nos personagens locais, mostrando como usaram as variáveis. A turma toda riu bastante e aprendeu enquanto discutia as escolhas feitas pelo grupo.

E aí? O legal disso tudo é ver como os meninos vão pegando gosto por esse jeito diferente de pensar. No começo tudo parece muito complicado mas com o tempo eles vão pegando jeito e começam até a ver isso em outras matérias e no próprio cotidiano deles. Tem aluno como o Gustavo que uma vez veio me contar como usou essa lógica pra organizar as coisas no quarto dele! É gratificante perceber esses momentos onde eles percebem que aprenderam algo realmente útil.

Bom pessoal, essas são algumas das atividades que uso aqui na minha sala do 6º Ano pra trabalhar essa habilidade da BNCC. Espero ter ajudado quem tá começando ou quem quer trocar umas ideias sobre práticas na sala de aula!

Aí, pessoal, vou contar como percebo que os meninos realmente entenderam essa parada de criar receitas pra problemas, sem necessariamente aplicar uma prova formal, né? Tipo assim, quando estou circulando pela sala, dá pra ver bem quem tá sacando a ideia. Sabe quando o aluno tá lá todo concentrado no computador ou no caderno e você chega perto e ele já vai te mostrando o que fez? O Pedro, por exemplo, adora me chamar e dizer: “Olha, professor, eu fiz desse jeito aqui, será que tá certo?” Quando ele começa a explicar o raciocínio dele e eu vejo que ele tá usando as variáveis direitinho, aí eu penso: “Ah, esse aí entendeu!”

Outra coisa é quando eles estão em grupos. Eu fico só ouvindo as conversas. Tem vezes que um aluno começa a explicar pro outro uma solução que ele encontrou. Tipo a Luana, que adora ajudar o pessoal do grupo dela. Ela começa a falar: “Ó, primeiro você faz assim, depois troca essa parte aqui, e por último você só muda isso.” Quando ela consegue explicar direitinho e o colega entende, é um sinal claro de que ela pegou a lógica da coisa.

E claro que tem aqueles momentos clássicos em que um aluno acha uma solução diferente pra um problema… Aí eu penso: “Nossa, que sacada!” A gente tava fazendo uma atividade sobre algoritmos semana passada e o Joãozinho veio com uma solução usando menos passos do que eu tinha mostrado. Foi um daqueles momentos de orgulho.

Agora, falando dos erros mais comuns… Olha, os meninos às vezes se enrolam com as variáveis. O Lucas sempre confunde quando é pra mudar uma variável e quando é só pra repetir o passo a passo sem alteração. Às vezes ele coloca tudo fixo demais, tipo “sempre” faz isso ou aquilo, e aí não funciona pra todas as situações. Isso acontece porque eles têm aquela dificuldade inicial de entender que a variável é algo que pode mudar e não algo fixo.

Quando pego esses erros na hora, paro tudo e faço questão de mostrar na prática onde tá o tropeço. Eu gosto de usar exemplos concretos pra explicar. Se o Lucas erra em algo tipo calcular troco, a gente brinca lá na frente com um mercado imaginário. Ele pega um item pra comprar e aí a gente vê como calcular o troco certo dependendo do valor do dinheiro que ele tem em mãos. Essa atividade prática faz diferença.

Sobre lidar com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA… Cada um requer uma abordagem diferente, né? No caso do Matheus, eu procuro manter as atividades bem fragmentadas e com pausas entre elas. Ele se beneficia muito quando eu digo: “Agora vamos fazer essa parte aqui por 10 minutinhos”, e depois dou um tempinho pra ele levantar ou fazer algo mais livre. Também crio umas atividades em que ele pode mexer mais com as mãos. Já percebi que ele adora quando tem alguma coisa prática.

Com a Clara foi um pouco diferente. Ela gosta muito de previsibilidade e estrutura. Então sempre faço questão de criar um cronograma visual da aula e mostro pra ela antes de começar qualquer atividade. Isso ajuda a ela se situar melhor no tempo e saber exatamente o que esperar. Pra ela, usar materiais visuais é fundamental. Tipo diagramas ou desenhos do passo a passo da atividade.

Mas nem tudo funciona sempre! Tentei uma vez usar um jogo dinâmico de perguntas e respostas com o Matheus achando que ia ser legal, mas não deu certo porque ele ficou sobrecarregado com tantos estímulos ao mesmo tempo. Com a Clara também já testei atividades em grupo sem muito planejamento anterior sobre quem faria o quê… resultado foi que ela ficou perdida.

Bom, galera, esses são alguns relatos lá da sala de aula sobre como percebo o aprendizado dos meninos na habilidade EF06CO06 da BNCC e como lido com os desafios do dia a dia com diferentes alunos. Espero que tenha ajudado alguém aí! Se alguém tiver dicas ou experiências próprias pra compartilhar sobre isso ou outras habilidades, só mandar! Valeu!

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