Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06CO10 da BNCC, o negócio é fazer os meninos entenderem como as tecnologias impactam o nosso dia a dia. Não é só usar o celular ou o computador, mas é pensar de onde vem esses aparelhos, pra onde vão quando a gente não usa mais, e como tudo isso afeta o meio ambiente e a sociedade. Na prática, a ideia é que eles consigam analisar criticamente essas coisas e usar as tecnologias de forma consciente e eficiente. Eles têm que saber, por exemplo, que quando a gente compra um celular novo, aquele velho não deve ir pro lixo comum. Tem um caminho certo pra ele, que envolve reciclagem e sustentabilidade.
Agora, falando do que eles já trazem das séries anteriores, muitos alunos já têm uma noção básica de como usar as tecnologias. Eles sabem navegar na internet, usar aplicativos de mensagens, redes sociais e jogos. O desafio agora no 6º Ano é aprofundar essa noção, fazendo eles pensarem nas consequências do uso das tecnologias e nas questões de obsolescência programada, que é quando um aparelho para de funcionar ou fica obsoleto bem mais rápido do que deveria.
Uma das atividades que faço com eles envolve um debate sobre a vida útil dos aparelhos eletrônicos. A gente organiza um círculo na sala de aula e eu levo alguns objetos simples, como uma calculadora antiga, um celular bem velhinho e um laptop que já não funciona mais. Aí eu pergunto pra galera: "O que acham que acontece com esses aparelhos depois que paramos de usar?" Isso leva uns 50 minutos, mais ou menos uma aula inteira. Os alunos costumam reagir de formas bem diversas. Muita gente acha que é só jogar fora e pronto. Foi o caso da Larissa da última vez: "Ué, professor, não é só jogar na lixeira?" Aí entra a parte boa! Explicamos sobre reciclagem de eletrônicos e discutimos alternativas para prolongar a vida útil desses objetos.
Outra atividade legal que faço é uma pesquisa de campo sobre os pontos de coleta de recicláveis na cidade. Divido a turma em pequenos grupos e cada um fica responsável por uma parte da cidade. O material é simples: mapas impressos da região e acesso à internet pra eles pesquisarem sobre os pontos. Isso leva umas duas aulas pra eles fazerem a pesquisa completa. Eles saem super empolgados pra investigar esses lugares! Da última vez, o João voltou todo animado contando que descobriu um ponto de coleta num supermercado perto da casa dele: "Professor, nem sabia que tinha isso ali!"
A terceira atividade que adoro fazer é uma oficina prática de reparo de pequenos eletrônicos. Trago alguns objetos simples como fones de ouvido quebrados ou cabos USB defeituosos. A turma se divide em duplas ou trios e eu passo algumas ferramentas básicas pra eles tentarem consertar os objetos. Isso demora umas três aulas pelo menos porque tem toda aquela fase de desmontar com cuidado, identificar o problema e tentar arrumar. Nessa oficina teve uma situação engraçada com o Tiago: ele conseguiu consertar um fone de ouvido e ficou super feliz, mas depois percebeu que tinha colocado os lados ao contrário! Todo mundo riu muito, mas no fim isso foi ótimo pra mostrar como às vezes a gente erra tentando consertar as coisas e tá tudo bem.
O ponto principal dessas atividades é fazer os alunos saírem daquele uso passivo das tecnologias e começarem a questionar mais as coisas ao redor deles. Se perguntarem "Por que meu celular antigo dura menos do que o novo?", ou "Será que preciso mesmo trocar de tablet todo ano?" são exatamente esses tipos de questionamento que quero plantar na cabeça deles.
E olha só: essas atividades geram discussões super interessantes na sala! Às vezes acabo aprendendo tanto quanto eles com as colocações deles sobre consumo consciente e novas ideias de sustentabilidade. No final das contas, todo mundo cresce junto nesse processo.
Pra encerrar aqui nossa conversa no fórum, se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar as experiências também, tô sempre aberto a novas sugestões! Valeu por ler até aqui!
E aí, continuando aqui sobre como eu percebo que os meninos aprenderam essa habilidade EF06CO10 sem precisar aplicar uma prova formal. Bom, a primeira coisa é reparar no comportamento deles durante as atividades. Quando tô circulando pela sala e vejo o Pedro explicando pra amiga dele como escolher o destino certo pro lixo eletrônico, já dá pra sacar que ele pegou a ideia. Ou quando alguém fala numa roda de conversa, tipo a Júlia, que tá pensando em dar um destino correto pro tablet velho dela em vez de jogar no lixo. Esses momentos dizem muito.
Outra coisa que me ajuda é escutar as conversas entre eles. Às vezes, enquanto tão discutindo um trabalho em grupo, um comenta sobre a poluição causada pelo descarte incorreto de baterias e o outro já complementa com uma ideia de solução. Aí eu vejo que tão juntando as peças. Teve um dia que o Lucas e o Renato estavam discutindo como as tecnologias melhoram a vida, mas ao mesmo tempo podem causar problemas pro meio ambiente. O Lucas mencionou que viu na TV sobre aterros eletrônicos e o Renato disse que a mãe dele joga as pilhas em um local específico do supermercado. Olha aí, eles tão conectando o que a gente conversa em aula com o que veem fora da escola!
Agora, falando dos erros mais comuns. Ah, isso sempre acontece também. A Ana, por exemplo, sempre confunde o tipo de lixo eletrônico com lixo reciclável comum. Ela acha que pilhas podem ir junto com plástico e papel, mas aí a gente conversa e relembra qual é o destino certo. E tem o caso do Caio, que uma vez achou que tecnologia só tem impacto positivo, tipo só fala de como é bom ter internet rápida e esquece da quantidade de lixo eletrônico gerado quando a gente troca aparelhos toda hora.
Esses erros acontecem porque muitas vezes os meninos tão acostumados a ver só um lado da coisa. A tecnologia tem esse glamour, né? E quem não gosta das novidades? Mas é importante mostrar pra eles que tem um outro lado também. Quando pego esses erros na hora, costumo fazer perguntas que levem eles a pensar mais criticamente sobre aquilo. Com a Ana eu costumo desenhar na lousa mesmo, fazer tipo um mapa do lixo eletrônico, pra ela fixar bem onde cada coisa deve ir. Já com o Caio eu trago exemplos de documentários ou reportagens que mostram o impacto negativo também.
Agora, falando do Matheus e da Clara, que têm suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que demandem menos tempo estático. Então eu faço com ele coisas mais dinâmicas, tipo gincanas educativas ou jogos onde ele possa se movimentar mais pela sala. Funciona bem quando ele tá engajado fisicamente. Uma vez fizemos uma atividade onde ele era responsável por distribuir cartões de diferentes tipos de lixo eletrônico pros colegas adivinharem qual era o destino correto. Ele adorou!
Já com a Clara, que tem TEA, preciso adaptar mais os materiais visuais. Ela responde muito bem a infográficos e imagens bem coloridas que ajudem na organização das ideias. Às vezes uso aplicativos no tablet que fazem categorização por cor e forma pra ajudar ela a entender melhor os conceitos de descarte correto. Teve uma atividade onde ela usou um aplicativo pra criar uma espécie de planilha com ícones dos produtos eletrônicos e seus destinos finais. Funcionou super bem!
O que não funcionou muito foi tentar fazer algo muito barulhento ou agitado demais com os dois ao mesmo tempo. O Matheus se dispersa fácil com barulho em excesso e a Clara fica desconfortável quando tem muita confusão visual ou sonora ao mesmo tempo. Então, mantendo as coisas equilibradas e organizadas, geralmente dá tudo certo.
Bom, pessoal, é isso aí! É sempre um desafio, mas também uma satisfação enorme ver eles entendendo cada vez mais o impacto dessas tecnologias no nosso dia a dia de maneira consciente. Espero que essas experiências ajudem vocês por aí também! Qualquer coisa estamos aqui pra trocar ideia! Abração!