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EF07CO02Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar programas para detectar e remover erros, ampliando a confiança na sua correção. Construir e analisar soluções computacionais de problemas de diferentes áreas do conhecimento, de forma individual ou colaborativa, selecionando as estruturas de dados adequadas (registros, matrizes, listas e grafos), aperfeiçoando e articulando saberes escolares.

Pensamento computacionalAnálise de programas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, a habilidade EF07CO02 da BNCC é um bicho interessante. Na prática, eu vejo isso como ensinar os meninos a serem detetives de código, sabe? Tipo, eles precisam aprender a olhar um programa e encontrar onde tá o erro, aquela falha que faz tudo dar errado. E não é só achar o problema, mas consertar e deixar aquilo funcionando perfeitamente. É como se eles estivessem ajustando uma receita que deu errado até virar um prato delicioso.

Pra eles entenderem isso, eles precisam ter uma boa base em lógica de programação, que a gente começa a construir lá no 6º ano. A galera já vem sabendo o básico sobre algoritmos e lógica sequencial, então dá pra gente avançar. A ideia é fazer com que eles consigam identificar erros comuns e pensar em soluções tanto sozinhos quanto em grupo, escolhendo a estrutura de dados certa para cada tipo de problema. Por exemplo, se vão resolver algo que envolve listas de alunos, precisam saber quando usar um vetor ou uma lista encadeada. Isso meio que conecta com outras matérias também, tipo matemática, quando lidam com matrizes.

Agora, falando das atividades, uma coisa que faço bastante é usar desafios de programação, tipo uma caça ao tesouro no mundo do código. Um exemplo é quando dou um trecho de código pra eles resolverem e achar onde tá o erro. Começo com códigos curtos e vou aumentando a complexidade conforme eles pegam o jeito. Uso materiais simples mesmo: um computador por dupla (ou trio se necessário), IDEs online como Replit, que são gratuitas e funcionam direto no navegador.

Divido a turma em duplas porque isso estimula a colaboração e troca de ideias entre eles. E olha, é incrível ver como cada um traz uma perspectiva diferente. A atividade dura geralmente duas aulas de 50 minutos. Os alunos costumam reagir bem empolgados no início, principalmente quando apresentei essa atividade pela última vez. O João e o Lucas ficaram tão envolvidos que nem queriam parar pro recreio! Eles empacaram num erro bobo e precisaram da ajuda da Júlia, que percebeu uma vírgula fora do lugar num array. Essa interação entre eles é fantástica porque um ajuda o outro a entender diferentes tipos de erros.

Outra atividade que faço é um pouco mais voltada pra construção colaborativa. Aí eu dou um problema mais aberto, algo como “criar um sistema simples de cadastro de alunos”. Dou um tempo maior pra essa atividade, geralmente umas três aulas pra planejar e programar o básico. Eles começam esboçando no papel como seria o sistema e quais dados precisariam registrar. Depois cada grupo começa a programar no computador.

Aqui eles têm a oportunidade de decidir quais estruturas usar: listas, matrizes ou qualquer outra coisa que fizer sentido pro problema deles. O legal é que enquanto estão planejando, começam a perceber a importância de cada escolha na programação. Teve uma turma onde o Paulo e a Luísa quiseram usar matrizes logo de cara porque acharam mais simples fazer ligações entre diferentes informações dos alunos. Mas aí discutindo com o grupo perceberam que listas seriam mais eficientes. E nesse processo todo mundo aprende!

Pra finalizar essa habilidade na prática, faço um exercício individual onde cada aluno precisa analisar um programa já pronto que tem alguns erros sutis inseridos por mim. Isso é feito numa única aula. Eles precisam anotar quais erros encontraram e como corrigiriam cada um deles. É bem interessante ver como cada aluno encontra erros diferentes; isso mostra como cada mente pensa de uma forma única.

A última vez que fiz isso com a turma do 7º ano foi engraçada porque teve uns alunos que começaram a inventar erros! A Mariana jurava que tinha um bug num trecho do código onde não havia nada errado; ela tava tão atenta procurando erro que viu coisa onde não tinha nada! No final das contas foi bom porque discutimos sobre como fazer uma análise detalhada sem pular partes do código ou imaginar coisas inexistentes.

Essas atividades são maneiras práticas de desenvolver essa habilidade da BNCC na galera do 7º ano. O bacana é ver como eles vão ficando mais confiantes na hora de programar e resolver problemas ao longo do ano letivo. É gratificante ver os alunos crescendo nesse sentido e percebendo que programar é muito mais do que só digitar comandos: é entender, analisar e aprimorar sempre!

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade na sala de aula. Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar experiências, tô sempre por aqui! Até mais!

E aí, gente, continuando a conversa sobre essa habilidade EF07CO02. Depois que a galera já pegou o jeito das atividades, o mais interessante é perceber como eles vão se saindo, mesmo sem aplicar uma prova formal. No dia a dia, eu vou observando uns sinais que mostram claramente quando um aluno já tá mandando bem.

Por exemplo, quando eu dou aquela circulada pela sala e vejo um aluno como o João explicando pro colega do lado como ele resolveu tal problema. Aí eu paro um pouco pra ouvir a conversa e percebo que ele tá usando os termos certos, tipo "variável", "loop" e tal. Quando ele começa a comparar com situações do dia a dia, tipo "é como se fosse um videogame e cada fase é um passo diferente", aí eu já sei que ele entendeu mesmo. Outro exemplo foi a Ana, que sempre foi mais tímida, mas quando ela começou a completar os exercícios na lousa sem hesitar e ainda dava umas risadinhas porque já tinha sacado o truque do código, pensei: essa aí pegou a manha!

Agora, falando dos erros comuns, tem alguns clássicos que aparecem sempre. O Pedro, por exemplo, vive esquecendo de fechar as chaves do código ou de colocar ponto e vírgula no final das instruções. Já cansei de explicar que cada comando precisa ser fechado certinho pra não bagunçar tudo. Aí ele fica frustrado quando o programa não roda. É um erro bobo, mas acontece bastante porque eles ficam empolgados e querem ver logo o resultado. Quando pego esses erros na hora, paro tudo e faço eles revisarem cada linha juntos. Às vezes transformo em um jogo: "onde tá o Wally do código?", e assim eles vão pegando o jeito.

Tem também situações mais complexas, tipo o erro de lógica. A Maria, por exemplo, uma vez tentou fazer um programa pra somar números, mas a lógica dela tava levando pra multiplicação sem ela perceber. Isso aconteceu porque ela ficou tão presa na ideia inicial que não revisou os passos intermediários. Nesse caso, voltamos juntos pro papel e revisamos cada parte do raciocínio até ela notar onde tava trocando as bolas.

E aí vem a parte de lidar com as diferenças de aprendizado em sala. O Matheus tem TDAH e a Clara é TEA, então tenho que estar sempre atento às necessidades deles. Pro Matheus, eu percebi que variar as atividades ajuda muito. Se ficamos muito tempo numa só coisa, ele começa a perder o foco. Então alterno entre atividades práticas no computador e momentos de discussão em grupo ou até pequenas pausas pra ele respirar. Uma coisa que funcionou foi usar aplicativos interativos que exigem respostas rápidas; isso mantém ele atento.

Já com a Clara, eu preciso ser mais organizado na estrutura das atividades. Ela responde bem quando sabe exatamente o que vai acontecer em seguida. Então sempre faço um roteiro visual pra ela seguir. Por exemplo, coloco no quadro uma sequência de passos que vamos realizar naquele dia. Também uso recursos visuais mais claros nas apresentações e instruções escritas porque ela processa melhor dessa forma.

Nem tudo funciona de primeira, claro. Tentamos usar um software novo uma vez para todo mundo e foi um caos pro Matheus porque era muito complicado e ele se perdeu rápido nas instruções. Aprendi que preciso testar antes essas ferramentas com ele pra ver como reage antes de embarcar todo mundo numa nova ferramenta.

Bom, acho que é isso por hoje, pessoal! Cada dia é uma aventura diferente na sala de aula com esses meninos, mas no final das contas é isso que faz tudo valer a pena. Trocar experiências com vocês também é ótimo porque sempre aprendo algo novo ou vejo que não tô sozinho nessa jornada maluca da educação! Até a próxima!

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