Olha, quando a gente fala dessa habilidade do EF07CO08 da BNCC, eu vejo assim: é mostrar pros meninos que a internet não é terra de ninguém. Eles precisam entender que expressar opinião é massa, mas também é preciso ter cuidado pra não magoar ou desrespeitar os outros. E muito mais do que isso, é ensinar que a internet tem regras, tem leis e que tudo que a gente faz ali pode ter consequência. Então, trazer essa consciência de que as coisas online têm reflexos no mundo real.
Pra mim, um aluno que domina essa habilidade sabe dar opinião sem ofender, entende que não pode sair pegando imagem por aí e que precisa respeitar os direitos dos outros. Eles também têm que saber ser críticos com o que leem e vêem online. E isso tem tudo a ver com o que já conversamos no ano anterior sobre convivência e respeito nas redes sociais. É um passo adiante.
Agora, vou contar pra vocês como eu trabalho isso em sala com a garotada do 7º ano.
Primeira atividade que faço é um debate sobre algum tema quente, tipo assim, algo que esteja rolando na mídia mesmo. Pro último debate, escolhi o uso de máscaras em locais públicos na época da pandemia. Usei uma notícia de jornal online pra esquentar a conversa. A turma fica dividida em dois grupos: um pró e outro contra. Dei uma aula inteira pra isso, uns 50 minutos. O legal é ver a galera se respeitando no calor da discussão. Na última vez teve o João e a Ana. Eles tinham opiniões bem diferentes, mas se ouviram numa boa. A Ana até falou depois: "Eu não concordo com ele, mas entendo o ponto dele agora". Isso deixa claro que eles tão aprendendo a ouvir o outro.
Outro dia fizemos uma atividade prática de pesquisa pra mostrar como direitos autorais funcionam. Pedi pra galera buscar imagens na internet pra um trabalho fictício de escola sobre meio ambiente. Só que tinha uma pegadinha: eles tinham que encontrar imagens gratuitas e que pudessem ser usadas legalmente no trabalho deles. Usei como material alguns sites de imagens livres de direitos autorais. A turma fez isso em duplas e levamos duas aulas pra completar tudo. Teve risada, teve dúvida e teve aprendizado. Um exemplo foi o Lucas e a Maria, que fizeram uma busca rápida e acharam imagens lindas, mas quando foram ver os termos de uso perceberam que não poderiam usar todas elas sem pagar ou dar crédito. Então, voltaram atrás e encontraram alternativas legais. Foi um momento daqueles “ahaaam” bem bacanas.
A última atividade foi sobre segurança na internet e cyberbullying. Aqui eu trouxe umas histórias fictícias pra turma discutir o que fariam naquelas situações. Uma das histórias falava de um aluno que tinha recebido mensagens ofensivas no grupo da turma e não sabia como lidar com isso. Usei vídeo como material inicial pra contextualizar e depois discutimos em grupos menores como agir nessas situações e onde buscar ajuda. A turma ficou bem engajada e levou uma aula só pra isso. O Miguel contou de uma vez que presenciou algo assim no grupo da família e falou como se sentiu desconfortável com a situação. Isso abriu espaço pra falarmos sobre nossos sentimentos e sobre empatia.
O mais importante dessas atividades todas é ver como eles vão se desdobrando pra pensar não só no próprio umbigo, mas também nos outros à volta. E é sempre gratificante perceber essa evolução na maturidade deles tanto nas discussões quanto nas atitudes online fora da sala de aula.
E assim vamos caminhando, um passo de cada vez nessa estrada digital cheia de trilhas novas pra explorar. E como sempre digo pros meninos: “A internet não tem botão de apagar na vida real”. Então bora usar com responsabilidade! Valeu galera! Até a próxima!
Aí, gente, no dia a dia da sala, é incrível como a gente percebe quando um aluno entendeu o negócio sem precisar aplicar prova formal, né? Tipo assim, eu tô ali circulando pela sala, dou uma passada perto da mesa e ouço os meninos conversando. Quando um deles vira pro outro e começa a explicar o que aprendeu, do jeito deles, aí é batata! Você vê que o moleque captou a mensagem. Teve uma vez, o Joãozinho tava explicando pro Pedro que não dava pra sair postando foto dos outros sem autorização. Ele usou o exemplo de uma festa que foram e disse: "Imagina se alguém tira uma foto sua quando você tá todo desajeitado dançando e posta sem te avisar? É chato, né?" Cara, ali eu vi que ele entendeu de verdade.
Outro sinal é quando eles começam a questionar mais as coisas. Quando o Lucas me perguntou se usar meme de alguém famoso podia dar problema, eu percebi que ele tava pensando além, entendendo as implicações legais e éticas disso tudo. E não é só na conversa direta comigo, mas quando eles mesmos levantam essas questões pros colegas. É bacana demais ver esse tipo de interação.
Agora, quanto aos erros mais comuns, a galera ainda tem muita dificuldade em identificar o que é informação confiável na internet. A Maria uma vez me mostrou um site sobre teorias da conspiração como se fosse a maior verdade do mundo. Eles têm essa mania de achar que se tá na internet é verdade absoluta. E aí entra meu papel de ajudar eles a desenvolver esse olhar crítico. Eu mostro como checar as fontes, saber quem escreveu aquilo e se é confiável ou não.
Outro erro frequente é na hora de colocar suas opiniões sem filtro. O Diego foi um caso desses. Numa atividade online, ele fez um comentário super ofensivo sobre um colega sem perceber o peso daquilo. Não foi por maldade, mas por falta de noção mesmo. Quando pego um erro desses na hora, paro tudo e converso com ele sobre como se sentiria se fosse com ele. Tento sempre transformar isso num aprendizado.
Agora, pra lidar com casos específicos como do Matheus e da Clara... Olha, é um desafio constante adaptar as atividades pra eles. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que tenham pausas e sejam mais dinâmicas pra manter o foco. Eu uso bastante recursos visuais e divido as tarefas em etapas menores pra ele não se perder. Uma vez tentei fazer uma atividade só usando texto e percebi que ele dispersou rapidinho. Aí mudei a estratégia: trouxe vídeos curtos e depois debatemos.
Com a Clara, que tem TEA, o esquema muda um pouco também. Ela precisa de rotina e previsibilidade nas atividades. Então eu preparo um calendário visual com as tarefas do dia pra ela se situar melhor. Algumas vezes ela tem dificuldade em entender piadinhas ou sarcasmo nos textos online. Aí faço questão de explicar bem direitinho cada expressão que usamos nas atividades.
Uma coisa que funciona bem pros dois é a utilização de tecnologia assistiva. Tablets com aplicativos que ajustam o conteúdo pro ritmo deles têm sido uma mão na roda. Teve uma tentativa de usar só apostilas impressas e não deu muito certo; eles ficaram desmotivados rápido.
Enfim, gente, cada dia é um aprendizado também pra mim. A gente vai ajustando as velas conforme os ventos mudam na sala de aula. E olha só, é bacana demais ver cada conquista dos meninos nessas áreas. Por mais que tenha desafio, a recompensa vem em forma daqueles momentos "ahá!" onde você vê que fez a diferença.
Vou ficando por aqui porque já escrevi demais hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês também aí nas suas salas. Compartilhem as experiências de vocês também! Até mais galera!