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EF69CO03Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Descrever com precisão a solução de um problema, construindo o programa que implementa a solução descrita. Construir e analisar soluções computacionais de problemas de diferentes áreas do conhecimento, de forma individual ou colaborativa, selecionando as estruturas de dados adequadas (registros, matrizes, listas e grafos), aperfeiçoando e articulando saberes escolares.

Pensamento computacionalProgramação - Linguagem de Programação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69CO03 da BNCC, que parece um código de robô, é uma coisa que a gente precisa tornar bem prática pras coisas funcionarem na sala de aula, né? Na prática, eu vejo isso como ajudar os meninos a descreverem e resolverem problemas de forma clara usando programação. Eles têm que saber pegar um problema, descrever o que vão fazer pra resolver e depois criar um programa que faz isso tudo direitinho. E não é só criar o programa do nada, eles têm que escolher a estrutura de dados certa, tipo lista, matriz e até grafos. E isso é meio como montar um quebra-cabeça, sabe? Eles têm que entender a peça certa pra cada parte do problema. Na verdade, a habilidade começa antes mesmo da programação: é pensar no problema e saber explicar a solução de uma forma que faz sentido pra eles e pro computador.

Os meninos já vêm com um pouco desse raciocínio lá do 7º Ano, onde a gente começa a introduzir a lógica de programação. Eles sabem o básico sobre sequências de comandos, condições e repetições. Quando chegam no 8º Ano, o desafio é dar um passo além: eles não só programam, mas também precisam explicar o que estão fazendo e por quê estão fazendo daquele jeito. A gente tá sempre puxando pro lado mais colaborativo também. É importante eles aprenderem a dividir tarefas e juntar as peças no final pra formar a solução completa.

Agora vou te contar algumas atividades que eu faço com eles pra trabalhar essa habilidade. Uma delas é o Projeto Feira de Ciências Digital. A ideia aqui é simples: eles precisam escolher um tema da feira de ciências tradicional e criar uma solução computacional pra um problema relacionado ao tema. Tipo, um grupo pode pegar "desperdício de água" e criar um programa que calcula quanto de água uma família gasta por mês. Eu deixo eles usarem qualquer linguagem de programação que já tenham mexido antes, como Python ou Scratch. O material é basicamente os computadores da escola e algumas folhas de papel pra rascunho.

Divido a turma em pequenos grupos de 3 ou 4 alunos. Assim, cada um pode se envolver numa parte do projeto: pesquisa, programação, design da interface. Esse projeto leva umas duas semanas no total, com aulas dedicadas à pesquisa e outras focadas no desenvolvimento. A última vez que fizemos isso, a Ana Clara ficou encarregada da parte do design e acabou descobrindo uma habilidade nova! Ela fez uma interface super limpa e intuitiva pro programa sobre desperdício de água, o grupo dela até foi elogiado pelos outros professores na feira!

Outra atividade que sempre faço é o Desafio do Labirinto. Essa atividade é bem dinâmica: dou pra eles um labirinto impresso em papel e peço para programarem um robô virtual que consiga sair do labirinto. Aqui usamos muito o Scratch porque é visual e ajuda eles a verem exatamente onde estão errando na lógica. Cada aluno faz individualmente primeiro e depois em duplas pra revisar o trabalho dos colegas. Eles têm cerca de uma aula e meia, uns 75 minutos no total.

É engraçado ver como os meninos reagem a essa atividade – alguns ficam frustrados quando o robô bate na parede do labirinto digital, mas aí entra aquela habilidade social de pedir ajuda pro colega do lado ou até perguntar pra mim. Lembro do Lucas da última vez: ele ficou todo perdido com as coordenadas do labirinto mas aí pediu ajuda pro João Pedro, que já tinha pegado o jeito da coisa e foi capaz de explicar direitinho onde tava o erro.

A terceira atividade se chama Construção de Histórias Interativas. Aqui a gente mistura programação com literatura! Os alunos criam histórias interativas onde o leitor faz escolhas e isso muda o rumo da narrativa. Usamos uma plataforma chamada Twine, que é bem intuitiva. O legal dessa atividade é que eles precisam pensar na lógica por trás das escolhas antes mesmo de programar – tipo assim: "Se o leitor escolher entrar na caverna, a história vai por esse caminho". Isso faz eles enxergarem bem a importância das condições na programação.

Essa atividade leva mais tempo – cerca de três semanas – porque envolve planejamento da história e depois a programação dela. Os alunos trabalham em pares ou trios. A última vez que fizemos, teve uma história super divertida sobre um detetive resolvendo mistérios na cidade grande – o Pedro Henrique foi quem teve a ideia inicial e o grupo dele trabalhou super bem em equipe.

Enfim, as atividades são uma forma prática de fazer os meninos pensarem criticamente sobre problemas e soluções usando programação. E olha só: não é só sobre aprender código; é sobre saber trabalhar em equipe, comunicar ideias claramente e resolver problemas com criatividade! É ver eles crescendo como pensadores lógicos e criativos ao mesmo tempo. E isso é gratificante demais! Então é isso aí pessoal! Até mais!

Olha, saber se a galera realmente aprendeu sem meter uma prova no meio é uma coisa que a gente desenvolve com o tempo, né? Tipo assim, no dia a dia, enquanto eu tô circulando pela sala, eu fico de olho bem aberto. Um jeito que eu percebo que os meninos entenderam o lance é quando eles começam a conversar entre si e, de repente, você escuta um explicando pro outro. Às vezes, tô andando por ali e ouço o João falando pro Pedro algo como "cara, não adianta tentar fazer desse jeito porque não vai funcionar assim, tem que..."

Outro momento que mostra que eles entenderam é quando eles começam a modificar aqueles projetos básicos que a gente faz juntos e adicionam novas funcionalidades ou otimizam o código. Teve uma vez que a Ana pegou aquele programinha de listas de compras que fizemos e transformou numa lista compartilhada online. Fiquei boquiaberto! Aí é que você vê: "ah, essa aí entendeu o recado".

Agora, os erros mais comuns... Bom, tem uns clássicos. O Lucas é mestre em esquecer ponto e vírgula ou trocar uma variável de lugar e depois ficar igual doido tentando achar o erro. Isso acontece porque às vezes eles ficam tão empolgados em resolver tudo rápido que não prestam atenção aos detalhes. Quando vejo isso ao vivo, tipo passo por ele e vejo o código na tela todo colorido onde não devia, já dou a dica: "Lucas, dá uma relida aí nesse código com calma".

Outra coisa é a dificuldade com lógica de programação. A Bia, por exemplo, às vezes confunde como montar um loop. Ela quer repetir uma ação cinco vezes mas esquece de definir direito o contador. Aí chega no final e não funciona do jeito esperado. Quando isso acontece, costumo fazer ela explicar pra mim o que exatamente ela quer que o programa faça. Isso ajuda ela a organizar melhor as idéias.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um deles tem suas características próprias e a gente tem que achar um jeito de acomodar isso nas atividades. O Matheus tem TDAH e realmente precisa de mais estímulos visuais e de movimento. Então procuro criar atividades onde ele possa levantar da cadeira, mexer no quadro ou usar cartões coloridos pra montar algoritmos. Já criei até um jogo de cartas onde ele tinha que ordenar as etapas de um processo, e isso ajudou bastante ele a se concentrar.

Com a Clara, que tem TEA, é outra história. Ela precisa de mais estrutura e previsibilidade nas atividades. Então eu costumo usar quadros visuais pra mostrar o passo a passo do que vamos fazer na aula. E deixo sempre um roteiro claro no quadro pra ela saber exatamente o que esperar a seguir. Teve uma vez que tentei incluir umas músicas durante a atividade pra relaxar a turma, mas percebi que isso acabou distraindo demais ela porque saiu da rotina esperada. Aí aprendi rapidinho!

E olha, nessas experiências todas, tanto com os alunos em geral quanto específicos como o Matheus e a Clara, eu vou testando coisas novas e adaptando conforme necessário. Acho que é isso mesmo: tá sempre aprendendo junto com eles. Compartilhar essas histórias aqui no fórum me ajuda demais também porque acabo ouvindo dicas dos colegas e vendo como eles lidam com situações parecidas.

Bom gente, acho que por hoje é isso. Espero que essas experiências ajudem vocês aí do outro lado da tela! Vamos seguindo juntos nessa jornada de ensinar programação pros nossos jovens de um jeito bacana e inclusivo! Até a próxima!

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