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EF12EF01Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de desempenho dos colegas.

Brincadeiras e jogosBrincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12EF01 da BNCC é uma beleza de trabalhar com os pequenos do 1º ano. O que a gente faz na prática é bem mais do que só brincar. A ideia é usar as brincadeiras e jogos da cultura popular pra eles começarem a entender o valor das diferenças e respeitar o ritmo um do outro. Tipo, é ver a galera brincando de pular corda, por exemplo, e perceber que cada um tem seu jeito e sua velocidade, e tá tudo bem isso. E isso já é um aprendizado que vem desde o Infantil, né? Lá eles já começam a entender o básico do brincar junto, de dividir espaço e de esperar a vez. No 1º ano, a gente só aprofunda isso.

Então, pra botar a mão na massa, eu faço três atividades que sempre dão certo. Primeiro, a roda de ciranda. Eu gosto dessa porque não precisa de material nenhum, só espaço. Reúno a turma em círculo no pátio ou numa sala ampla e a gente canta junto aquelas músicas tradicionais. Quem nunca ouviu "Atirei o Pau no Gato" ou "Ciranda Cirandinha", né? Aí, enquanto eles cantam, vão se dando as mãos e girando. O bacana é ver como eles reagem quando alguém erra ou se enrola. Na última vez que fizemos, a Maria Clara tropeçou e caiu sentada no chão. Aí o João Pedro parou tudo e perguntou se ela estava bem antes de continuar a música. É nessas horas que você vê se eles tão aprendendo a tal da empatia.

Outra atividade que eu adoro é a amarelinha. É super simples: giz pra desenhar no chão e pedrinhas pra jogar. Desenho algumas amarelinhas diferentes pro pessoal ir experimentando níveis de dificuldade. Essa atividade leva uns 30 minutos, direitinho dá pra cada um brincar várias vezes. A turma adora! O Enzo sempre fica empolgado e diz que vai até o céu. O mais legal foi na última vez quando a Ana Luiza teve um pouco de dificuldade de pular numa perna só. Aí o Lucas foi lá todo prestativo, segurou na mão dela e ajudou até ela conseguir. Isso é ouro! Eles aprendem que ajudar o colega é tão importante quanto pular direito.

E tem também o jogo das cinco marias. Esse é ótimo pra trabalhar coordenação e paciência. Uso cinco saquinhos de tecido com areia dentro (bem simples de fazer), e aí eles têm que jogar pro alto e pegar sem deixar cair no chão. Divido eles em pequenos grupos de três ou quatro pra praticarem entre si, dá uns 15 minutinhos por rodada pra trocar as duplas, todo mundo se ajuda com dicas e tudo mais. Lembro que na última vez, o Miguel tava bem frustrado porque não conseguia pegar todos de uma vez só. Aí veio a Sofia com toda calma do mundo ensinar uma técnica nova pra ele, tipo explicar passo a passo como fazia pra dar certo. No final ele conseguiu e foi aquela festa! Eles aprendem ali que errar faz parte do processo.

Trabalhar essa habilidade é mais do que simplesmente fazer os meninos se divertirem: é preparar eles pra vida, pra entenderem que num grupo cada um tem seu papel e jeito de ser. E olha que no início alguns ainda são mais individualistas; mas aos poucos vão percebendo como é legal quando todo mundo colabora, erra junto, aprende junto. Dá pra ver no rostinho deles quando conseguem algo novo ou quando ajudam alguém pela primeira vez.

É isso aí pessoal! No final das contas, atividades assim preparam os meninos não só fisicamente mas emocionalmente também. E eu fico aqui sempre refletindo sobre como esse tipo de experiência vai ajudar eles lá na frente, desde já aprendendo valores como respeito, cooperação e empatia através da brincadeira. Quem diria que uma cirandinha poderia ensinar tanto? Qualquer coisa compartilhem aí suas experiências também! Vou adorar saber outras formas de trabalhar essas habilidades.

Até a próxima!

avança um pouco mais nisso, é uma transição. E aí, como é que eu sei que os meninos entenderam o recado sem botar eles numa prova formal? Olha, um jeito é circulando pela sala ou pelo pátio e prestando atenção nas interações deles. Já teve vez de eu ver o João explicando pro Pedro como ele tinha que pular a corda de um jeito que ficasse mais fácil. Sem eu pedir, entende? Eles ajudam e isso é um baita sinal de que internalizaram o conceito de cooperação. Outro exemplo foi a Maria. Durante uma aula em que a gente tava jogando bola, ela percebeu que o Miguel tava meio perdido nas regras e explicou tudo direitinho pra ele. Isso sem eu intervir! Eu só observo de longe e vejo que compreenderam a proposta quando eles mesmos tomam a iniciativa de ajudar o colega.

Agora, os erros mais comuns… Ah, esses fazem parte do processo também. Um erro clássico é quando a Helena, por exemplo, fica tão empolgada com a brincadeira que acaba não esperando a vez do colega. Isso acontece muito porque as crianças estão no auge da curiosidade e querem participar o tempo todo. Então eu chego junto e digo: "Helena, olha só, lembra da regra? Espera o João terminar pra você ir." E aos poucos eles vão entendendo. Outra coisa são os meninos ficarem frustrados rápido demais quando não conseguem fazer algo. O Lucas já chorou porque não conseguia pular corda igual aos outros. Aí é resgatar aquilo do ritmo, mostrar que tá tudo bem errar e que uma hora ele vai conseguir.

E quando falamos do Matheus e da Clara, aí a gente ajusta o que for preciso. O Matheus tem TDAH, né? Então eu tento fazer com que as atividades sejam bem variadas e não durem muito tempo pra ele não perder o interesse. A gente faz uma rodinha rápida pra explicar as regras e depois já vai pra prática. Pra ele ajuda ter sempre algo visual, tipo cartazes com as regras desenhadas. E também uso um cronômetro pra ele ter a noção de tempo passando, isso dá uma segurança maior.

Com a Clara, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista), os desafios são outros. Ela precisa de rotina e previsibilidade. Então com ela sempre deixo claro o que vai acontecer em seguida. Se vamos jogar bola depois de pular corda, aviso antes. E tem sido bem bacana usar cartões com imagens das atividades – ela adora saber exatamente o que vem pela frente. Uma vez fizemos uma atividade em dupla e ela ficou com um pouco de receio no início. Aí expliquei direitinho pra ela e pro colega como seria cada etapa e deu super certo.

Já testei algumas estratégias que não funcionaram tanto assim. Teve uma vez que tentei usar música durante as atividades pra deixar mais dinâmico, mas percebi que isso distraiu muito o Matheus e deixou a Clara desconfortável. Foi uma experiência boa no sentido de aprendizado; vi o quanto cada criança tem sua peculiaridade e como isso interfere na nossa prática.

Enfim, dia a dia nesse mundo de sala de aula é um aprendizado constante, tanto pra eles quanto pra mim! E compartilhar isso aqui no fórum sempre ajuda a gente a ver novas perspectivas e pensar em outras soluções pros desafios diários. Qualquer hora posso trazer mais histórias dos meus pequenos se vocês quiserem! Até mais, pessoal!

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